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Emater prevê safra recorde de soja no verão

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A Emater/RS-Ascar apresentou na manhã desta terça-feira (27/08) a primeira estimativa para a safra 2019-2020, na Casa Institucional no Parque Assis Brasil, em Esteio, durante a 42ª Expointer. Os dados indicam que a soja baterá recorde histórico com aumento na produção de 6,81% em relação ao ano anterior. O Rio Grande do Sul deverá colher 1,2 milhão de toneladas a mais do grão, chegando a 19,7 milhões. A área e a produtividade também devem aumentar em 1,93% e 4,31%, respectivamente, o que significa um acréscimo de 112 mil hectares e 137 kg/ha, chegando a 5,9 milhões de hectares de soja e 3,3 mil kg/ha.

O evento, que apresenta a primeira estimativa de área, produção e produtividade das principais culturas de verão no Estado contou com a presença do secretário de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho, do presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, superintendente federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, do diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, e do diretor administrativo da Emater/RS, Vanderlan Vasconselos.

O secretário Covatti ressaltou a parceria da secretaria com a Instituição e o empenho em ampliar a produção de milho para que o Estado se torne autossustentável. Além disto, o secretário ressaltou outras ações em conjunto como a instalação da energia solar fotovoltaica no Parque de Exposições Assis Brasil e ainda o apoio a formação das agroindústrias desde o planejamento até a legalização.

Sandri destacou justamente como “a cereja do bolo” da assistência técnica e extensão rural social o trabalho junto às agroindústrias, que culmina com a venda na Expointer. “As agroindústrias produzem, transformam, agregam valor e motivam o jovem a ficar na propriedade”, avaliou. O presidente apresentou ainda outras ações desenvolvidas pela Emater/RS-Ascar em consonância com a Seapdr.

O diretor técnico Rugeri apresentou o levantamento da safra e destacou a metodologia adotada para a captação das informações, o que contribui para a confiabilidade do documento. O levantamento aponta um aumento de 5,76% no total produzido no Estado em relação ao ano anterior, equivalente a 1,8 milhão de toneladas, totalizando uma estimativa de 33,2 milhão de toneladas para os quatro principais grãos de verão (soja, milho, arroz e feijão 1ª safra).

Os dados, coletados entre 22 de julho e 07 de agosto deste ano, foram levantados junto às seguintes unidades operativas da Emater/RS-Ascar: 119 escritórios municipais para a cultura do arroz, 245 para feijão primeira safra, 449 escritórios municipais para milho grão, 388 para soja e 416 para milho silagem, além de 12 escritórios regionais e do Escritório Central.

A Emater/RS-Ascar realizou levantamento sobre as percepções/intenções dos produtores e dos demais atores da cadeia produtiva (cooperativas, comércio de insumos, bancos, por exemplo) em relação à safra de grãos 2019-2020.

O levantamento contemplou uma amostra que cobriu 98,45% da área a ser cultivada com arroz, 80,31% com feijão primeira safra, 95,52% com milho grão, 98,02% para área com soja e 94,01% para milho destinado à silagem.

Confira a estimativa da soja e dos demais grãos de verão, em tabelas:

SOJA | SAFRA 2019-2020

(Amostra de 98,02% da área de cultivo)

Ano/safraÁrea (ha)Produtividade (kg/ha)Produção (t)
2018-2019*5.843.7143.17818.487.353
2019-2020**5.956.5043.31519.746.793
dif.+112.790+137+1.259.440
Variação (%)1,93%4,31%6,81%

*Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA/IBGE (jul./2019).

**Estimativa Emater/RS-Ascar.

 

MILHO GRÃO | SAFRA 2019-2020

(Amostra de 95,52% da área de cultivo)

Ano/safraÁrea (ha)Produtividade (kg/ha)Produção (t)
2018-2019*763.9567.5165.739.403
2019-2020**771.5787.7105.948.712
dif.+7.622+194+209.309
Variação (%)1,00%2,58%3,65%

*Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA/IBGE (jul./2019).

**Estimativa Emater/RS-Ascar.

 

MILHO SILAGEM | SAFRA 2019-2020

(Amostra de 94,01% da área de cultivo)

Ano/safraÁrea (ha)Produtividade (kg/ha)Produção (t)
2018-2019*340.01039.01113.264.073
2019-2020**338.10837.05212.527.591
dif.-1.902-1.959-736.482
Variação (%)-0,56%-5,02%-5,5%

*Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA/IBGE (jul./2019).

**Estimativa Emater/RS-Ascar.

 

FEIJÃO 1ª SAFRA | 2019-2020

(Amostra de 80,31% da área de cultivo)

Ano/safraÁrea (ha)Produtividade (kg/ha)Produção (t)
2018-2019*36.6661.58557.867
2019-2020**36.0271.74062.672
dif.-638+155+4.805
Variação (%)-1,74%9,78%8,30%

*Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA/IBGE (jul./2019).

**Estimativa Emater/RS-Ascar.

 

ARROZ | SAFRA 2019-2019

(Amostra de 98,45% da área de cultivo)

Ano/safraÁrea (ha)Produtividade (kg/ha)Produção (t)
2018-2019*981.2877.4197.173.313
2019-2020**961.3777.8137.510.872
dif.-19.910+394+337.559
Variação (%)-2,03%5,31%4,71%

*Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA/IBGE (jul./2019).

**Estimativa Emater/RS-Ascar.

 

COMPARAÇÃO DA PRODUÇÃO ANUAL DA SAFRA DE VERÃO 2018-2019 E 2019-2020 (t)

2018-2019*2019-2020**Variação (t)Variação (%)
Soja18.487.35319.746.7931.259.4406,81%
Milho5.739.4035.948.712209.3093,65%
Arroz7.173.3137.510.872337.5594,71%
Feijão 1ª Safra57.86762.6724.8058,30%
Total31.457.93633.269.0491.811.1135,76%

*Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA/IBGE (jul./2019).

**Estimativa Emater/RS-Ascar

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Agro

John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

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A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.

No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.

O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas  principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da  plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a  alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.

“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza. 

A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.

 

Juros altos prejudicam a indústria 

Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país

“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.

“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.

 

Brasil no centro da estratégia 

Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.

“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.

Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.

A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.

 

Conectividade no campo 

Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.

A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor  acessá-los e tomar decisões em tempo real.

Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.

 

Fonte: Dinheiro Rural.

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Agro

Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

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A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.

O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.

Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.

A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.

Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.

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Agro

1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

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O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.

Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.

Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).

Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.

Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.

Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.

 

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