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Trinta anos depois, Sol a Sol volta a ser realizado em Giruá

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As comunidades rurais de Giruá voltaram a confraternizar, 30 anos depois da última edição, na fase municipal dos Jogos Rurais Sol a Sol. A retomada dos Jogos ocorreu neste domingo (25/08), acompanhada por um público de mais de 700 pessoas, que prestigiou as diversas modalidades individuais e coletivas.

O evento foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Giruá e pela comunidade anfitriã, Boca da Picada. Entre as modalidades disputadas por 287 atletas, sendo homens e mulheres de diferentes faixas etárias, estiveram futebol cinco, voleibol, milho no buraco, batida de prego, corrida de saco, cabo de guerra, chute de pênalti, bocha, corte de lenha, debulha de milho, salto em distância, tiro de laço na vaca parada, entre outros.

Também houve escolha da Garota, do Garoto, do Homem e Mulher Sol a Sol. A faixa de Garota Sol a Sol foi para Karine Mendonça de Oliveira, da comunidade de Mato Grande. Já o título de Mulher Terceira Idade ficou com Valmi Scherer Weber, de Boca da Picada, e de Homem Terceira Idade, com Amarino de Almeida Marque, da localidade de Santa Lúcia.

Entre os objetivos do evento estão a integração das famílias rurais e das entidades parceiras que atuam para o desenvolvimento rural sustentável; promoção de melhorias na área de lazer e de organização rural; levantamento de recursos para as comunidades usarem em infraestrutura comunitária; envolvimento das famílias rurais com esporte, lazer e recreação em uma mesma oportunidade; resgate cultural e promoção da integração entre várias gerações com inclusão social.

Como tudo começou

Em 1982, um grupo de extensionistas da Emater/RS-Ascar do Noroeste gaúcho iniciou um trabalho voltado ao lazer e à recreação das famílias rurais. A iniciativa surgiu a partir da reivindicação de mulheres e jovens rurais para mais lazer e melhor qualidade de vida no meio rural.

Diante do desafio, foi organizado ainda naquele ano um torneio padronizado, os “Jogos Rurais Sol a Sol”, uma referência ao feito da família rural, que acordava cedo e trabalhava até o fim do dia, ou seja, do nascente ao poente do sol. Assim, a primeira edição envolveu famílias rurais, em fases municipal, microrregional e regional.

A partir do regulamento elaborado, foram iniciados trabalhos de sensibilização junto às equipes de extensionistas municipais, a fim de mobilizar o público. Giruá passou a realizar a fase municipal dos Jogos Rurais Sol a Sol em 1984, seguindo anualmente até 1988 e a 6ª edição, em 1989.

Diante dos anseios apresentados pelas famílias rurais, a equipe municipal da Emater/RS-Ascar uniu esforços com a Prefeitura de Giruá e a comunidade de Boca da Picada para, em 2019, realizar a 7ª edição, voltando a oportunizar às famílias rurais momentos de lazer, esporte, integração entre comunidades e organização social.

O evento contou com o apoio da Agropecuária Giruá LTDA, TransLupi Transportadora, Agrovema, Coopermil, Cegil, Sicredi, Habilitare Clínica de Saúde, Posto do Marcos, Madeireira e Serraria Schmidt, Auriverde, Cultivar, Pippi Máquinas, Taborda Transportes, Atelier Encantare e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

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Três municípios da Região Celeiro estão entre os 15 municípios em situação de emergência no RS

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Lavoura prejudicada em Espumoso — Foto: Reprodução/RBS TV

A falta de chuvas no Rio Grande do Sul está provocando grandes prejuízos nas lavouras. A Emater informou que ainda está levantando oficialmente os prejuízos, porém diversas cidades já registraram perdas de mais de 80% nas produções.

Até a noite desta terça-feira (21), 15 municípios haviam decretado situação de emergência em razão da estiagem, conforme a Defesa Civil. Outras cinco cidades registraram perdas significativas mas ainda não decretaram emergência. A maioria delas é do Norte ou Noroeste do estado. Veja lista abaixo.

Das 15, apenas uma teve teve a situação homologada pelo estado e pela União até esta terça. Júlio de Castilhos decretou situação de emergência no dia 6 de dezembro e teve homologação no dia 16. As outras cidades ainda tem prazo de 180 dias para comprovar a situação, apresentando laudos de pessoas afetadas, situação da agricultura, entre outros aspectos.

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Agro

SEAPDR detecta gafanhotos nativos em Coronel Bicaco e outros quatro municípios da região

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Fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) realizaram na sexta-feira (17), fiscalização de áreas agrícolas para monitoramento de gafanhotos.
Nesta fiscalização, realizada através de denúncia, foram feitas vistorias nas áreas agrícolas do município de Ajuricaba. Os gafanhotos, das espécies Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa, são nativos do Rio Grande do Sul, não se tratando de gafanhotos migratórios presentes na Argentina.
“As culturas comerciais de grãos, como milho e soja, atualmente implantadas em condições de estresse hídrico, não apresentam danos significativos causados pelo inseto. No entanto, a incerteza em relação ao clima e o desconhecimento dos hábitos dos gafanhotos podem gerar preocupação entre os agricultores”, destaca Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
A recomendação para os agricultores é para permanecer em alerta em relação a novos focos e que, em caso de alta infestação associada a danos verificados nas lavouras, entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município ou com a Emater. E também através do email: [email protected]
Além de Ajuricaba, foram feitas 19 vistorias nos municípios de Coronel Bicaco, Nova Ramada, Santo Augusto e São Valério do Sul neste ano de 2021.
A SEAPDR é participante do Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata, conforme Portaria de Emergência MAPA nº 201/2020 e Instrução Normativa SEAPDR nº 17/2020 e, por isso, tem realizado vistorias de monitoramento de populações acridianas em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul.
Fonte: SEAPDR
Foto: André Ebone/Divulgação SEAPDR
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Agro

Preço ao produtor de leite teve queda real de 5% neste ano

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A pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida, uma retração de 2,5%, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

É a segunda queda consecutiva dos preços no campo. Com isso, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”.

Os dados mostram que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

CUSTO DE PRODUÇÃO
De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra.

Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Segundo o Cepea, outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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