Relatório sobre oceanos revela aquecimento, acidificação e queda de O₂
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Relatório sobre oceanos revela aquecimento, acidificação e queda de O₂

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Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil/Divulgação

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Um novo relatório divulgado nesta segunda-feira (3) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresenta uma série de informações científicas sobre o estado atual dos oceanos, abordando aspectos físicos, químicos, ecológicos e socioeconômicos. O documento revela um avançado processo de aquecimento das águas, além de acidificação e queda das taxas de oxigênio (O₂) no ambiente marinho.

Um dos principais alertas envolve a elevação das temperaturas dos oceanos. O monitoramento tem mostrado que isso ocorre não apenas nas águas superficiais. Embora apenas 25% do fundo do oceano esteja mapeado atualmente, já se sabe que o aquecimento em zonas mais profundas ocorre em um ritmo sem precedentes.

O ano de 2023 registrou recordes em temperaturas oceânicas. A publicação também aponta que o aquecimento está se acelerando. “As principais e bem conhecidas consequências incluem a subida do nível do mar, alterações nas correntes oceânicas e mudanças dramáticas nos ecossistemas marinhos”, destaca o relatório.

Segundo dados divulgados no ano passado pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, nos últimos 30 anos o nível dos oceanos teve uma elevação média de nove centímetros. O novo relatório da Unesco destaca que esse processo irá se acelerar, relacionado com o aquecimento global do planeta, resultado do excesso de emissão de gás carbônico e outros gases de efeito estufa provocados pelo homem. O documento cita que o derretimento das massas de gelo na Groenlândia e na Antártica Ocidental contribui para a elevação dos mares.

O Relatório sobre o Estado do Oceano (StOR, na sigla em inglês) também lembra que, com o aquecimento global, episódios de extremos climáticos devem se tornar cada vez mais frequentes. Há menção aos danos causados por tsunamis, geralmente provocados por terremotos, que podem ser mais catastróficos diante da subida do nível do mar. Além disso, os tsunamis de fontes não sísmicas poderão se tornar um desafio crescente.

A nova edição contou com a participação de 98 autores de 25 países, destacando a importância do oceano no controle climático do planeta, uma vez que absorve grandes quantidades de gás carbônico. No entanto, esse processo tem consequências. Com maior absorção de gás carbônico, ocorre a acidificação dos oceanos, exigindo medidas de mitigação. Além disso, os pesquisadores observam que a disponibilidade de oxigênio no ambiente marinho está caindo devido à poluição, o que afeta as espécies e a biodiversidade.

“O oceano contém 40 vezes mais carbono que a atmosfera. Os cenários climáticos futuros estão considerando o potencial das técnicas de remoção de dióxido de carbono marinho para aumentar este estoque. Foram propostas diversas técnicas, mas a implantação em grande escala não pode ser implementada sem uma maior compreensão sobre como essas novas abordagens irão interagir com o ciclo do carbono oceânico e os ecossistemas marinhos, e seus riscos e benefícios”, diz o relatório.

Apesar de reunir diversas informações e estimativas científicas sobre o estado dos oceanos, a publicação destaca a necessidade de novas pesquisas que permitam aumentar o conhecimento sobre as mudanças em curso e prever as consequências. Além disso, o compartilhamento global de dados de forma equitativa e com livre acesso é considerado um desafio.

Ele alerta que a crise oceânica está se desenvolvendo mais rapidamente do que o conhecimento sobre ela. “O fato é: não sabemos o suficiente. Quando o primeiro Relatório sobre o Estado do Oceano foi lançado, em 2022, aprendemos que a descrição quantitativa do oceano está drasticamente incompleta e, como resultado, o conhecimento atual é insuficiente para informar eficazmente soluções para as múltiplas crises oceânicas que a humanidade está agora enfrentando”, acrescenta.

Fonte: Agência Brasil

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A sexta-feira deve ser marcada por chuvas em todo o Estado

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Foto: Divulgação
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Hoje (21), o Rio Grande do Sul terá chuvas em quase todas as regiões, conforme a previsão meteorológica. Áreas como as Missões, o Sul, a Região Central, o Noroeste, o Norte, a Região Metropolitana, os Vales e a Serra enfrentarão períodos de chuva intensa. Mesmo com o sol aparecendo entre muitas nuvens, espera-se que ocorram pancadas de chuva na Campanha e na Fronteira Oeste.

No segundo dia de inverno, os maiores volumes de chuva são esperados em Vitória das Missões e Unistalda, com previsão de cerca de 40 milímetros, representando até 31% da média histórica de junho para essas regiões. Em Porto Alegre, o acumulado pode chegar a 20 milímetros, aproximadamente 17% do total esperado para o mês.

As temperaturas no estado variarão pouco. As mínimas estão previstas para 10°C em São José dos Ausentes, na Serra, e em Pedras Altas, no Sul. As máximas, por outro lado, alcançarão 28°C em Vicente Dutra e Novo Tiradentes, localizadas no norte do estado. Em Porto Alegre, as temperaturas oscilarão entre 17°C e 21°C.

Os moradores de diversas regiões devem se preparar para um dia de chuva generalizada e monitorar as condições climáticas para quaisquer desdobramentos.

Fonte: O Bairrista

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Inverno começa oficialmente nesta quinta-feira (20) e terá a maior noite do ano

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Foto: Divulgação
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O inverno no Hemisfério Sul começa oficialmente nesta quinta-feira (20), às 17h50, horário de Brasília. A transição do outono para a estação mais fria do ano é marcada pelo solstício, um fenômeno em que a Terra atinge o ponto mais distante do Sol.

A palavra solstício vem do latim e significa “Sol parado”. Isso porque, a olho nu, o Sol parece interromper sua trajetória ao alcançar esse ponto. Nesse dia, não se nota a mudança na posição do Sol ao nascer ou se pôr.

Segundo Thiago Gonçalves, astrônomo e diretor do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o solstício ocorre duas vezes por ano – em junho e dezembro. Devido à inclinação do eixo terrestre, um hemisfério recebe mais luz solar quando é verão, enquanto o outro recebe menos, marcando o início do inverno.

Em junho, o Hemisfério Sul recebe menos luz solar, resultando na noite mais longa do ano

À medida que o planeta e o Sol se aproximam novamente, a duração das noites diminui até que dia e noite tenham a mesma duração. Este ponto é chamado equinócio, que também ocorre duas vezes por ano – em setembro e março – marcando o início do outono e da primavera.

Essas mudanças na Terra, em termos de temperatura e vegetação, dependem da quantidade de luz solar recebida em cada região. As áreas próximas à Linha do Equador, como o Norte e o Nordeste do Brasil, sofrem menos variações. Os polos, por sua vez, experimentam mudanças mais extremas devido à inclinação da Terra.

O ciclo completo até o próximo solstício de inverno dura 365 dias, 48 minutos e 46 segundos. Devido a esses minutos e segundos extras, o calendário é ajustado a cada quatro anos com o ano bissexto, que tem 366 dias.

Fonte: Agência Brasil

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Chuvas do fim de semana causam estragos em pelo menos 19 municípios gaúchos

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Foto: Casa Civil RS/Divulgação
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As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul no fim de semana provocaram danos em pelo menos 19 municípios, de acordo com o balanço divulgado na manhã desta segunda-feira (17) pela Defesa Civil Estadual.

Foram relatados alagamentos, deslizamentos de terra e destelhamentos de casas. As cidades afetadas incluem: Arvorezinha, Bento Gonçalves, Boqueirão do Leão, Canela, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Coqueiro Baixo, Dom Pedro de Alcântara, Igrejinha, Mampituba, Maquiné, Pareci Novo, Parobé, Roca Sales, São Luiz Gonzaga, Rio Pardo, São Vendelino, Três Coroas e Vale Real.

Em São Luiz Gonzaga, uma microexplosão ocorreu, caracterizada por chuva intensa em curto período, geralmente acompanhada por fortes rajadas de vento. O fenômeno deixou 400 pessoas desalojadas ou desabrigadas.

No distrito de Barra do Ouro, em Maquiné, 2 mil pessoas ficaram ilhadas devido a bloqueios nas rodovias ERS-484 e ERS-239.

Em Dom Pedro de Alcântara, o Santuário da Gruta Nossa Senhora de Lourdes desabou. Felizmente, ninguém ficou ferido.

Fonte: Jornal o Sul

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