Política
Congresso enterra afrouxamento para candidaturas de fichas-sujas em 2020
O Congresso Nacional não conseguiu votar os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei que reforma as regras eleitorais a tempo de eventuais mudanças serem aplicadas no pleito de 2020.
Deputados e senadores planejavam analisar na noite desta quarta-feira (2) uma série de vetos feitos por Bolsonaro em 27 de setembro. O presidente barrou dispositivos de uma minirreforma eleitoral feita pelos parlamentares menos de 10 dias antes.
Em tese, mudanças nas regras que regem as eleições precisam ser aprovadas até 3 de outubro para valerem na disputa do ano que vem — o prazo já é inviável porque a próxima sessão do Congresso foi marcada para a próxima semana.
No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), argumentou ao final da sessão desta quarta que apenas um dos seis vetos na pauta será afetado pelo chamado princípio da anualidade.
Segundo Alcolumbre, os demais dispositivos barrados por Bolsonaro tratam de partidos políticos, e não diretamente do processo eleitoral.
— Dos seis vetos, apenas um precisa do princípio da anualidade para valer. Os outros cinco não são necessários, porque tratam de partidos, e não de eleições. Como não tratam de legislação (eleitoral), não precisa do prazo de um ano — disse o senador. Ele afirmou ainda que esse entendimento foi endossado pela consultoria técnica do Senado.
A assessoria de imprensa do parlamentar disse que o único dispositivo que será prejudicado com o adiamento da votação desta quarta é o do trecho visava ampliar até o período da posse o tempo para que candidatos pudessem reunir condições de elegibilidade, facilitando candidaturas fichas-sujas. Portanto, mesmo que na próxima semana deputados e senadores reintroduzam essa regra na lei, não haverá modificação nas regras eleitorais de 2020.
Apesar do entendimento do presidente do Senado, especialistas afirmam que o tema da anualidade é polêmico e que pode haver margem para judicialização.
Entre os outros itens vetados por Bolsonaro, há um dispositivo que permite que partidos políticos custeiem passagens aéreas inclusive para não filiados. Também há um veto ao pagamento de multas com recursos do fundo partidário, além de uma anistia a penalizações aplicadas pela Justiça Eleitoral a partidos que receberam recursos de servidores públicos filiados.
Outro item barrado por Bolsonaro foi a recriação da propaganda político-partidária gratuita na TV, algo que deixou de existir com a reforma eleitoral de 2017.
Sobre fundo eleitoral — que é a verba distribuída às campanhas —, a lei hoje estabelece um valor que represente ao menos 30% dos recursos de emenda parlamentares de bancada.
O projeto retirava essa indicação. Ou seja, o valor poderia ser inclusive menor do que 30%.
Houve um veto de Bolsonaro a esse dispositivo, mas ele não traz alteração prática relevante, já que, em uma situação ou outra, o valor final será definido na votação do projeto de Orçamento da União.
Em 2018, o fundo distribuiu R$ 1,7 bilhão aos candidatos. Há pressão para que esse montante suba a até R$ 3,7 bilhões no ano que vem.
Ao sancionar a lei no final de setembro, Bolsonaro manteve no texto trechos aprovados pelo Congresso que afrouxam normas de fiscalização. Um exemplo é a permissão para que partidos usem verbas públicas para adquirir bens e para pagar sem limites advogados e contadores — o que, segundo especialistas, abre brecha para caixa dois.
Brechas para que os partidos políticos usem com menos amarras recursos do fundo partidário — a principal fonte de financiamento das legendas — são alguns dos pontos mais polêmicos da nova legislação, uma vez que a anterior estabelecia um rol restrito de possibilidade de uso dessa verba.
Agora, fica expressa na lei a permissão para uso do dinheiro do fundo partidário para “compra ou locação de bens móveis e imóveis, bem como na edificação ou construção de sedes e afins, e na realização de reformas e outras adaptações nesses bens”.
Gaucha / ZH
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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