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Ataque hacker na internet custa a partir de US$ 10

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(Foto: Pexels)


Um ataque de hacker capaz de derrubar o site de uma grande empresa, um tribunal de Justiça ou um órgão do governo é vendido sem restrições na internet. O mercado criminoso oferece serviços de sobrecarregar páginas virtuais em fóruns da Deep Web, uma camada da internet não acessível por navegadores e endereços convencionais. Os preços pelas ações variam conforme o impacto e o tempo da ação cibernética.

A lista de preços médios dos crimes virtuais comercializados na Deep Web é divulgada anualmente pelo Privacy Affairs, um coletivo de profissionais de cibersegurança. Na cotação mais recente, um ataque tipo DDoS com até 50 mil requisições a cada segundo e duração de uma hora sai por US$ 10 dólares. A investida contra o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no primeiro turno das eleições, por exemplo, teve 463 mil conexões por segundo e tempo total de ataque de 20 minutos.

Mais conhecido por ataque de negação de serviço, o Distributed Denial of Service, DDoS na sigla em inglês, é o produto do momento no mercado do crime da internet. A partir de vírus introduzidos em computadores em geral, transformados em máquinas “zumbis”, esse ataque envia pedidos de conexões a um site ou servidor, de modo a sobrecarregar o sistema, deixá-lo lento ou derrubá-lo.

No submundo cibernético, o contratante do serviço precisa apenas fazer contato com o hacker, apresentar a demanda e efetuar o pagamento – geralmente, em criptomoedas. O mercado hacker funciona sob demanda contra alvos específicos, mas também com a oferta de ferramentas que exigem de quem paga por elas pouco conhecimento de programação de computadores.

Com cadastros que exigem somente um e-mail e pagamento em criptomoedas, é possível realizar o ataque de negação de serviço por conta própria. Esse modelo “self service” é um dos principais avanços do cibercrime nos últimos anos para vender o serviço. Ele dispensa a necessidade de um hacker coordenar a investida. “Há um marco em 2018, a partir de hackers israelenses que criaram esse mercado”, diz o diretor de tecnologia e especialista em DDoS, Tiago Ayub. “Os cibercriminosos partiram para a linha do eufemismo. Eles oferecem um teste de ‘estresse de IP’”, afirma. “No Brasil, graças à facilidade de fazer ataques, alguns começaram a usar como ação anticompetitiva, para deixar concorrentes fora do ar.”

Em tese, a ferramenta “estresse de IP” funciona para verificar se determinado endereço suporta certo volume de conexões. Na prática, não exige nenhum contrato ou identificação e pode ser usado contra qualquer alvo. Como os pagamentos são em criptomoedas, torna-se difícil a identificação de quem recorre ao serviço para causar prejuízos.

A reportagem se passou por interessada no serviço de sites que oferecem o “estresse de IP”. A uma pergunta se o sistema poderia ser usado contra sites do governo brasileiro, o responsável de um desses serviços não descartou a possibilidade. “Não lançamos testes de estresse por nossa conta. Por favor, tente por sua conta mesmo”, sugeriu. A um segundo site, a reportagem perguntou se aquilo não era ilegal, e se não poderia haver problemas com as autoridades brasileiras. “Não sou advogado e as leis são diferentes em todos os países. Não saberia te dizer”, foi a resposta.

Consultores da área registram uma escalada robusta dos chamados ataques distribuídos de negação de serviço. O crescimento, afirma, ocorre no momento em que o mundo é obrigado a concentrar comunicações, negócios e serviços em canais digitais, em razão da pandemia. O mecanismo serve para sobrecarregar servidores, derrubar sites, impedir o acesso de usuários e minar a credibilidade de empresas e instituições.

Funciona assim: hackers geram um tráfego artificial a sites e servidores, em escala superior ao que os sistemas suportam. Esses acessos vêm de “botnets”, redes de dispositivos infectados para operar como os atacantes desejam. Podem ser roteadores, celulares e até eletrodomésticos conectados. A sobrecarga derruba o alvo ou deixa a navegação lenta para usuários comuns. E, ainda, pode vir acompanhada de extorsão para cessar as investidas.

Mercado promissor

A expansão do mercado hacker no País se deve à popularização do acesso e ao desleixo dos internautas brasileiros com segurança digital. Levantamento solicitado pelo Estadão à empresa californiana Nexusguard, especializada em cibersegurança e no monitoramento de vulnerabilidades digitais, mostra um salto em ataques DDoS no Brasil, de 58 no terceiro trimestre de 2019 para 24.403 no mesmo período deste ano. Nos últimos três meses do ano passado, foram 4.264, quantidade também bem abaixo dos parâmetros atuais.

O Brasil também cresce como origem de ataques, ou seja, como fonte de dispositivos infectados para sobrecarregar sistemas. Os dados da consultoria apontam que o total de dispositivos usados por hackers para realização de ataques de negação de serviço cresceu de 185 para 6.598 do primeiro ao terceiro trimestre deste ano.

São computadores, roteadores, celulares ou demais dispositivos com conexão à internet que estão contaminados por vírus ou que têm senhas padronizadas facilmente descobertas remotamente. Estes milhares de dispositivos foram capazes de enviar 7,4 milhões de requisições durante ataques a sites.

No caso do TSE, os ataques partiram de máquinas no Brasil, nos Estados Unidos e na Nova Zelândia. “O uso pesado e a dependência de serviços online em meio à covid-19 levaram ao aumento acentuado dos ataques DDoS. Eles se tornaram um dos tipos mais comuns de ameaças que atualmente assolam o mercado global”, disse à reportagem Tony Miu, gerente de pesquisas da Nexusguard

“O crescimento no uso da tecnologia geralmente anda de mãos dadas com uma falta de conscientização em segurança cibernética, levando a uma deficiência na segurança de dispositivos que serão explorados por hackers”, afirmou.

Por Vinícius Valfré
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Tecnologia

Erro no iPhone é capaz de desativar Wi-Fi para sempre

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Está relacionado com os caracteres usados no nome da rede Wi-Fi

Um investigador de nome Carl Schou teria descoberto um erro no iPhone que desativa a ligação Wi-Fi do celular e, mesmo que tente repor as definições de rede, é possível que continue inutilizável.

“Pode bloquear permanentemente o Wi-Fi de qualquer dispositivo iOS ao ter uma rede Wi-Fi pública com o nome %secretclub%power. Repor as definições de rede não garante a recuperação da funcionalidade”, explica Schou em sua conta de Twitter.

Acredita-se que o grande problema estará no uso do caracter “%” que costuma ser usado em línguas de programação, o que provavelmente ‘confunde’ os sistemas do iOS. É possível que a Apple esteja trabalhando numa correção mas, por enquanto, talvez seja boa ideia não se conectar a redes públicas com símbolos como este no nome.

 

FONTE: NOTICIAS AO MINUTO

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Geral

Rio Grande do Sul lidera ranking nacional de serviços digitais

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O Rio Grande do Sul alcançou um resultado inédito por meio do seu projeto de transformação digital, o portal rs.gov.br.

 

O Estado figura em primeiro lugar no ranking nacional Índice de Oferta de Serviços Digitais 2021 da Abep-TIC (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação), divulgado na sexta-feira (02).

De acordo com o Ranking dos Governos Estaduais e Distrital, o RS conquistou 91 pontos, se tornando o único Estado enquadrado no nível ótimo da escala de maturidade apresentada pelo indicador. Bahia e Paraná, que conquistaram segundo e terceiro lugares, respectivamente, foram considerados muito bons nos quesitos avaliados.

“Essa posição no ranking é um reconhecimento a um trabalho que norteia nossa gestão. Queremos ser, cada vez mais, um governo digital, mais simples e menos burocrático, que está na palma da mão das pessoas. O primeiro lugar é uma motivação para seguir esse caminho”, comemora o titular da SPGG (Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão), Claudio Gastal.

Atualmente, o Rio Grande do Sul oferece 484 serviços estaduais – 61% deles em formato digital, somando 4,46 milhões de acessos mensais. Tudo isso acessível pelo portal rs.gov.br, com cartas de serviço atualizadas. A meta é chegar a 100% das funcionalidades também na forma digital até o fim de 2022.

Além de conquistar a primeira posição na avaliação nacional, o RS figura no topo do ranking nas dimensões Capacidades para a Oferta Digital de Serviços (que mede a implementação do portal único ou do portal de serviços, a carta de serviços e outros fatores habilitadores) – empatado com a Bahia – e Regulamentação sobre Modernização para a Oferta de Serviços Públicos (focada em dispositivos legais ou infralegais relacionados à temática de governo digital).

Esta é a segunda edição do índice, divulgado pela primeira vez em 2020, quando o RS figurou na terceira posição, atrás de Minas Gerais e Santa Catarina. De forma geral, os Estados evoluíram em relação ao panorama do ano passado.

“Isso qualifica ainda mais a performance gaúcha, uma vez que essa saudável competição está cada vez mais acirrada. Todos ganhamos com os resultados, tanto em termos de facilidade e conveniência para o cidadão como no aspecto da economicidade e da eficiência do serviço público”, avalia Hiparcio Stoffel, diretor-geral do Escritório de Desenvolvimento de Projetos, autarquia responsável pela execução da Estratégia Digital rs.gov.br.

 

FONTE: O SUL

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Mundo

MUNDO: Apple Watch salva idoso de 78 anos que caiu e ficou inconsciente

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Smartwatch ligou automaticamente para o serviço de emergência.

Um homem de 78 anos sofreu um acidente doméstico e foi salvo graças à tecnologia de detecção de quedas do Apple Watch. Mike Yager estava sozinho na garagem de sua casa, nos Estados Unidos, quando sofreu um violento tombo e ficou desacordado. O relógio da Apple, então, acionou o serviço de atendimento médico da cidade e compartilhou sua localização, possibilitando o socorro.

Após a queda, o Apple Watch emitiu alertas sonoros e reproduziu toques no pulso de Mike, mas como o homem não se moveu dentro do período de 45 segundos, o dispositivo acionou o Corpo de Bombeiros. Ele quebrou o nariz e ficou com vários hematomas e ferimentos no rosto e outras partes do corpo.

O resgate de Mike foi possível porque, por padrão, o smartwatch da Apple habilita automaticamente a detecção de queda em dispositivos pertencentes a usuários com mais de 65 anos. Durante o atendimento, Mike se mostrou surpreso e parecia não conhecer o recurso. “Como vocês sabiam como chegar aqui?”, perguntou a um dos bombeiros, que respondeu afirmando que o relógio havia enviado uma mensagem. Mike soltou um sonoro e espantado “O quê?”.

A esposa de Mike, Lori, afirma que o Apple Watch foi fundamental no socorro ao marido. “O fato de ele ter ligado para o socorro após Mike ficar inconsciente é a chave da questão, porque eu não voltaria para casa nas próximas horas, e sabe-se lá o que teria acontecido quando eu chegasse”.

O caso teve repercussão na imprensa local, mas não foi informada qual geração do Apple Watch Mike usava. O idoso, no entanto, credita o salvamento de sua vida ao aparelho. “Embora seja meio caro, acho que vale a pena se você tiver mais de 65 anos. Tenho 78 anos, então estou qualificado”.

Essa não é a primeira vez que o Apple Watch salva vidas. Em abril, o mesmo recurso de detecção de quedas possibilitou o resgate de um homem que havia desmaiado, também nos Estados Unidos. Em março, um homem usou o smartwatch para fazer uma ligação para o serviço de emergência após cair em um lago congelado.

Além da detecção de quedas, Apple Watch Series 6 ganha oxímetro — Foto: Reprodução/Apple

O recurso de detecção de queda está disponível no Apple Watch 4 e em gerações posteriores. Após uma queda, o aparelho emite sons e alertas na tela, aguardando que o usuário se movimente e responda que está bem, selecionando a opção na própria tela. Caso não seja detectado nenhum movimento, o dispositivo faz a ligação automaticamente para um centro de emergência e envia mensagens para contatos de emergência registrados na função “Ficha Médica”.

 

FONTE: TECHTUDO

 

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