Destaque
Um beijo após cinco tiros: por que uma vítima de agressão perdoou o homem que tentou matá-la
Ciclo da violência e cultura que ensina mulheres a sonharem com casamento e homens a serem agressivos colaboram para relações abusivas

Sem contexto, a fotografia parece retratar o final feliz de um filme clichê norte-americano, no qual um casal se beija apaixonadamente. Mas a guarda sentada ao fundo, com uniforme da Polícia Penal, denuncia a realidade: no Tribunal do Júri de Venâncio Aires, uma mulher beija o homem que acaba de ser condenado a cinco anos de prisão por tentativa de feminicídio, após disparar sete tiros contra a então namorada e acertar cinco. A imagem, publicada na segunda-feira (29) em GaúchaZH, subverte as expectativas.
Apesar de soar absurda, a história do casal é comum em tribunais e delegacias, afirmam especialistas consultados por GZH. Desta vez, o casal discutiu em uma praça, na presença de amigos. Após sair do local e buscar um revólver, o namorado voltou e disparou sete vezes contra a companheira, que foi para o hospital. Enquanto ele estava preso, a mulher solicitou medida protetiva – depois, voltou atrás e pediu autorização para visitá-lo na prisão, porém a Justiça negou.
A volta da vítima a seu algoz não ocorre por mera ignorância ou gosto por apanhar: é fruto de um histórico de agressões do dia a dia em que o homem culpa a companheira por “perder a paciência” e a mulher naturaliza a violência. Ambos ficam presos em um looping do qual é difícil sair. Na psicologia, isso recebe o nome de “ciclo da violência” e é dividido em três fases: aumento da tensão (quando o homem apresenta comportamento instável), explosão (agressão de fato) e lua de mel (quando ele se arrepende e passa a se comportar bem por um tempo). Após o período estável, o ciclo volta à primeira etapa.
— Não há violência física sem antes ter havido violência psicológica. Quanto mais grave a violência física, mais antiga é a violência psicológica instalada. Isso prepara um terreno e despedaça a vítima, transforma ela em um nada a ponto de fazê-la acreditar que não vale nada sem o homem e que é preciso fazer tudo para tê-lo a seu lado — explica a promotora Ivana Battaglin, acostumada a lidar com esse tipo de caso na Promotoria de Justiça Especializada de Combate à Violência Doméstica de Porto Alegre.
A mulher tem dificuldades em libertar-se também porque nossa cultura ensina que é preciso sempre manter a família unida ou que mulheres têm mais valor se forem casadas, destaca a psicóloga Júlia Zamora, doutoranda na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e integrante do grupo de pesquisa Violência, Vulnerabilidade e Intervenções Clínicas.
— Em atendimentos de mulheres que sofreram violência, é comum elas relatarem ter ouvido que não seriam ninguém se fossem divorciadas, ou que os filhos serão prejudicados. E estamos em 2020. Quando o parceiro muda para melhor, é uma mudança temporária e, quando o ciclo da violência recomeça, é mais violento. Temos que considerar que a pessoa que foi violenta é importante para a mulher. Pode ter raiva e ódio, mas também amor, o que dificulta ver a situação de dentro — pontua.
Para o psicanalista e escritor Mario Corso, a fotografia ilustra a crença exagerada na força do amor, visto como potente o bastante para vencer qualquer barreira.
— Muitas mulheres não saem de relacionamentos abusivos e agressivos porque acreditam que o amor resolve todos os problemas, inclusive a loucura. Mas não: às vezes, as diferenças são intransponíveis. Que ferida narcísica ele levou a ponto de se sentir autorizado a tirar a vida de outra pessoa? Ele acertou cinco tiros, não é assassino por um detalhe. E ela acha que vai curar essa pessoa. Isso é esperar demais do amor — reflete Corso.
O psicanalista destaca, também, a indignação que a imagem causa: ao ver a mulher agredida trocando afeto com o agressor, nós, espectadores, nos sentimos usados.
— As pessoas se sentem palhaças ao ver Chapeuzinho Vermelho dando um beijo no lobo mau. A Justiça gastou dinheiro, a polícia gastou dinheiro, o hospital gastou dinheiro, a família e os amigos se dedicaram… Todo mundo investe em cuidar dela e ela não se cuida. Essa é a nossa revolta. Ela vai cuidar do agressor, que bagunçou a vida dela e de todo mundo.
Ele, o agressor, também diz muito de nossa cultura: em uma sociedade na qual homens aprendem que não podem ser sensíveis, a indignação não consegue ser comunicada em palavras e se dá, portanto, pela violência, reflete Maria Ângela Bulhões, psicóloga do ambulatório Melanie Klein, do Hospital Psiquiátrico de São Pedro, e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa).
— Viver em civilização é controlar impulsos, e é a palavra que civiliza. Mas nossa cultura gaúcha considera a palavra como algo feminino. O homem não está acostumado a falar de sentimentos e não sabe se defender com palavras. Ele fica possuído pela raiva e ela fica culpada porque entende que o possuiu. A Eva que é responsável pelo pecado e leva Adão ao inferno — destaca.
O que fazer ao presenciar uma mulher sendo agredida?
- Ligue para o 180
- Se você ouve gritos de socorro, chame a polícia, mesmo que não seja a primeira agressão. A mulher tem mais chances de libertar-se quando há uma rede de amparo.
O que fazer se você souber que uma mulher tem sido vítima de agressão?
- Não julgue
- A vítima nunca sofre abuso e agressão de um desconhecido, mas de uma pessoa que ela ama muito. Mulheres não apanham porque gostam, e sim porque não veem força para viver fora da relação.
- Incentive a fazer denúncia: é o primeiro passo para a vítima receber aconselhamento técnico. Assim, a situação fica às claras e a agressão ganha nome.
Gaúcha/ZH
Cultura
Entre Rimas e Acordes une poesia e música em novo projeto cultural de Rosane Garcia

Financiado pela Política Nacional Aldir Blanc, Ministério da Cultura, Governo Federal, com apoio da Prefeitura Municipal de Santa Rosa, o projeto “Entre Rimas e Acordes” celebra a arte, a sensibilidade e a força da criação local. A iniciativa é idealizada por Rosane Garcia da Rosa, compositora e escritora com longa trajetória na literatura e várias obras publicadas ao longo dos anos.
Neste novo trabalho, Rosane decidiu unir dois mundos que sempre estiveram presentes em sua vida: a poesia e a música. A proposta nasceu da ideia de transformar os versos de um de seus poemas em canção, criando um diálogo harmonioso entre rimas e acordes. O resultado é uma obra autoral delicada, sensível e repleta de identidade.
A produção musical ficou a cargo do produtor Paulo Muller, que conduziu os arranjos e deu forma ao universo sonoro imaginado pela escritora. A interpretação ficou por conta de uma das vozes mais marcantes da região Noroeste, May Vargas, cuja entrega vocal imprime emoção e profundidade à composição.
A obra, que recebeu o título “Na Calada da Noite”, representa um encontro poético entre literatura e música, valorizando artistas locais e fortalecendo a cultura regional por meio de um trabalho feito com cuidado, profissionalismo e sensibilidade.
Em breve, “Na Calada da Noite” estará disponível nas plataformas digitais e redes sociais da compositora Rosane Garcia e da cantora May Vargas.
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Melhores Impressoras Epson Ecotank: Guia de Compra para Fotos com Alta Qualidade

Se você está buscando impressoras de alta performance para fotos, já deve ter ouvido falar das linhas Epson Ecotank. Essas multifuncionais ganharam espaço nos lares e estúdios do Brasil por entregarem economia, praticidade e, principalmente, qualidade fotográfica de primeira. Mas, diante de tantos modelos e diferenças técnicas, como saber qual Ecotank se encaixa na sua rotina? Este guia detalha os principais pontos, apresenta comparativos e ensina como extrair o melhor das impressoras de tanque de tinta, seja para uso profissional, amador ou para eternizar momentos especiais com fotos nítidas e cores vivas.
Como escolher o modelo Ecotank ideal para fotos profissionais
Ao selecionar uma impressora Epson Ecotank para fotos profissionais, alguns fatores precisam ser considerados para não cair em cilada. O primeiro passo é definir o tipo de fotografia: impressões caseiras, portfólio para clientes ou até trabalhos de exposição? Cada objetivo pede características distintas.
Volume de Impressão e Tipo de Papel
Quem imprime grandes volumes, como fotógrafos de eventos ou estúdios, deve priorizar modelos com alta capacidade de rendimento de tinta e suporte para papéis fotográficos de gramatura elevada. Já para quem faz impressões esporádicas, uma Ecotank mais básica já cumpre bem o papel.
Resolução de Impressão
Outro ponto chave é a resolução de impressão (medida em dpi – dots per inch), fundamental para capturar detalhes finos e transições suaves de cor. Modelos de última geração da linha Ecotank entregam resoluções superiores, ideais para retratos, paisagens e ampliações.
Tipos de Tinta e Cores Disponíveis
Modelos voltados para fotografia costumam oferecer tanques individuais de tintas com mais cores além do tradicional CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto), como cinza e preto fotográfico. Isso resulta em impressões com nuances, sombras e tons de pele mais fiéis à realidade.
Principais diferenciais das impressoras Epson Ecotank para fotografia
As impressoras Epson Ecotank se destacam por um sistema de abastecimento inteligente, que reduz custos e facilita o dia a dia.
Economia real de tinta
Ao invés de cartuchos, as Ecotank usam tanques recarregáveis, proporcionando uma economia de tinta brutal em comparação a impressoras convencionais. O rendimento chega a ser várias vezes maior, o que é essencial para quem imprime fotos com frequência.
Facilidade de abastecimento e manutenção
Outro trunfo é a praticidade no reabastecimento: basta encaixar os frascos nos reservatórios e pronto. Nada de sujeira ou desperdício. Além disso, a manutenção costuma ser simples, evitando dores de cabeça comuns em modelos tradicionais.
Variedade de formatos e conectividade
Há opções compactas para espaços menores, multifuncionais robustas para escritórios ou estúdios, e até modelos com conexão Wi-Fi, impressão via celular e suporte para papéis de diferentes tamanhos, inclusive A4 e 10x15cm (postal).
Comparativo entre versões atuais e modelos anteriores da Ecotank
Ao analisar a linha Epson Ecotank, é importante distinguir os modelos recém-lançados dos que já estão há algum tempo no mercado, pois a escolha pode impactar tanto na qualidade quanto na economia.
Modelos atuais: aposta em desempenho e tecnologia
As versões mais recentes da Ecotank são a última aposta da Epson para quem busca qualidade premium em impressão de fotos. Trazem resolução elevada, velocidade superior, maior quantidade de cores e funções modernas, como impressão sem bordas e controle remoto por app.
Modelos anteriores: ainda valem a pena?
Para quem não faz questão de recursos de ponta, os modelos de gerações passadas ainda são opções recomendadas. Eles mantêm ótima qualidade de impressão, economia no consumo de tinta e confiabilidade, com preço mais em conta.
Diferenças notáveis entre gerações
- As impressoras recém-lançadas focam em nitidez, tons de pele realistas e escalas de cinza mais precisas.
- Versões antigas são robustas, mas podem deixar a desejar em detalhes finos e velocidade, especialmente em impressões de alta resolução.
Dicas para maximizar a qualidade de impressão fotográfica
Se o objetivo é extrair o melhor da sua impressora Ecotank, algumas práticas fazem toda a diferença no resultado final.
Ajuste correto das configurações
Antes de imprimir, selecione sempre o tipo de papel adequado no driver e opte pelo modo de qualidade máxima. O uso de perfis de cor personalizados garante fidelidade ao que é visto na tela.
Escolha de papéis fotográficos de qualidade
Prefira papéis fotográficos originais ou de boa procedência, com gramatura alta, para evitar borrões, desbotamento e perda de definição.
Manutenção preventiva
Faça limpezas periódicas dos cabeçotes (pelo próprio software da Epson) para evitar entupimentos e manchas nas imagens.
Custos de manutenção e rendimento de tinta em impressoras fotográficas
Uma das maiores vantagens da Ecotank está nos custos de manutenção e no rendimento de tinta.
Baixo custo por foto impressa
Os tanques recarregáveis garantem um valor por página muito inferior ao de impressoras a cartucho, especialmente em impressões coloridas ou em larga escala.
Simplicidade de manutenção
Com menos peças sujeitas a desgaste e frascos de tinta acessíveis, o custo de manutenção preventiva é baixo. Eventuais trocas de peças, como o kit de manutenção, costumam ser simples e podem ser realizadas pelo próprio usuário ou em assistências autorizadas.
Rendimento de tinta
O rendimento dos frascos, tanto nos modelos novos quanto nos antigos, costuma ser um dos melhores do mercado para impressoras fotográficas domésticas, proporcionando milhares de impressões sem necessidade de recarga frequente.
Guia de Compra: 5 Impressoras Epson Ecotank com Alta Performance Fotográfica
Confira abaixo cinco opções de impressoras Epson Ecotank recomendadas para quem deseja resultados fotográficos de respeito:
Ecotank L8180
A Epson Ecotank L8180 é o recente lançamento da marca para quem busca excelência em fotos. Possui seis cores de tinta, resolução altíssima e suporte para papéis especiais. Ideal para profissionais e entusiastas que exigem o melhor.
Ecotank L8050
A Ecotank L8050 é uma multifuncional da nova geração, focada em impressões de fotos rápidas, com riqueza de detalhes e facilidade de uso. Aceita diversos tamanhos de papel e entrega resultados de laboratório.
Ecotank L3250
O modelo L3250 ainda vale a pena para quem quer impressora multifuncional econômica com qualidade fotográfica. Atende bem famílias, estudantes e quem faz fotos ocasionalmente, sem abrir mão de economia.
Ecotank L4260
Com conexão Wi-Fi, impressão frente e verso automática e ótimo desempenho em fotos, a L4260 é indicada para quem busca praticidade aliada a boa qualidade de imagem.
Ecotank L805
A Epson L805 segue sendo relevante em impressões fotográficas. Não é recente, mas entrega cores vibrantes e nitidez consistente, ótima para portfólios e pequenos estúdios.
Perguntas Frequentes sobre Impressoras Epson Ecotank para Fotos
Qual impressora Ecotank tem melhor custo-benefício para fotos?
Entre os modelos disponíveis, a Ecotank L3250 ainda é a queridinha dos brasileiros que buscam boa qualidade sem gastar demais, principalmente para uso doméstico.
Preciso usar só tintas originais Epson na minha Ecotank?
Para garantir máxima durabilidade e fidelidade nas cores das fotos, é altamente recomendado usar tintas originais Epson, evitando entupimentos e perda de qualidade.
Impressoras Ecotank dão conta de fotos em papel glossy e tamanhos grandes?
Sim! Modelos como a L8180 e a L8050 aceitam papéis fotográficos glossy e impressões em formatos maiores, com excelente definição.
A manutenção dessas impressoras é complicada?
Nada disso. O sistema Ecotank foi feito para facilitar o dia a dia, com abastecimento rápido e manutenção simples, reduzindo o risco de dor de cabeça com assistência técnica.
Dicas finais para escolher sua Epson Ecotank
Na dúvida entre as opções, pense no volume de impressões, no espaço disponível e no nível de exigência para fotos. Sempre escolha modelos compatíveis com seus projetos e, se puder, invista nos de última geração para garantir as inovações mais recentes. Um bom papel, manutenção básica em dia e tintas originais fazem toda a diferença para fotos dignas de exposição!
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CCL Concreto anuncia investimento de R$ 10 milhões em Alegrete

A cidade de Alegrete recebe um novo impulso em seu desenvolvimento com a chegada da CCL Concreto, referência estadual em concreto usinado e infraestrutura. A empresa inicia na próxima semana a implantação de sua unidade local, com investimento inicial estimado em R$ 10 milhões, em parceria estratégica com a Construtora Alegretense e a Pedra Rosada Mineração.
O projeto consolida a confiança de grandes grupos no potencial de crescimento da Fronteira Oeste. A nova planta substituirá um mercado antes marcado por incertezas e passa a oferecer qualidade, confiabilidade e sustentabilidade na produção de concreto.
“Nossa empresa acredita no potencial produtivo, logístico e humano de Alegrete. Essa decisão é fruto de um trabalho silencioso e consistente, de quem valoriza seriedade, parceria e compromisso com a qualidade.
Chegamos em Alegrete com o que existe de mais moderno e equipamentos, controle tecnológico, gestão automatizada de processos e treinamento constante da equipe”, afirma Lucas Carpenedo, sócio diretor da CCL Concreto.
A parceria com a Construtora Alegretense e a Pedra Rosada Mineração garante a integração de tecnologia, experiência e agregados minerais de alto padrão, reforçando o compromisso conjunto com obras públicas e privadas que impulsionem o desenvolvimento regional.
Além de movimentar a economia, a implantação da unidade vai gerar empregos diretos e indiretos, fortalecer a cadeia da construção civil e ampliar a competitividade de Alegrete no cenário estadual.
A liderança local já começou a receber currículos para motoristas, operadores de máquinas pesadas e funções administrativas pelo WhatsApp (55)99909-9810.
Com seriedade e visão de futuro, a CCL Concreto se estabelece em Alegrete, inaugurando um novo momento para o setor e para a comunidade local.
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