Política
Lula pede que beneficiária do Bolsa Família “pare de ter filho” e chama chefe da Caixa de “gordinho”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu a uma mãe de três crianças, beneficiária do programa Bolsa Família, que a primeira coisa que ela deveria fazer é “parar de ter filho”. A declaração foi feita nesta quinta-feira (20), em Fortaleza (CE), durante um evento de entrega de novas moradias, onde ele também se referiu ao presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Carlos Antônio Vieira, como “gordinho”.
“Veja aquela menina que vem aqui com três crianças. Aquela moça tem 25 anos de idade e já tem três filhos. Falei para ela: ‘Minha filha, a primeira coisa que você tem que fazer é parar de ter filho, porque você já tem três’”, disse Lula.
Não é a primeira vez que o presidente faz esse tipo de comentário. Em maio, ele mencionou outra beneficiária do programa: “Quando é que vai fechar a porteira, companheira? Não pode mais ter filho. Ela já tem 5 filhos, e tem 27 anos de idade.”
Nesta quinta, Lula entregou 416 apartamentos do Residencial Cidade Jardim I, Módulo III, em Fortaleza. Nessa fase, serão beneficiadas 1.664 pessoas de famílias com renda mensal de até R$ 2.640. Das 416 famílias que receberão apartamentos, 219 são beneficiárias do Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e estão isentas do pagamento das prestações.
Durante o discurso, que durou cerca de vinte minutos, Lula também se referiu ao presidente da Caixa como “gordinho simpático que falou tão bem aqui”.
Agenda e Denúncias
Lula tem um compromisso nesta sexta-feira (21) ao lado do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, que recentemente foi acusado pela Polícia Federal (PF) de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O presidente havia afirmado que se reuniria com o ministro para discutir seu futuro no governo, mas esse encontro ainda não ocorreu.
No último dia 12, a PF concluiu as investigações sobre o desvio de verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – caso revelado pelo Estadão em janeiro de 2023. A investigação apontou os supostos crimes cometidos por Juscelino.
Lula afirmou a jornalistas em Genebra, na Suíça, que Juscelino Filho tem o direito de “provar que é inocente” e anunciou que conversaria com o ministro na última quinta-feira (17), mas isso não se concretizou.
Fonte: Jornal o Sul
Destaque
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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