Setor agrícola gaúcho em recessão: vendas de máquinas caem 25% e empregos são fechados
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Setor agrícola gaúcho em recessão: vendas de máquinas caem 25% e empregos são fechados

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Jefferson Botega / Agencia RBS

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Indústria gaúcha é responsável por 60% da produção nacional e demitiu quase mil até novembro

 

Indústria que é motor para oagronegócio gaúcho e nacional, a fabricação de máquinas agrícolas e implementos não celebrou em 2023 um bom ano para o setor. Responsável por 60% da produção do país, o Rio Grande do Sul pisou no freio e fechou o ano com recuo de 15% no segmento, conforme o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers). A desaceleração gerou efeitos no mercado de trabalho, com variação negativa de 2,66% no estoque de empregos do setor até novembro do ano passado.

A troca de marcha, segundo o presidente do Simers, Cláudio Bier, foi necessária para acomodar uma série de fatores que se desalinharam em 2023, como a ocorrência de eventos climáticos e o preço dos produtos agrícolas:

Foi um ano bem inferior a 2022. Vendemos e fabricamos em torno de 15% a menos em razão de estiagem, El Niño, seca no Mato Grosso, preço das commodities que baixaram muito e juros que permanecem altos. Todas essas variáveis nos prejudicaram.

Apesar de produzir mais da metade do maquinário agrícola nacional, somente 10% do que é fabricado fica no Rio Grande do Sul. Ou seja, o mercado nacional é extremamente relevante para a indústria gaúcha de máquinas. Tanto que 2022, que foi severo para o Estado pela seca, foi um ano positivo para o setor, já que o Brasil teve uma supersafra e o preço dos grãos estava valorizado.

O produtor seguiu comprando, mas em 2023 o quadro mudou. Todas as revendas e fábricas têm estoque, o que é um problema para nós. Antes de comprarem novamente, elas precisam eliminar o estoque. Significa que é um problema que se avizinha para 2024— explica Bier.

O segmento foi um dos que contribuíram para a retração da indústria gaúcha no terceiro trimestre de 2023, revelada nos resultados do PIB do Rio Grande do Sul. A fabricação de máquinas e equipamentos recuou 10,8% no período, também sentindo a retração do mercado nacional, conforme mostram os dados divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística do Estado.

O ritmo menor se refletiu no mercado de trabalho, após um ciclo positivo de expansão iniciado ainda em 2020 e que teve recorde no número de trabalhadores ocupados em 2022. Em 2023, a fabricação de máquinas e equipamentos no RS fechou 1.466 vagas formais até novembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Desse total, foram 938 demissões somente no segmento que responde à fabricação de tratores e de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária.

Razões e perspectivas

Um dos motivos foi a queda nos pedidos de máquinas ao longo do ano, desacelerando a indústria. Outro, segundo Bier, foi o aquecimento excepcional do mercado em 2022, que levou o setor a contratar mais pessoas para atender à demanda.

Um terceiro fator impactou no balanço de contratações, este ainda herança da pandemia. Com a falta de componentes eletrônicos no auge da crise sanitária, as máquinas ficaram em estoque aguardando pelas peças. Quando o fornecimento foi normalizado, as empresas precisaram contratar pessoas para finalizar essas máquinas. Com isso, houve quase duas contratações simultâneas em função do grande momento que se vivia em 2022. O que ocorre, portanto, é um reajuste:

Diminuindo a produção e as vendas, o setor se reacomoda e demite. Mas demitiu porque admitiu muito em 2022 — pondera o presidente do Simers.

Rodrigo Feix, pesquisador do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), acrescenta que, apesar das baixas, o emprego na indústria gaúcha de máquinas agrícolas ainda se encontra em um nível historicamente elevado. E projeta, para 2024, uma continuidade na correção do nível de produção devido ao um contexto ainda restritivo para o produtor.

Isso atua no sentido oposto à retomada das contratações, mas não se constitui em crise. Trata-se de um setor marcado por ciclos e, nesse cenário mais desafiador, os agricultores tendem a preservar o caixa, sendo mais cautelosos na avaliação de novos investimentos — avalia Feix.

Para reaquecer os motores, o setor vê a necessidade de retomada nos preços das commodities e na melhora das condições de financiamento para o ano safra 2024/2025.

Outros temores para o ano que se inicia vêm do mercado internacional. A Argentina, em razão da crise econômica que enfrenta, já vinha reduzindo as importações de máquinas brasileiras. O país vizinho deixou de ser o principal mercado do país, abrindo espaço para o Paraguai no último ano.

Conforme projeção já indicada pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o cenário mundial deve impactar com força o agronegócio em 2024.

São movimentos que vamos ter que ver como vão se acomodar. Como a Argentina vai reagir economicamente, se a China vai continuar comprando nossas commodities… Ao menos o governo nacional tem sinalizado dar fôlego ao programa Mais Alimentos, o que nos ajuda bastante— diz Bier.

 

Fonte: GZH

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Agro

John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

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A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.

No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.

O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas  principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da  plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a  alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.

“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza. 

A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.

 

Juros altos prejudicam a indústria 

Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país

“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.

“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.

 

Brasil no centro da estratégia 

Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.

“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.

Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.

A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.

 

Conectividade no campo 

Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.

A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor  acessá-los e tomar decisões em tempo real.

Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.

 

Fonte: Dinheiro Rural.

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Agro

Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

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A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.

O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.

Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.

A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.

Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.

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Agro

1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

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O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.

Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.

Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).

Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.

Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.

Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.

 

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