Política
Leite reúne secretariado para avaliar primeiros seis meses de governo
O governador Eduardo Leite propôs uma manhã de trabalho ao grupo de secretários que o acompanha desde o começo da gestão. Reunidos no salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, neste sábado (13/7), secretários, aliados de partidos e dirigentes de vinculadas traçaram um panorama dos resultados obtidos nos primeiros seis meses de governo e dos desafios que serão enfrentados nos próximos três anos e meio. O encontro de trabalho teve duração aproximada de cinco horas.
Primeiro a se manifestar, o governador explicitou a importância de que cada um dos envolvidos na gestão estadual siga o mapa estratégico definido no início do ano, que estabelece quatro eixos: Estado sustentável; governança e gestão; sociedade com qualidade de vida; e desenvolvimento empreendedor. “Essas são nossas prioridades, e é importante que todas as iniciativas das secretarias estejam dentro desse planejamento, em prol do que é tido como agenda prioritária do governo”, explicou. “Além de apresentarmos problemas, é importante apresentarmos soluções. É preciso que todas as pastas tenham esse mapa estratégico em mente.”
Leite destacou as vitórias obtidas na Assembleia Legislativa, agradecendo o apoio dos parlamentares e lembrando que, desde a primeira semana no cargo, tem promovido uma agenda de diálogo. “Conquistamos a alteração do tempo ficto e o fim da licença-prêmio, e aprovamos a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] que retira a obrigatoriedade do plebiscito para privatizações, a permissão para a venda de estatais gaúchas e o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) realista, sem reajustes e com previsão de déficit”, relembrou. Com a PEC do Tempo Ficto, a licença não usufruída pelo servidor deixou de contar para antecipação da aposentadoria.
Depois de uma explanação inicial do governador, cada um dos presentes se manifestou. Os primeiros secretários que falaram foram os de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, e de Governança e Gestão Estratégica, Claudio Gastal.
Leany apresentou um resumo da elaboração do Plano Plurianual, que se encontra em fase de consulta pública até o dia 18 de julho, e explicou que todas as secretarias precisam estar adequadas ao que for traçado como prioritário pelo processo. Em seguida, Gastal detalhou o funcionamento da reunião de trabalho, na qual cada participante teve cinco minutos para se manifestar, a fim de elencar os principais resultados obtidos nesse primeiro semestre e apresentar os desafios esperados para os próximos três anos e meio.
Programas como o RS Seguro, que resultou em uma queda expressiva do número de homicídios e latrocínios no Estado, e o RS Parcerias, que viabilizará a concessão das rodovias ERS-287 e ERS-324, da Estação Rodoviária de Porto Alegre e do Zoológico de Sapucaia do Sul à iniciativa privada, foram lembrados pelos secretários. Metas internas, como a estruturação de secretarias criadas neste ano e a reestruturação de pastas antigas, foram citadas. Os secretários também elencaram conquistas.
Avaliação positiva
Em coletiva de imprensa concedida após a reunião, o governador Eduardo Leite destacou como positivo o que cada membro do secretariado disse, incluindo também relatos dos dirigentes das vinculadas e dos líderes de partidos aliados. “O Estado tem um problema fiscal grave, mas o alinhamento entre as pastas e o apoio da Assembleia Legislativa na aprovação de projetos importantes fazem com que o Rio Grande do Sul seja lembrado, país afora, pelas soluções que está criando para enfrentar a crise, e não pela crise em si”, reforçou.
Leite explicou que, no próximo semestre, espera a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Ainda neste semestre, o governo deve lançar os primeiros editais de parceria com a iniciativa privada. “Isso nos dá confiança para encaminharmos soluções em outras operações financeiras, que permitirão o cumprimento do compromisso de pagamento em dia do funcionalismo até o final do primeiro ano de mandato”, detalhou.
O governador aproveitou a ocasião para reforçar as medidas tomadas para mitigar problemas com relação à segurança pública, destacando o trabalho das secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária. O programa RS Seguro, lançado no início da gestão, obteve resultados expressivos na queda dos indicadores de criminalidade. “Continuaremos com esse processo de articulação a partir do RS Seguro, que envolve investimento, integração e tecnologia para viabilizar redução ainda maior para os próximos períodos”, argumentou.
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Política
Ronaldo Caiado afirma que irá lançar chapa com Gusttavo Lima à Presidência

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse nesta quarta-feira (5), que deve começar em breve a pré-campanha à Presidência da República de 2026 ao lado do cantor Gusttavo Lima. O evento de lançamento da chapa está agendado para o dia 4 de abril, em Salvador. Caiado ressaltou que a parceria com Lima está confirmada, mesmo que a filiação partidária do cantor ainda não tenha sido definida e possa ocorrer apenas no ano da eleição.
Os dois têm planos de realizar uma série de viagens por diversos Estados do Brasil, e a definição sobre quem será o candidato principal e quem ocupará a vice-presidência será baseada nas pesquisas eleitorais que forem realizadas. “Vamos sair juntos para disputar a Presidência. Em 2026, vamos decidir. Dia 4 de abril vou receber o título de cidadão baiano e vou lançar minha pré-candidatura. O Gusttavo Lima estará lá e vamos juntos caminhar os Estados. As decisões serão tomadas no decorrer da campanha. Mas uma decisão está tomada: nós andaremos juntos”, declarou ao Globo.
Gusttavo Lima, por sua vez, tem demonstrado um crescente interesse pela política, ajustando sua agenda musical para incluir compromissos políticos. Recentemente, ele se encontrou com o empresário Luciano Hang, que é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que pode indicar uma aproximação com figuras do cenário político.
A articulação de Caiado para a formação da chapa enfrenta concorrência acirrada entre possíveis candidatos da direita, como Jair Bolsonaro, que defende que irá manter a pré-candidatura, e o nome de Tarcísio de Freitas sendo cotado, apesar dele manter a versão de que concorrerá à reeleição pelo governo do Estado de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan.
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Bancada do PT elege fim da escala 6×1 e isenção do Imposto de Renda como pautas para “salvar” popularidade de Lula

A bancada do PT na Câmara, liderada por Lindbergh Farias (RJ), elegeu o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) como uma de suas principais bandeiras na disputa política neste ano. O outro foco é a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A avaliação entre petistas é de que será preciso intensificar a defesa de medidas populares no Congresso para tentar alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco na tentativa de reeleição em 2026.
Ainda não está definido se o próprio governo fará campanha pela redução da jornada de trabalho no comércio e em parte do setor de serviços, mas a bancada se preparar para centrar esforços na discussão, já a partir da próxima semana. A investida ocorre num momento em que o governo muda sua articulação política e entrega a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para o comando da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
No último dia 25, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também é autor de uma PEC que trata do assunto.
Petistas ainda apostam que a mudança na SRI deixará a equipe de Lula mais coesa nesse debate político. A escolha de Gleisi também faz parte do “modo campanha” adotado pelo governo Lula, após a popularidade da gestão Lula 3 despencar. O perfil combativo da presidente do PT, que é popular entre a militância da sigla, foi levado em conta no xadrez da reforma ministerial.
Ao longo dos últimos dois anos, Lula estabeleceu um “tripé de rejeição”, até amargar o derretimento da popularidade em todo o País. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo.
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