Ensino
Como freio do MEC à educação a distância pressiona ensino superior privado

O setor de ensino superior privado no Brasil cresceu nos últimos anos, apoiado nos cursos a distância, que se tornaram um novo foco de atenção do Ministério da Educação (MEC). Pela primeira vez na história, a maioria dos alunos de graduação em instituições particulares está matriculada em cursos a distância.
No entanto, a falta de regulamentação e questionamentos sobre a qualidade desses cursos levaram o governo a suspender a expansão da EAD até março de 2025, gerando incertezas sobre o futuro das universidades e faculdades privadas.
As mudanças no mercado, que estará fechado para novas expansões por nove meses, podem favorecer grandes grupos educacionais, que concentram a maior parte das vagas e dos polos de ensino a distância. Desde 2018, o MEC não precisa autorizar previamente a criação de polos nem visitá-los para avaliação. Atualmente, nove instituições concentram 67% dos 4,1 milhões de alunos em graduação a distância no país.
Especialistas do setor reconhecem a necessidade de um novo marco regulatório, mas criticam a suspensão imposta pelo governo. A portaria recente proibiu a abertura de novos polos, a autorização de novos cursos e a expansão de vagas nos cursos existentes até 2025, afetando apenas o setor privado. A suspensão atinge um mercado responsável por 78% do ensino superior brasileiro, com 7,3 milhões de alunos no sistema privado e 2 milhões em universidades públicas.
O MEC justificou a suspensão como uma forma de lidar com a ociosidade e a evasão. Há 20 milhões de vagas autorizadas em EAD no Brasil, mas apenas 4 milhões estão ocupadas. Além disso, os referenciais de qualidade para os cursos a distância são de 2007, quando as possibilidades de ensino mediado por tecnologia eram menores. A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marta Abramo, afirmou que a expansão desordenada da EAD exige uma nova regulação e avaliações.
O crescimento da EAD foi de 700% em 10 anos, com a maioria dos novos alunos ingressando em cursos a distância. No entanto, a falta de regras claras sobre a carga horária presencial, a relação tutor-aluno e a infraestrutura dos polos trouxe desafios para a qualidade do ensino. O governo já havia manifestado a intenção de limitar a educação a distância em cursos de formação de professores, restringindo a 50% do currículo a parte que pode ser oferecida a distância.
A EAD tem sido uma alternativa para alunos de baixa renda, trabalhadores, pessoas mais velhas e moradores de periferias e do interior. A mensalidade média de um curso a distância é de R$ 233, enquanto no ensino presencial é de R$ 750. A modalidade também é mais econômica para as instituições, com menos profissionais contratados e menor infraestrutura.
O setor educacional privado enfrenta desafios com a suspensão das novas expansões de EAD. A criação de novos referenciais de qualidade é vista como positiva, mas a paralisação pode atrasar o desenvolvimento do ensino superior e das estratégias para 2025. As instituições pedem ao MEC que revise o prazo de março de 2025 para não “fechar o mercado”.
Enquanto a EAD se firmou como uma alternativa viável para a expansão do ensino superior, a falta de regulamentação e a necessidade de garantir a qualidade do ensino continuam sendo questões centrais. O setor educacional privado deve navegar por essas mudanças regulatórias, buscando equilibrar a expansão com a manutenção de padrões elevados de ensino.
Fonte: Estadão
Destaque
Mulheres e Educação: O protagonismo feminino na Unijuí e novas oportunidades acadêmicas

Nesta quarta-feira (02), o programa D’Life recebeu Bruna Comparsi, Vice-Reitora de Graduação da Unijuí, e Taciana Enderle, Coordenadora do Campus Santa Rosa da mesma instituição. A conversa abordou o protagonismo feminino na educação e as novas oportunidades acadêmicas na Unijuí, universidade que ostenta conceito 5 no MEC.
A presença feminina na educação tem sido um fator essencial para o crescimento e emancipação das mulheres. Esse reflexo é evidente na Unijuí, onde 65% dos estudantes são mulheres, além de uma maioria feminina entre professores, técnicos e colaboradores. A ocupação de espaços antes inacessíveis para mulheres tem sido impulsionada pela educação, que se mostra um fator transformador.
Taciana Enderle enfatizou a importância da educação para todas as idades e destacou o programa 40 MAIS da Unijuí, que oferece descontos proporcionais à idade do estudante, incentivando a educação continuada e a inclusão acadêmica.
Novos Cursos e Expansão Acadêmica
Bruna Comparsi e Taciana Enderle também trouxeram novidades sobre os cursos que serão implementados na Unijuí em 2025. O campus Santa Rosa recebeu sua primeira turma nos cursos de Biomedicina, Farmácia e Fisioterapia, ampliando as opções na área da saúde.
A grande novidade anunciada foi a oferta dos cursos de Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Gestão do Agronegócio (tecnólogo), este último com duração de dois anos e meio, tornando-se uma opção atrativa para quem busca formação rápida e direcionada ao mercado de trabalho. As inscrições já estão abertas, e nos próximos dias ocorrerá o vestibular de inverno.
Curso de Medicina: Expectativa pelo Resultado
Outro ponto destacado foi o curso de Medicina, que possui um edital diferenciado. No Rio Grande do Sul, quatro regiões receberão o curso, com 11 regiões concorrendo e 19 projetos apresentados. Inicialmente, o resultado estava previsto para março, mas foi adiado para o dia 27 de junho, aumentando a expectativa dos candidatos e da comunidade acadêmica.
Com essas iniciativas, a Unijuí reforça seu compromisso com a educação inclusiva e inovadora, promovendo o crescimento profissional e pessoal de seus estudantes e consolidando-se como uma instituição de excelência no ensino superior.
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Destaque
A importância da Escola de Educação Profissional e Técnica como fundamento no desenvolvimento de nossos cidadãos

Por Liziana Pfarrius Ladeira Karam – diretora do Senac Santa Rosa, formada em Administração de Empresas com Especialização em Liderança, Coaching e Gestão Pessoas
Nos meus mais de 10 anos de experiência no ramo da educação profissional e técnica, posso afirmar que a escola desempenha um papel fundamental na formação de profissionais qualificados e competentes. A escola não é apenas um local de ensino, mas sim um ambiente de aprendizado e desenvolvimento que prepara os alunos para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.
A educação profissional e técnica é essencial para o desenvolvimento econômico e social de um país, fornecendo aos alunos as habilidades e competências necessárias para exercer uma profissão, contribuindo com o crescimento da produtividade e a competitividade das empresas.
Para além disso, o papel da escola na educação ajuda a reduzir a desigualdade social e a promover a mobilidade social através de projetos inovadores, diversos e inclusivos. A escola é um ambiente motivador para ações positivas e que enriquecem a cultura, reduzem a violência e a criminalidade e no caso da escola profissionalizante, é protagonista importantíssima na redução do desemprego.
No mês em que se comemora o dia da Escola cabe a todos nós enquanto sociedade refletir sobre a importância dessa instituição em nossa sociedade e cada vez mais contribuir para que ações sejam realizadas para fortalecer a educação básica, fundamental e profissional em nosso país.
Destaque
Escolas da Rede Municipal de Ensino recebem novos materiais de raciocínio lógico-matemático

A Prefeitura de Santa Rosa adquiriu novos materiais de raciocínio lógico-matemático para as escolas do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino. O objetivo é reforçar a compreensão dos alunos em relação aos conteúdos matemáticos, promovendo a resolução de problemas de forma ativa, prática e dinâmica. Os itens foram distribuídos nas 13 EMEFs do município e irão auxiliar os professores no desenvolvimento de atividades pedagógicas.
O material, que será utilizado como apoio no trabalho desenvolvido em sala de aula, influencia diretamente na aprendizagem dos alunos, favorecendo a socialização, a organização do pensamento, a concentração e a resolução de problemas matemáticos e do cotidiano. A Secretária de Educação, Josyane Heck, destacou a importância da ação, “Estamos constantemente renovando nosso acervo de materiais pedagógicos, sempre com o foco em estimular novas habilidades. Com certeza, serão bem aproveitados e vão promover, de forma lúdica e prática, o aprendizado dos nossos estudantes”.
Ao todo, 3.800 alunos serão contemplados com o material de raciocínio lógico-matemático, que irá auxiliar em disciplinas que exigem habilidades analíticas, como matemática, ciências exatas e programação.
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