Agro
Clima favorável atenua condições da cultura do milho

As chuvas dos últimos dias têm contribuído para o desenvolvimento do milho e para a continuidade dos plantios que já alcançam 94% do total da área estimada para a Safra de Verão 2020/2021, a qual também já conta com 8% das lavouras cultivadas colhido. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (07/01) pela Gerência de Planejamento da Emater/rS-Ascar, vinculada à secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), outros 22% da cultura encontram-se em germinação e desenvolvimento vegetativo; 14% em floração; 30% em enchimento de grãos e 26% em maturação. Segundo o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, o preço médio da saca do grão no Estado chega a R$ 74,21, o que representa uma redução de 0,5% em relação à semana anterior.
E as precipitações de volumes variados também contribuíram para o avanço do plantio da soja no Rio Grande do Sul, que chega a 99% da área total estimada, e favoreceram o desenvolvimento da cultura, que está em sua grande parte na fase de germinação e desenvolvimento vegetativo (80%), 18% em floração e 2% em enchimento de grãos.
O tempo firme e a adequada disponibilidade de água para irrigação nos cultivos têm assegurado o bom desenvolvimento das lavouras de arroz no Estado, que estão 75% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo; 20% em floração e 5% em enchimento de grãos.
OLERÍCOLAS
Na região de Bagé, semelhante aos períodos anteriores, o quadro climático da semana foi favorável à produção de olerícolas, mesmo com alta amplitude térmica e picos de calor acentuado. Contudo, horticultores estão em alta demanda por irrigação por aspersão, gotejamento e para o uso de sombrite. A colheita das lavouras de cebola também está encerrada, e os produtores realizam a pré-secagem em lonas ou secador industrial, que confere maior controle das condições ambientais e menores perdas de qualidade, após a retirada das sementes da lavoura. Em ambas as culturas, produtores relatam boa produtividade; com o clima seco predominante ao longo da primavera, estimam boa qualidade das sementes, devido à menor incidência de fungos.
FRUTÍCOLAS
Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas vêm beneficiando a fruticultura de modo geral. Em Maçambará, foi finalizada a colheita das principais variedades de pêssego, BRS Fascínio e BRS Rubimel. Em Caçapava do Sul, os produtores realizaram a poda verde em figueiras, cujos pomares apresentam bom desenvolvimento e bom potencial produtivo. Nos olivais, são realizados tratamento com fungicida e inseticidas, além de adubações para a formação dos frutos; parte dos pomares está com alta carga e outros com menor produção, devido a problemas climáticos locais. Na vitivinicultura, foram realizados tratos culturais como roçadas de plantas invasoras, adubações foliares e aplicação de fungicidas preventivos. As perspectivas de produção permanecem favoráveis, com a alta amplitude térmica entre tardes quentes e madrugadas frias, proporcionando boa sanidade e boa formação de bagas.
OVINOCULTURA
O rebanho ovino continuou apresentando boas condições corporais, acessando pastagens cultivadas de verão e áreas de campo nativo. Em algumas regiões, as áreas de pastagens cultivadas estão sendo destinadas prioritariamente para pastejo de ovelhas em lactação e para categorias de animais em engorda, como cordeiros e ovelhas de descarte. Considerando a elevação das temperaturas nas últimas semanas, foi observado um melhor desempenho dos rebanhos nas propriedades com melhor disponibilidade de sombras.
APICULTURA
A ocorrência de temperaturas de amenas a altas e os episódios de chuvas de curta duração facilitaram a ação das abelhas na busca por néctar e pólen. As floradas estão abundantes, propiciando boa fonte de alimento aos enxames. Não foram relatados nem desaparecimento nem mortalidade de abelhas. Não foram observados sinais de doenças nos alvados.
Agro
John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.
No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.
O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.
“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza.
A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.
Juros altos prejudicam a indústria
Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país
“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.
“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.
Brasil no centro da estratégia
Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.
“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.
Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.
A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.
Conectividade no campo
Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.
A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor acessá-los e tomar decisões em tempo real.
Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.
Fonte: Dinheiro Rural.
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Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.
O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.
Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.
A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.
Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.
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1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.
Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.
Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).
Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.
Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.
Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.
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