Carreira na BM: Jeferson quer que governo cumpra acordo selado com a categoria - Portal Plural
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Carreira na BM: Jeferson quer que governo cumpra acordo selado com a categoria

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O vice-presidente da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado, deputado estadual Jeferson Fernandes (PT) cobrou do governo Ranolfo Vieira a inclusão das solicitações de praças na Emenda ao Projeto de Lei Complementar 468/2021, que trata da Modernização das carreiras da Brigada Militar. A manifestação ocorreu durante audiência da Comissão, realizada por proposição da deputada estadual Luciana Genro (PSOL), na manhã tarde desta segunda-feira (11/04). Na ocasião, os participantes denunciaram a discrepância entre a proposta discutida e acordada entre a categoria com então secretário de Segurança, Ranolfo Vieira e o texto do PLC enviado ao Legislativo. “Torço para que a informação do capitão Gustavo se concretize no governo com a inclusão das partes que foram acordadas com a categoria na presença, inclusive, do Coronel  Vanius Cesar Santarosa, que agora é o secretário de segurança pública do RS”, disse o parlamentar. Ele lembrou que, à época dos debates, Santarosa participou das audiências sobre o tema e teria dito que o Comando da Brigada era favorável às solicitações dos praças, mas que havia resistência na “parte política”, razão pela qual as modificações não eram implementadas.

Representando o Comando da Brigada Militar, o capitão Gustavo Fávero Prietto dos Santos comemorou a existência de consonância entre algumas reivindicações da categoria e entendimentos do Comando. “Hoje, estamos vivendo momento histórico de convergência dentro das pautas políticas e institucionais. É interesse de todos que a BM tenha uma carreira forte, valorizada”, afirmou.

Aparício Santellano, da Associação dos Sargentos, Tenentes e Subtenentes da Brigada Militar – ASSTBM- reforçou que, de fato, o Projeto do governo não é o que fora acordado com o então Comandante da Brigada Militar, Coronel Santa Rosa. Mas acredita que não haverá como retirar de tramitação o PLC e, por isso, entende como necessário o ajuste da proposta. “Ninguém aqui concordou com esta proposta salarial irrisória. Nosso último aumento foi dado no final do governo Tarso e pago por Sartori. Mas temos de arrumar na Assembleia o que for possível para que não tenhamos prejuízo”, defendeu.

O tenente Jairo Rosa, vice-presidente da Associação Beneficente Antônio Barros Filho – Abamf, lembrou que as reivindicações da categoria não existiriam se a dinâmica das promoções dos praças tivesse seguido seu curso normal. “Fomos ficando para trás neste sentido, embora não tenhamos recuado da nossa missão de servir, mesmo na pandemia”, observou. Ele salientou que os pontos acordados na proposta discutida com o governo resultaram de diversos debates e estudos. Mas concorda com Santellano quanto ao fato de permitir que a proposta tramite, com alterações. “O salário do 2º sargento e de um soldado já tem muita diferença; já existem muitos esperando pelos interstícios; e o reajuste proposto pelo governo não supre as perdas de 7 anos”, detalhou.

O soldado Ederson Rodrigues, da União dos Praças da Brigada Militar – defendeu que se encaminhe alterações que aproximem o atual PLC das reivindicações encaminhadas pela categoria. Ele lamentou o que considera desrespeito do governo com os servidores. “Em momento algum, fugimos a nossa função, mesmo na pandemia. Muitos pereceram. Mas na hora do nosso devido reconhecimento por parte do Estado, não o temos”, criticou. O soldado destacou como ponto crucial a ser incluído no PLC a questão do ingresso no nível superior; e lembrou que outras categorias da Segurança, como as da Susepe, já fizeram avanços. “Nós, da União dos Praças iremos fazer a luta dentro da legalidade. O que nos entristece é ver colegas que dedicaram suas vidas à proteção da sociedade irem para a reserva sem que tenham sido promovidos”, lamentou.

Eliseu Silva da Silva, da Associação dos Oficiais Estaduais do RS, criticou o fato de o PLC não contemplar as expectativas criadas a partir da construção articulada com o Comando da BM. “A questão das promoções e a questão salarial tiveram uma redução. Esperávamos um índice de reajuste de ao menos 10,6%. Mas queremos atingir o mais próximo possível da proposta original”, afirmou.

Thiago Leite, da Associação dos Praças e Bombeiros Militares, criticou material produzido pelo mandato do deputado Fábio Ostermann (Partido Novo) no qual uma ilustração representa os servidores como a pata de um elefante sobre as finanças do estado. “É uma afronta. Querem jogar a sociedade contra nós, que somos operários da segurança pública. Segurança pública só se torna eficiente se tiver investimento em RH. Não adianta ter uma viatura de R$ 200 mil se não houver dentro dela servidores motivados para trabalhar”, exemplificou Leite, que acrescentou: “Nos, praças, viemos há muito tempo sem reajuste, sem ascensão na carreira. Temos hoje divisão por falta de regularidade no ingresso na Brigada. Queremos, antes de qualquer coisa, valorização”, resumiu.

Fábio Rodrigues, da Associação Beneficente Ferrabraz, de Sapiranga alertou para a iminência da entrada do RS na vigência do Regime de Recuperação Fiscal. “Nossa preocupação é a BM ficar sem nada, porque uma das regras do RRF é a proibição de promoções. Colegas ficam 30, 35 anos na ativa e ainda vão para a Reserva como soldados”, criticou.

O presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho – Abamf – José Clemente reforçou que a categoria não irá abrir mão da inclusão do nível superior no nível médio, em contraposição ao argumento do governo de que praças vocacionados seriam afetados pela mudança. “A Brigada não é instituição social, que se preocupe com questões politiqueiras. Queremos tratamento isonômico para oficiais dos níveis médio e superior”, assinalou. Ele lembrou que a proposta apresentada ao então secretário Ranolfo Vieira fora deliberada em assembleia da categoria. “Dentro dos eixos do que propusemos, havia ascensão profissional pós o posto de tenente. Então, um soldado, depois de 30 anos, não iria para casa frustrado com a sua posição de soldado”, explicou.

O capitão Gustavo Santos admitiu que há necessidade de aprimoramento no que tange o nível médio da carreira na Brigada Militar e que não houve a fluência desejada nessas carreiras da BM. E disse que o Comando da instituição tem o máximo interesse em que o servidor da segurança esteja feliz e bem aquinhoado e equipado, com plano de carreira que atenda as suas aspirações, para prestar um melhor serviço. Lembrou, no entanto, que sargentos e tenentes têm posições fundamentais na cadeia de comando e no controle. “Reunimos com as Associações na semana passada e chegamos a um espaço comum. Uma Emenda ao PLC propõe o chamamento de 20% das vagas que houver para realização de curso, com prova, 50% numérica e 50% por antiguidade”, adiantou o capitão. Segundo ele, é posição da BM que haja a inclusão do ensino superior. “A casa civil já sinalizou que tem espaço para negociar esta questão”, disse Gustavo. No entanto, essa medida não consta na Emenda do Executivo, ao contrário dos interstícios que, conforme o capitão, teve acordada com as Associação uma forma diferente para beneficiar militares com mais de 10 anos de carreira.

Jeferson considerou desrespeitosa a ausência de Coronel Santarosa à audiência e cobrou do governo trazer a público a Emenda do Executivo para discutir novamente com a categoria as alterações que estão sendo propostas ao PLC. Ele destacou que muitos dos praças já fizeram cursos de graduação e querem que não somente o curso de Direito seja incluído na carreira da BM. “É lamentável a ausência do agora secretário, que se fez presente nas discussões que resultaram na proposta da categoria ao governo. Deveria vir agora, até para dizer se isso é para valer ou aquele se expõe nas ruas, inclusive comandado por tenentes, sargentos ou soldados mais antigos, vai ficar desatendido”, alertou. O deputado também observou a existência de “duas BMs, pelo privilegiamento de oficiais superiores: os que sempre ajeitam as próprias vidas e os que tem 3 níveis como soldados, que não vão progredir na carreira”.

O parlamentar também criticou a postura do Partido Novo, que presta “desserviço” ao colocar a sociedade contra os servidores. “Não existe proteção ao povo gaúcho se não tiver Polícias Civil e Militar, IGP fortes e valorizados”, disse. Por fim, rechaçou o índice de reajuste proposto pelo governo às categorias. “6% é um deboche, que passa longe de corrigir a inflação sequer do ano passado, portanto, nem de correção inflacionária pode ser chamado”, frisou ele, que concluiu: continuaremos vigilantes esperando que haja a alteração do PLC conforme o que fora combinado com o Coronel Santa Rosa”.

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Justiça determina que governo Trump recontrate dezenas de milhares de funcionários

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Dois juízes dos Estados Unidos ordenaram que agências federais reintegrassem dezenas de milhares de trabalhadores em estágio probatório que foram demitidos em 19 agências como parte da iniciativa de enxugamento do governo do presidente Donald Trump.

Um dos juízes, James Bredar, do Tribunal Distrital dos EUA em Maryland, também restringiu temporariamente o governo de realizar quaisquer “reduções de força de trabalho” planejadas nas 18 agências afetadas por sua ordem. Isso inclui um corte planejado que o Departamento de Educação anunciou esta semana, que o deixaria com cerca de metade da equipe que tinha quando Trump assumiu o cargo.

Juntas, as decisões formaram um amplo, ainda que temporário, alívio para funcionários em grande parte do governo, incluindo grandes agências como os Departamentos de Defesa, Tesouro, Assuntos de Veteranos e Interior. E elas representaram a mais significativa resistência judicial até agora contra os esforços de Trump e Elon Musk para cortar a força de trabalho federal.

A ordem do juiz Bredar, na quinta-feira à noite (13), seguiu uma semelhante no início do dia do juiz William H. Alsup, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. O juiz Alsup concluiu que a demissão de trabalhadores em estágio probatório pelo governo Trump foi essencialmente feita ilegalmente por decreto do Gabinete de Gestão de Pessoal, o braço de recursos humanos do governo. Somente as próprias agências têm amplos poderes de contratação e demissão, disse Alsup.

O juiz da Califórnia ordenou que o Tesouro e os Departamentos de Assuntos de Veteranos, Agricultura, Defesa, Energia e Interior cumprissem sua ordem e se oferecessem para reintegrar quaisquer funcionários em estágio probatório que tivessem sido indevidamente demitidos. Alsup acrescentou que estava aberto a expandir sua decisão mais tarde para aplicar a outras agências onde a extensão dos danos não tivesse sido tão completamente documentada.

A decisão do juiz Bredar, em um processo aberto há uma semana por 19 procuradores-gerais estaduais, também se aplicava a todas essas agências, exceto o Departamento de Defesa, junto com outras 13. Embora ele tenha ordenado que os trabalhadores em estágio probatório fossem reintegrados, ele disse que isso poderia incluir licença administrativa remunerada.

 

Alegação “frívola”

Nenhuma das ordens foi uma decisão final no caso. A decisão do juiz Alsup foi uma liminar (provisória), com a intenção de permanecer em vigor enquanto o caso é julgado e uma decisão final é proferida. A decisão do juiz Bredar é ainda mais curta, apenas uma medida de duas semanas com o objetivo de pausar quaisquer cortes mais drásticos nessas agências enquanto o processo se desenrola.

O juiz Bredar disse em sua longa decisão que a alegação do governo de que as demissões dos funcionários em estágio probatório foram por justa causa, e não uma demissão em massa, “beira o frívolo”. O juiz Alsup, em uma audiência na quinta-feira anterior, concluiu praticamente o mesmo e deixou claro que achava que a maneira como o governo Trump demitiu os trabalhadores em estágio probatório era uma “farsa”.

Nesse caso, os sindicatos de funcionários federais contestaram a legalidade de como essas agências haviam demitido trabalhadores em estágio probatório. Os sindicatos, argumentando que esses trabalhadores haviam sido envolvidos em um esforço maior de Trump e Musk, que lidera a iniciativa conhecida como Departamento de Eficiência Governamental, para devastar arbitrariamente o governo federal e desmoralizar seus funcionários, estavam buscando uma liminar.

 

Fonte: O Sul.

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Papa Francisco completa um mês de internação; entenda quadro de saúde

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O papa Francisco passou mais uma noite tranquila, segundo informou a Santa Sé sobre o estado de saúde do pontífice nesta sexta-feira (14). O argentino de 88 anos foi levado em 14 de fevereiro ao Hospital Gemelli, em Roma para tratar de uma pneumonia bilateral e completa agora um mês de internação.

Na tarde dessa quinta-feira (13), a equipe médica levou um bolo com velas ao quarto do papa para comemorar o 12º aniversário de sua eleição. Jorge Mario Bergoglio foi eleito na quinta votação do conclave de 2013, convocado após a renúncia do papa Bento XVI.

Também à tarde, ele participou dos exercícios espirituais para a Cúria Romana em conexão de vídeo com a Sala Paulo VI.

Em seguida, Francisco retomou a terapia respiratória. “Francisco continua alternando a ventilação mecânica não invasiva à noite com oxigenação de alto fluxo com cânulas nasais usadas durante o dia”, disse, na quinta-feira, o Vaticano.

No mesmo dia, também foram entregues ao pontífice centenas de mensagens de crianças e jovens enviadas ao Vaticano por escolas, associações e instituições religiosas.

 

Fonte: O Sul.

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Justiça dos Estados Unidos decide devolver para o Brasil esmeralda de 380 kg descoberta na Bahia

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Foto: Andrew Spielberger/AP
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Após anos de disputa judicial, a Justiça dos Estados Unidos atendeu, na quinta-feira (21), ao pedido do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) para a repatriação da Esmeralda Bahia. A pedra, encontrada em 2001 em Pindobaçu, na Bahia, pesa cerca de 380 kg e é considerada um tesouro nacional. A esmeralda foi retirada ilegalmente do Brasil e comercializada nos EUA, conforme a Advocacia-Geral da União (AGU).

O juiz Reggie Walton, da Corte Distrital de Columbia, acatou o argumento brasileiro de que a pedra foi extraída e exportada de maneira ilícita. Walton determinou que o Departamento de Justiça dos EUA protocole a decisão final de repatriação até 6 de dezembro.

Ainda há possibilidade de recurso, o que pode resultar na suspensão temporária da repatriação até nova decisão judicial americana. Atualmente, a esmeralda está sob a custódia da Polícia de Los Angeles, na Califórnia.

A decisão foi celebrada por autoridades brasileiras, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, que destacou a importância cultural da Esmeralda Bahia. “Mais do que um bem patrimonial, ela é um bem cultural brasileiro, que será incorporado ao nosso Museu Geológico”, afirmou Messias.

A pedra foi retirada do Brasil sem autorização e enviada aos EUA com documentos falsificados, conforme alegado pela AGU. Em 2017, a Justiça Federal de Campinas condenou dois empresários pelo envio ilegal da esmeralda aos EUA, além de determinar que a União fizesse jus à posse da pedra.

A ação para repatriar a esmeralda teve início com um pedido de cooperação jurídica internacional da AGU e do Ministério Público Federal (MPF), transmitido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e também contou com o apoio do Departamento de Justiça dos EUA. Desde 2015, a AGU tem trabalhado para garantir o cumprimento da decisão judicial que ordena a devolução da pedra ao Brasil.

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