A pandemia de COVID-19 e os impactos irreversíveis na educação - Portal Plural
Connect with us

Geral

A pandemia de COVID-19 e os impactos irreversíveis na educação

Publicado

em

Ilustração Google

FAST AÇAÍ15 topo humberto pluralNuvera

 Com o retorno das atividades em diversos setores após o período de isolamento social, o que mais preocupa é ainda o amplo debate sobre as conseqüências da pandemia de COVID-19 para a educação. E quando falamos de educação devemos considerar todo ecossistema educacional que inclui, não somente as instituições de ensino (escolas e universidades), funcionários, alunos (corpos docentes e discentes das escolas e universidades), além de instituições de ensino regulares, técnicas e outros cursos extracurriculares, mas também outros profissionais intimamente ligados ao setor, como fornecedores de alimentos e serviços, transportadores escolares, serviço de limpeza e mantenedores que também atendem o setor.

O isolamento criou, pela necessidade, adaptações de novos hábitos e comportamentos em tudo e em todo o mundo, inclusive nas instituições de ensino, que estão revendo uma série de processos, estruturas e metodologias. Lidar com a imprevisibilidade exigiu um aprendizado instantâneo e emergencial, e um trabalho muito mais alinhado fazendo com que, mesmo distantes, a união de esforços em prol de um bem maior fosse adotada. Houve uma mobilização global para aportar recursos e conhecimentos especializados em tecnologia, conectividade, inovação e criatividade a favor da educação, mas ainda, apesar disso, pesquisas apontam uma série de questões que podem agravar o aprendizado e o aumento das desigualdades no médio e longo prazo, pois nada do que foi adotado não foi planejado, não houve transição para esse novo modelo, então certamente haverá perdas.

Uma questão primordial a se pontuar envolve as limitações pedagógicas e tecnológicas que dificultam e impedem o desenvolvimento de atividades de educação à distância em nosso país, outra é a desigualdade gritante entre o ensino do sistema público e privado ? e a própria distância social entre as famílias dos estudantes. Enquanto alunos de escolas particulares aprendem por meio de diversos recursos e estratégias combinadas, como vídeo ao vivo ou gravado, envio de tarefas, mentoria e sessões em grupos menores para tirar dúvidas, muitos estudantes das escolas públicas sequer têm acesso à internet. É importante verificar que a falta de uma política de acesso à internet mais igualitária no Brasil começa a dar claros sinais de alerta.
A crise do coronavírus terá efeitos perenes sobre a forma de aprender e ensinar, vale lembrar que nem todos os municípios brasileiros possuem estrutura de tecnologia para ofertar ensino remoto e nem todos os professores têm a formação adequada para dar aulas virtuais. Outra realidade que complica a adesão de alunos às aulas on-line são os softwares utilizados para esse fim, que, em sua grande maioria, são desenvolvidos para funcionar em computadores ? ambiente acessado atualmente por apenas 57% da população brasileira, segundo o IBGE. Muitas crianças da geração Z nunca ligaram um computador e 97% dos brasileiros acessam a internet pelo celular. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes “D” e “E” estão conectadas, sendo que mais de 70% dos usuários encontram-se nas áreas urbanas,  processo que é agravado pela precariedade ou inexistência de internet em uma parcela significativa dos lares onde residem muitos estudantes
Para Wilson Borges Pereira IV, empresário carioca, “a crise do coronavírus deixa impactos irreversíveis e ainda não dimensionáveis na educação, que já é conflitante em nosso país há muitos anos. neste momento e daqui para adiante medidas que atenuem a situação dos estudantes em todas as instâncias são necessárias, pois dessa forma, isso poderia vir a aumentar a desigualdade no nosso país. As crises trazem aprendizados aos que estão abertos e preparados. Espero, sinceramente, que depois dessa pandemia a educação volte melhor e mais forte”.

No ensino superior a educação presencial, é insubstituível quando o professor pode trabalhar com um número pequeno de alunos, mas quando se trata de grandes turmas, a educação mediada por tecnologia pode ser mais eficaz do que o método tradicional. O problema da desigualdade no ensino superior já existia, mas a flexibilidade e o acesso a recursos pedagógicos de qualidade podem contribuir para reduzir as desvantagens de quem mora longe, precisa trabalhar ou aquele que não conseguiu entrar numa ‘universidade de prestígio’, lembrando que tecnologias permitem o compartilhamento de cursos, professores e materiais pedagógicos, com custo reduzido, mantendo a qualidade

Os professores estão descobrindo que podem usar recursos pedagógicos que tornam suas aulas mais interessantes e a interação com os estudantes pode ser mais facilitada. Os estudantes têm mais flexibilidade para organizar seu tempo e não precisam se deslocar para as universidades simplesmente para assistir às aulas. E os currículos tradicionais, organizados como linhas de montagem, podem ser substituídos por seqüências flexíveis de estudo adaptadas a cada estudante.

Antes da pandemia, o ensino superior brasileiro já estava com dificuldades crescentes. As universidades públicas tinham problemas sérios de financiamento, que deverão tornar-se mais graves, e muitas das instituições privadas estavam se tornando insolventes. E 30% a 40% dos estudantes, nas faculdades públicas e privadas, abandonavam os cursos antes de terminar; metade dos formados trabalhava em atividades que não requeriam formação superior. A pesquisa científica e a pós-graduação haviam crescido muito, mas os cursos de alto nível e as publicações científicas de alta qualidade estavam concentrados em poucas instituições públicas, com as demais tendo os custos, mas não os resultados de manter todo o professorado em tempo integral. O sistema de avaliação, caro e obsoleto, não informava à sociedade quais eram os bons cursos, nem o destino de seus formados, nem se estão adquirindo as competências requeridas pela economia digital do século 21. 

Fonte: Wilson Borges Pereira IV, com dados do IPEA e IBGE 

FONTE Wilson Borges Pereira IV 

 

Compartilhe
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Pesquisa indica que, em média, uma pessoa faz sexo cerca de 52 vezes por ano

Publicado

em

portal plural pesquisa indica que, em média, uma pessoa faz sexo cerca de 52 vezes por ano

FAST AÇAÍNuvera15 topo humberto plural

As mulheres que fazem sexo menos de uma vez por semana podem ter mais probabilidade de morrer cedo do que aquelas que se envolvem em relações sexuais com maior frequência, é o que sugere um novo estudo feito nos Estados Unidos. Além disso, os pesquisadores também notaram que o sexo mais frequente reduz as chances de morte precoce em homens e mulheres com depressão.

No artigo, os autores comentaram que a atividade sexual é importante para a saúde cardiovascular geral dos humanos, possivelmente devido à redução da variabilidade da frequência cardíaca e ao aumento do fluxo sanguíneo. “Usando as descobertas do nosso estudo, podemos inferir que a atividade sexual pode melhorar a perda de função que pode ocorrer com a idade e a progressão da doença”, disseram os investigadores.

 

A importância da vida sexual

Para chegar a qualquer conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 14.542 indivíduos dos EUA registrados como parte de uma pesquisa nacional de saúde feita entre 2005 e 2010. No total, 2.267 participantes forneceram detalhes sobre suas vidas sexuais, com 94,4% deles afirmando terem relações pelo menos uma vez por mês. Além disso, 38,4% responderam fazer sexo mais de uma vez por semana.

Estudos anteriores já indicavam que os norte-americanos médios faziam sexo 54 vezes por ano — o que se aproxima de uma vez por semana. Então, os pesquisadores decidiram classificar as pessoas entre aquelas com alta e baixa frequência sexual, dependendo se tinham relações acima ou abaixo dessa média.

No geral, mulheres com baixa frequência sexual tinham 1,7 vezes mais probabilidade de morrer por qualquer causa até o final de 2015 do que aquelas com vidas sexuais mais agitadas. Apesar de não encontrar a mesma resposta em homens, os pesquisadores ficaram surpresos ao observar que a relação sexual parecia ter um efeito direto no impacto da depressão para a saúde de ambos os sexos.

 

Efeitos benéficos

Mesmo após ajustar fatores de risco, como obesidade, idade avançada e status socioeconômico, os autores chegaram a conclusão de que pessoas que sofriam de pressão tinham cerca de três vezes mais probabilidade de morrer durante um período de baixa frequência sexual.

 

Fonte: Mega Curioso.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Donos da globo ficam 16 bilhões mais ricos em 2024 segundo a forbes

Publicado

em

portal plural donos da globo ficam 16 bilhões mais ricos em 2024 segundo a forbes

15 topo humberto pluralFAST AÇAÍNuvera

O patrimônio dos donos do Grupo Globo disparou R$ 16 bilhðes, cerca de US$ 2,8 bilhões, no último ano, segundo divulgou a revista Forbes. A empresa pertence a João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho. Juntos, eles possuem uma fortuna de US$ 9 bilhões, cerca de R$ 51 bilhões.

No ranking de 2024, os três proprietários da Globo tinham um patrimônio total de US$ 6,2 bilhões (R$ 35,4 bilhões). Porém, mesmo com a alta do dólar em relação ao real, o patrimônio da família Marinho cresceu cerca de 45% em um ano.

A Forbes divulgou que cada filho de Roberto Marinho, fundador da emissora Rede Globo, possui uma fortuna de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 17 bilhões. A família, contudo, não é apenas dona do canal de televisão, eles são proprietários do portal g1, Globoplay, emissoras de rádio (como CBN e Rádio Globo), editora de livros, jornais e revistas impressas, além da produtora Globo Filmes.

O filho mais velho de Roberto Marinho, o Roberto Irineu Marinho também é proprietário da Fazenda Sertãozinho, que produz o café gourmet Orfeu.

 

Valor total do ativo de Globo cresce em 2024

A Forbes não detalhou qual calculo foi realizado para determinar o patrimônio da família Marinho. O último levantamento divulgado pelo Grupo Globo mostra que o total do ativo da companhia também cresceu.

Em 2023, a Globo possuia R$ 27 bilhões em ativos, valor que subiu para R$ 30,9 bilhões em 2024.

O lucro líquido do Grupo Globo mais que dobrou no último ano, de R$ 838 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão em 2024. A companhia registra o lucro depois de uma grande reestruturação, que contou com a venda de ativos e demissão de atores, diretores, autores, produtores. apresentadores e profissionais de outras funções.

Além disso, a Globo também pode ter sido beneficiada com a mudança do governo federal. A gestão Luiz Inácio Lula da Silva tem investido em publicidade nas empresas do grupo. Como mostrou Oeste, na soma de 2023 e 2024, o governo repassou mais de R$ 300 milhões para 0 conglomerado de mídia.

Segundo dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o valor destinado pelo governo Lula ao Grupo
Globo supera o montante de R$ 177 milhões que o Palácio do Planalto enviou à companhia durante a Presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

 

Fonte: Revista Oeste.

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Igreja Batista Filadélfia realiza bazar com preços acessíveis no dia 12 de abril

Publicado

em

portal plural igreja batista filadélfia realiza bazar com preços acessíveis no dia 12 de abril

15 topo humberto pluralNuveraFAST AÇAÍ

A Igreja Batista Filadélfia de Santa Rosa promove no próximo sábado, dia 12 de abril, a 2ºedição do bazar solidário do projeto “Mãos Que Servem”, com uma proposta que une solidariedade, economia e cuidado com a comunidade.

O evento acontece das 9h às 14h, nas dependências da igreja, e contará com uma grande variedade de peças de roupas infantis, juvenis e adultas, todas em ótimo estado de conservação.

O destaque do bazar é o preço fixo de R$ 5,00 para a maioria dos itens. Além disso, haverá uma sessão especial com peças selecionadas com valores de R$ 10, R$ 20 e R$ 30, oferecendo opções acessíveis para todos os gostos e necessidades.

Essa é a segunda edição do bazar, que já se consolidou como uma importante ação social da Igreja Batista Filadélfia. A iniciativa faz parte do projeto “Mãos Que Servem”, que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade e promover a solidariedade por meio do voluntariado.

O evento também marca uma data especial para a comunidade: neste mês de abril, a Igreja Batista Filadélfia completa 72 anos de história em Santa Rosa, reforçando seu compromisso com o serviço cristão e o apoio à população local.

 

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

×

Entre em contato

×