Os dois homens e as duas mulheres acusados de participação na morte do policial militar aposentado Ezequiel Freire dos Santos, de 50 anos, foram condenados pelo Tribunal do Júri de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. A viúva da vítima, apontada como mandante do crime, foi sentenciada a 21 anos e quatro meses de prisão em regime inicialmente fechado.
A amiga da viúva, de 84 anos, acusada de recrutar, junto com o filho, o executor dos disparos que mataram o sargento da reserva, recebeu uma pena de 17 anos de prisão em regime fechado. O filho da idosa foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão, também em regime fechado, enquanto o executor do assassinato foi sentenciado a 15 anos de reclusão. O quinto réu, marido da idosa, faleceu durante o andamento do processo.
Todos os acusados foram julgados por homicídio qualificado. A idosa também foi condenada por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. O julgamento, presidido pelo juiz Flávio Curvelo de Souza, começou na manhã de quinta-feira (15) e se estendeu até o final da noite de sexta-feira (16).
De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), a viúva planejou a execução do marido e pediu ajuda à amiga e ao marido dela. O casal e o filho teriam contratado o executor, prometendo-lhe uma recompensa financeira. No dia do crime, o filho do casal teria levado o executor até uma reciclagem de propriedade da vítima, onde os tiros que mataram o policial foram disparados.
Segundo o MP, a motivação para o crime foi o descontentamento da viúva com a intenção do sargento da reserva de se separar dela. O Conselho de Sentença foi composto por um homem e seis mulheres.
Fonte: Jornal o Sul