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Vacinas neutralizam a ação da cocaína e do crack

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Os povos indígenas do Peru mascam folhas de uma planta, a Erythroxylon coca, há mais de mil anos. Ela contém cocaína, mas não tanto: após longos 90 minutos mastigando as folhas, a concentração da droga no corpo fica entre 38 e 95 nanogramas por ml de sangue(1). Já quando uma pessoa cheira cocaína em pó, a coisa é bem diferente. Ao inalar a primeira carreira, com 0,1 grama, a corrente sanguínea já recebe 347 a 517 ng/ml da droga(2). Cinco a dez vezes mais, de uma só vez.

Quando a droga é fumada, na forma de pedras de crack (cloridrato de cocaína misturado com bicarbonato de sódio e água), pior ainda. Porque aí ela entra pelos alvéolos pulmonares, cai na corrente sanguínea e chega ao cérebro em menos de 20 segundos (se consumida na forma de pó, isso leva 1 a 2 minutos). Fumar crack causa um efeito quase tão rápido quanto injetar cocaína na veia.

Seja qual for o meio de aplicação, a cocaína age da mesma forma ao penetrar no cérebro: ela se conecta a uma proteína chamada DAT (sigla em inglês para “transportadora de dopamina”). Como seu nome diz. essa proteína controla a quantidade de dopamina – um neurotransmissor relacionado a sensações prazerosas.

Um estudo brasileiro, feito com adolescentes de Porto Alegre que usavam crack e passaram por um período de reabilitação, apontou que 65,9% deles voltaram a consumir a droga um mês depois(4). Após três 86,4% haviam recaído.

O vício se combate com educação, prevenção, tratamento, psicoterapia, apoio social. Mas e se existisse uma vacina que ajudasse a evitar, ou largar, a cocaína e o crack? Existem três: e elas já foram usadas em ratos.

Agora, seus criadores pretendem começar os testes em humanos. As três vacinas funcionam de formas diferentes. Mas todas têm em comum certas características que complicam as coisas – e podem torná-las perigosas.

 

A DROGA E O VÍRUS

A pioneira das três vacinas é a dAd5GNE, que está sendo desenvolvida há uma década por cientistas da Universidade Cornell, nos EUA. “O problema da cocaína é que ela é composta por moléculas muito pequenas, que o sistema imunológico não identifica”, explica o médico Ronald Crystal, diretor do projeto.

Por isso, eles criaram uma vacina que utiliza um vetor viral (mesma estratégia empregada nas vacinas da Covid criadas por AstraZeneca e Johnson & Johnson). A base é um adenovírus, o Ad5, que já  circula em humanos e causa resfriados leves. Ele é acoplado a uma molécula chamada GNE – cuja estrutura é parecida com a da cocaína.

Está pronta a vacina, que é injetada em três doses ao longo de dois meses. A ideia é que o organismo aprenda a produzir anticorpos contra a molécula GNE. Aí, quando/se a pessoa usar cocaína ou crack, esses anticorpos se conectarão às moléculas da droga.

E a droga não fará efeito. A vacina, caso você esteja se perguntando, também não “dá barato” – porque as moléculas dela também não conseguem penetrar no cérebro.

 

MULHERES GRÁVIDAS VICIADAS

Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais, que também está desenvolvendo uma vacina contra a droga, lidou com essa questão de forma inteligente: decidiu focar sua pesquisa em gestantes.

“Nós recebemos, no hospital da universidade, muitas mulheres grávidas viciadas. Sabemos dos danos que a droga provoca nesses casos, e gostaríamos de reduzir esse prejuízo”, diz o médico Frederico Garcia.

De fato, o uso de cocaína ou crack na gravidez tem consequências muito graves. A mulher pode sofrer pré-eclâmpsia severa (um tipo de hipertensão que pode levar à morte), aborto espontâneo ou parto prematuro com complicações. A droga também contrai os vasos sanguíneos da placenta, estrangulando o fluxo de nutrientes para o feto, que pode apresentar baixo peso, malformações e até síndrome de abstinência – já que, durante a gravidez, ele recebe a droga por meio do cordão umbilical.

O bebê já nasce viciado. “Esses recém-nascidos não dormem bem, não mamam. As mães, que já estão fragilizadas, e poderiam ter nos bebês um incentivo para evitar o vício, acabam por doar as crianças”, diz Garcia.

 

VACINA BRAASILEIRA

A vacina brasileira, assim como a americana, também utiliza a proteína GNE – que é estruturalmente parecida com a cocaína. A diferença é que essa molécula não é acoplada a um vírus, mas a uma segunda proteína, chamada KLH, extraída de um molusco.

A vacina já foi aplicada em ratos, e funcionou. Em testes com 26 ratas grávidas, que receberam cocaína durante a gestação, houve 30% menos abortos. A vacina gerou ninhadas com 27% mais filhotes, e eles eram em média 50% maiores.

Os ratinhos também não nasceram com síndrome de abstinência da droga – e receberam anticorpos contra a cocaína por meio do leite materno.

“Diante dos testes pré-clínicos, sabemos que a vacina é eficaz para bloquear a circulação da molécula de cocaína [no organismo], e não tem efeitos colaterais significativos. É uma solução inovadora, para uma doença contra a qual não se tem remédio”, resume.

 

 

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Pesquisa indica que, em média, uma pessoa faz sexo cerca de 52 vezes por ano

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As mulheres que fazem sexo menos de uma vez por semana podem ter mais probabilidade de morrer cedo do que aquelas que se envolvem em relações sexuais com maior frequência, é o que sugere um novo estudo feito nos Estados Unidos. Além disso, os pesquisadores também notaram que o sexo mais frequente reduz as chances de morte precoce em homens e mulheres com depressão.

No artigo, os autores comentaram que a atividade sexual é importante para a saúde cardiovascular geral dos humanos, possivelmente devido à redução da variabilidade da frequência cardíaca e ao aumento do fluxo sanguíneo. “Usando as descobertas do nosso estudo, podemos inferir que a atividade sexual pode melhorar a perda de função que pode ocorrer com a idade e a progressão da doença”, disseram os investigadores.

 

A importância da vida sexual

Para chegar a qualquer conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 14.542 indivíduos dos EUA registrados como parte de uma pesquisa nacional de saúde feita entre 2005 e 2010. No total, 2.267 participantes forneceram detalhes sobre suas vidas sexuais, com 94,4% deles afirmando terem relações pelo menos uma vez por mês. Além disso, 38,4% responderam fazer sexo mais de uma vez por semana.

Estudos anteriores já indicavam que os norte-americanos médios faziam sexo 54 vezes por ano — o que se aproxima de uma vez por semana. Então, os pesquisadores decidiram classificar as pessoas entre aquelas com alta e baixa frequência sexual, dependendo se tinham relações acima ou abaixo dessa média.

No geral, mulheres com baixa frequência sexual tinham 1,7 vezes mais probabilidade de morrer por qualquer causa até o final de 2015 do que aquelas com vidas sexuais mais agitadas. Apesar de não encontrar a mesma resposta em homens, os pesquisadores ficaram surpresos ao observar que a relação sexual parecia ter um efeito direto no impacto da depressão para a saúde de ambos os sexos.

 

Efeitos benéficos

Mesmo após ajustar fatores de risco, como obesidade, idade avançada e status socioeconômico, os autores chegaram a conclusão de que pessoas que sofriam de pressão tinham cerca de três vezes mais probabilidade de morrer durante um período de baixa frequência sexual.

 

Fonte: Mega Curioso.

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Donos da globo ficam 16 bilhões mais ricos em 2024 segundo a forbes

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O patrimônio dos donos do Grupo Globo disparou R$ 16 bilhðes, cerca de US$ 2,8 bilhões, no último ano, segundo divulgou a revista Forbes. A empresa pertence a João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho. Juntos, eles possuem uma fortuna de US$ 9 bilhões, cerca de R$ 51 bilhões.

No ranking de 2024, os três proprietários da Globo tinham um patrimônio total de US$ 6,2 bilhões (R$ 35,4 bilhões). Porém, mesmo com a alta do dólar em relação ao real, o patrimônio da família Marinho cresceu cerca de 45% em um ano.

A Forbes divulgou que cada filho de Roberto Marinho, fundador da emissora Rede Globo, possui uma fortuna de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 17 bilhões. A família, contudo, não é apenas dona do canal de televisão, eles são proprietários do portal g1, Globoplay, emissoras de rádio (como CBN e Rádio Globo), editora de livros, jornais e revistas impressas, além da produtora Globo Filmes.

O filho mais velho de Roberto Marinho, o Roberto Irineu Marinho também é proprietário da Fazenda Sertãozinho, que produz o café gourmet Orfeu.

 

Valor total do ativo de Globo cresce em 2024

A Forbes não detalhou qual calculo foi realizado para determinar o patrimônio da família Marinho. O último levantamento divulgado pelo Grupo Globo mostra que o total do ativo da companhia também cresceu.

Em 2023, a Globo possuia R$ 27 bilhões em ativos, valor que subiu para R$ 30,9 bilhões em 2024.

O lucro líquido do Grupo Globo mais que dobrou no último ano, de R$ 838 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão em 2024. A companhia registra o lucro depois de uma grande reestruturação, que contou com a venda de ativos e demissão de atores, diretores, autores, produtores. apresentadores e profissionais de outras funções.

Além disso, a Globo também pode ter sido beneficiada com a mudança do governo federal. A gestão Luiz Inácio Lula da Silva tem investido em publicidade nas empresas do grupo. Como mostrou Oeste, na soma de 2023 e 2024, o governo repassou mais de R$ 300 milhões para 0 conglomerado de mídia.

Segundo dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o valor destinado pelo governo Lula ao Grupo
Globo supera o montante de R$ 177 milhões que o Palácio do Planalto enviou à companhia durante a Presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

 

Fonte: Revista Oeste.

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Igreja Batista Filadélfia realiza bazar com preços acessíveis no dia 12 de abril

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A Igreja Batista Filadélfia de Santa Rosa promove no próximo sábado, dia 12 de abril, a 2ºedição do bazar solidário do projeto “Mãos Que Servem”, com uma proposta que une solidariedade, economia e cuidado com a comunidade.

O evento acontece das 9h às 14h, nas dependências da igreja, e contará com uma grande variedade de peças de roupas infantis, juvenis e adultas, todas em ótimo estado de conservação.

O destaque do bazar é o preço fixo de R$ 5,00 para a maioria dos itens. Além disso, haverá uma sessão especial com peças selecionadas com valores de R$ 10, R$ 20 e R$ 30, oferecendo opções acessíveis para todos os gostos e necessidades.

Essa é a segunda edição do bazar, que já se consolidou como uma importante ação social da Igreja Batista Filadélfia. A iniciativa faz parte do projeto “Mãos Que Servem”, que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade e promover a solidariedade por meio do voluntariado.

O evento também marca uma data especial para a comunidade: neste mês de abril, a Igreja Batista Filadélfia completa 72 anos de história em Santa Rosa, reforçando seu compromisso com o serviço cristão e o apoio à população local.

 

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