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Vacina contra o câncer tem bom resultado em estudo de fase 1

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma vacina experimental contra o câncer apresentou resultados promissores em um estudo de fase 1 com pacientes em estágio avançado da doença. A pesquisa, conduzida pelo King’s College London, na Inglaterra, será apresentada no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO 2024), neste sábado (14), na Espanha.

O tratamento, uma imunoterapia baseada em vacina de mRNA, foi direcionado para pacientes com câncer de pulmão, melanoma e outros tumores sólidos. “Esse estudo, que avalia uma imunoterapia de mRNA contra o câncer, é um passo importante no desenvolvimento de novos tratamentos para pacientes com câncer avançado”, declarou Debashis Sarker, pesquisador chefe do estudo, em comunicado à imprensa.

Tecnologia de RNA

A vacina utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), a mesma aplicada nas vacinas contra a Covid-19. Diferente das vacinas convencionais, que previnem doenças, essa visa tratar o câncer já diagnosticado, estimulando o sistema imunológico a reconhecer e destruir células cancerígenas, além de combater aquelas que poderiam suprimir o sistema imunológico, reduzindo o risco de recorrência da doença.

O estudo foi realizado com 19 pacientes com câncer em estágio avançado, que receberam entre uma e nove doses da imunoterapia.

Sinais de alerta

Embora alguns tipos de câncer não apresentem sintomas evidentes, o corpo pode dar sinais de alerta. Entre eles:

  • Perda de peso inexplicável: Pode ser um sintoma de diversos cânceres, como estômago, pulmão e pâncreas.
  • Alterações na pele: Inchaços e caroços em áreas como seios, pescoço, virilha e testículos devem ser investigados.
  • Tosse persistente: Se durar mais de quatro semanas, especialmente com falta de ar ou sangue, pode indicar câncer de pulmão.
  • Mudança em pintas: Alterações no tamanho, cor ou forma, com descamação ou sangramento, requerem atenção.

Segurança e Tolerabilidade

O estudo de fase 1 avaliou a segurança e a tolerabilidade da vacina. Além disso, foram observadas respostas radiográficas e imunológicas. Oito dos 16 pacientes que tiveram suas respostas imunológicas analisadas conseguiram controlar o crescimento do tumor sem o aparecimento de novos.

Os dados indicam que o tratamento ativou o sistema imunológico em muitos pacientes, gerando células capazes de reconhecer duas proteínas de interesse (PD-L1 e IDO1). O tratamento foi bem tolerado, com efeitos adversos leves, como dor no local da injeção, febre e fadiga.

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores alertam que as conclusões devem ser interpretadas com cautela, já que a amostra de pacientes ainda é pequena. Estudos maiores serão necessários para confirmar a eficácia da vacina. As informações são do jornal Metrópoles.

Fonte: Jornal o Sul

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