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Universidades federais do RS confirmam corte nos repasses do MEC
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirma que o Ministério da Educação (MEC) bloqueou R$ 344 milhões do orçamento das universidades federais. A informação foi divulgada na noite de segunda-feira (28), por meio de uma nota. Quatro universidades federais do RS confirmam o corte nos repasses do MEC, o que representa cerca de R$ 9 milhões a menos nos cofres das instituições do Estado.
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa) se posicionaram sobre o assunto (leia abaixo).
Procuradas pela reportagem, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS) e Universidade Federal do Rio Grande (Furg) não se manifestaram sobre a medida.
Segundo a Andifes, o valor seria utilizado no pagamento de despesas para funcionamento das instituições de ensino, bolsas de estudo e de salários de empregados terceirizados. Na tarde desta terça-feira (29), o MEC confirmou ter sido notificado sobre o bloqueio orçamentário, mas não deu detalhes nem citou valores.
“É importante destacar que o MEC mantém a comunicação aberta com todos e mantém as tratativas junto ao Ministério da Economia e à Casa Civil para avaliar alternativas e buscar soluções para enfrentar a situação”, disse a pasta por meio de nota .
A Andifes cita que o novo bloqueio de recursos “praticamente inviabiliza as finanças de todas as instituições”: “Enquanto o país inteiro assistia ao jogo da seleção brasileira, o orçamento para as nossas mais diversas despesas (luz, pagamentos de empregados terceirizados, contratos e serviços, bolsas, entre outros) era raspado das contas das universidades federais, com todos os compromissos em pleno andamento”, diz a nota.
A mesma associação havia estimado um corte de R$ 763 milhões para universidades e escolas federais em 2022, em uma situação que deixou instituições sem verbas para pagar contas de água, luz, limpeza e segurança