Elon Musk será o responsável pelo Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos no próximo mandato de Donald Trump. O presidente eleito anunciou na terça-feira (12) que o bilionário comandará a pasta ao lado de Vivek Ramaswamy, um empresário que também esteve envolvido na campanha. Trump havia prometido, durante sua corrida eleitoral, que colocaria Musk em um cargo com esse perfil, e o bilionário já aceitou o convite. Musk trabalhará para eliminar “fraudes e pagamentos indevidos” no governo.
Musk foi um dos maiores doadores da campanha de Trump, com um investimento de cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,15 bilhão), segundo agências internacionais. Suas empresas, como a SpaceX e a Tesla, possuem contratos bilionários com o governo americano, o que levanta preocupações sobre potenciais conflitos de interesse ao dar ao empresário acesso aos gastos federais.
O bilionário já anunciou planos de cortar até US$ 2 trilhões, com ênfase na redução da burocracia federal, embora tenha reconhecido que tais mudanças podem causar “dificuldades temporárias” aos cidadãos americanos. Musk também deverá pressionar por uma maior desregulamentação em áreas onde fez investimentos significativos, como inteligência artificial e criptomoedas.
Além de Musk, Vivek Ramaswamy, empresário bilionário do setor de biotecnologia e ex-candidato à presidência, trabalhará no governo. Ramaswamy, que se destacou nas primárias republicanas e é conhecido como o “Novo Trump”, tem se mostrado favorável à deportação de imigrantes ilegais.
Durante a eleição, Musk afirmou que sua participação na campanha presidencial de 2024 é apenas o começo de suas ambições políticas. O Departamento de Eficiência Governamental, apelidado de “DOGE” por apoiadores de Trump, será um escritório supervisionado por Musk, que atuará fora da estrutura formal do governo, aplicando sua abordagem de cortes, como fez no Twitter, que agora opera sob o nome de X.
Musk já começou a colaborar com Howard Lutnick, copresidente da equipe de transição de Trump e possível nome para o Tesouro. No entanto, apesar das declarações públicas, ainda não está claro como o novo departamento funcionará ou como será financiado.