Em normalidade, o terminal internacional de Porto Alegre opera cerca de 130 voos diários, sendo que metade tem como destino a Serra Gaúcha. A malha emergencial criada pelo governo para enfrentar as chuvas, se utilizando de outros aeródromos, viabiliza movimentar este mesmo volume de viagens em uma semana.
O Salgado Filho segue sem previsão de retorno, e isso é o que mais assusta o turismo neste momento, segundo Schmitt. “Hoje se uma pessoa quiser comprar uma viagem para vir ao Rio Grande do Sul em dezembro, no Natal, não consegue”, disse.
Além da logística, outra preocupação externada pelos setores de bares e restaurantes, por meio da Abrasel, e hoteleiro, com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), é a publicidade. Empresários temem que as imagens da catástrofe afastem os viajantes dos destinos gaúchos por período mais longo que o necessário.
Ajuda do governo
Os restaurantes do proprietário de Gramado atuam hoje em regime de revezamento. Um acordo dos empresários com o sindicato laboral da região permitiu a antecipação de férias, feriados e folgas e até a suspensão por 60 dias do contrato de trabalho.
Metade dos funcionários saem de férias por 15 dias e, quando retornam, os demais vão a recesso. Com a demanda suprimida, este foi o caminho encontrado para preservar os empregos nos restaurantes.
A flexibilização destas condições é a principal demanda do turismo e de outros setores da economia gaúcha para a manutenção dos empregos. Os empresários pedem uma nova “Lei do Bem”. Utilizada na pandemia, o mecanismo permitia acordos para reduzir jornadas e, proporcionalmente, salários, além de suspensão de contratos.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, desde o início da tragédia no estado, tem apadrinhado a demanda. O Executivo Federal, por outro lado, afirma que vai acelerar debates sobre manutenção de empregos na próxima semana, mas sinaliza ser avesso à medida.
Além disso, em reunião no último dia 22, Leite pediu ao ministro do Turismo, Celso Sabino, recursos na ordem de R$ 1 bilhão do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para socorrer a atividade no estado. Até o momento, foram previstos pelo governo federal R$ 200 milhões em ajuda.
Fonte: CNN Brasil.