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Trabalhador é resgatado de condição análoga à escravidão no interior do Rio Grande do Sul

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Foto: Divulgação/MPT-RS

Um resgate ocorreu na última sexta-feira (19) na pacata cidade de Encruzilhada do Sul, no interior do Rio Grande do Sul. Um trabalhador, com 57 anos de idade, foi encontrado em uma situação desumana, equiparada à escravidão, após uma década de labuta em uma fazenda local.

Natural de Montenegro (RS), o homem foi descoberto sem registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), privado de salário regular, férias ou décimo terceiro. Ele passou 10 anos de sua vida envolvido na produção de carvão e lenha, sem perceber direitos básicos de um trabalhador.

A operação de Combate ao Trabalho Escravo, coordenada pela Defensoria Pública da União (DPU), pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), pela Polícia Federal (PF) e por auditores fiscais do trabalho, desvelou uma série de abusos.

Denúncias revelaram que o pagamento era irregular, ocorrendo em intervalos de dois ou três meses, e que descontos eram efetuados pelo empregador, em sua maioria por bebidas alcoólicas e fumo, violando a legislação trabalhista. Além disso, o trabalhador não desfrutava de férias regulares e habitava em condições subumanas.

Viúvo e desamparado, ele enfrentava as agruras de atividades insalubres, como a extração de madeira e a produção de carvão. Sua habitação, fornecida pelo empregador, era inadequada, com paredes sem reboco, cama improvisada e condições higiênicas deploráveis.

O proprietário, que admitiu a negligência, firmou um acordo após o resgate. Pelo Termo de Ajuste de Conduta (TAC), concordou em pagar R$ 55 mil ao trabalhador, além de indenizações por danos morais. O trabalhador, finalmente libertado, foi encaminhado de volta a Montenegro com seus direitos assegurados.

Este caso alarmante coloca em destaque a necessidade contínua de vigilância e ação contra práticas inaceitáveis de exploração e abuso nos locais de trabalho, garantindo que todos os trabalhadores sejam tratados com dignidade e respeito.

Fonte: Jornal o Sul

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