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Sintomas da BQ.1, nova subvariante da Ômicron, são diferentes?
A circulação no Rio Grande do Sul da BQ.1, subvariante da Ômicron, tem preocupado especialistas e autoridades da área da saúde. A mutação, segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), já corresponde a 70% dos casos positivos de covid-19 analisados em novembro no Estado. Além disso, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) destaca que a BQ.1 tem grande capacidade de transmissão e, por isso, novas orientações foram emitidas para pacientes e para a população em geral.
Conforme o virologista Fernando Spilki, que é pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale, os sintomas da “neta” da Ômicron relatados por pacientes são similares aos reportados em outros países: dor de cabeça, coriza, mal-estar e fadiga.
— Esses são os mais comuns, principalmente em indivíduos vacinados. Não é um quadro necessariamente leve, porque é bastante desagradável. É importante ressaltar que não são diferentes dos sintomas encontrados na Ômicron. As pessoas têm que estar atentas a esses sintomas porque nem sempre parecem ser covid da maneira como se imagina. Também recebemos relato de perda de olfato e paladar — diz.
Eduardo Sprinz, médico infectologista e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), reforça que os sintomas da subvariante BQ.1 observados nos pacientes atendidos são similares aos já tratados na pandemia.
— Do ponto de vista clínico, não podemos dizer que há algo diferente. Com relação à Ômicron que vimos no primeiro semestre deste ano, é tudo muito parecido. Continuamos vendo uma dissociação no número de novos diagnósticos e a necessidade de hospitalização. Não é como era no início (da pandemia), e isso, em grande parte, deve-se à vacinação — afirma.
Por isso, reforça Sprinz, é necessário que a população busque a imunização completa para evitar que a circulação da nova subvariante cause casos graves.