Agro
Semeadura do trigo no RS avança nas regiões produtoras

Com as condições climáticas favoráveis, os produtores seguem com a implantação da principal cultura de grãos da estação, o trigo, que já atinge 74% da área prevista. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25/06), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as previsões climáticas favoráveis para a cultura e as boas perspectivas de preços contribuem para o aumento da área cultivada.
Na regional de Soledade, foi retomada a semeadura após a normalização da umidade do solo. As temperaturas amenas e a insolação, associadas à umidade adequada do solo, favoreceram o crescimento e o desenvolvimento da cultura, que apresenta em geral boa sanidade e adequado estande de plantas. O plantio também avançou na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, onde, de maneira geral, a germinação e emergência das lavouras estão sendo boas, apresentando estande de plantas dentro do recomendado para a cultura. As primeiras áreas implantadas, já em fase de afilhamento, receberam adubação nitrogenada em cobertura. A sanidade das plantas até o momento é muito boa, sem ataque de pragas e doenças.
Canola – Na regional de Santa Rosa, principal produtora do Estado, as condições climáticas da semana favoreceram a retomada do plantio das últimas lavouras. A maior parte da área encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com algumas lavouras já em fase de floração. A cultura apresenta desenvolvimento inicial bastante promissor, beneficiado pelas condições climáticas favoráveis durante o plantio e a germinação. Com dois mil hectares implantados, Giruá se destaca no cultivo da oleaginosa.
Aveia branca – A cultura segue com bom desenvolvimento na regional de Ijuí, principal produtora do Estado. A maioria das lavouras encontra-se na fase de alongamento do colmo e emborrachamento; algumas apresentam-se em estádio final de afilhamento e um pequeno percentual, em emissão da panícula, com bom número de espiguetas, caracterizando assim elevado potencial produtivo. As condições fitossanitárias muito boas, com baixo ataque de pragas e poucos sinais de lesões de doenças, têm dispensado controle até o momento.
Cevada – Na regional de Ijuí, houve um avanço significativo na implantação da cultura, aproximando-se do final da semeadura. As primeiras lavouras semeadas estão em estádio de afilhamento e apresentam pequenos sintomas de ataque de doenças – aparecimento de manchas foliares. As demais áreas estão em início de emergência. Na regional de Erechim, 70% da área está implantada. A maior área prevista nesta safra fica em Sertão, com dois mil hectares com a cultura de cevada.
CULTURAS DE VERÃO
Soja – Com a colheita encerrada, os sojicultores concentram a atenção na comercialização e no planejamento da próxima safra. As áreas ocupadas com soja na safra 2019-2020 dão lugar aos cultivos de inverno, a pastagens e plantas de cobertura do solo, tanto as semeadas quanto as espontâneas. Contratos de venda futura estão abertos, e os agricultores analisam a relação de troca para aquisição dos insumos da próxima safra. Com a divulgação no Plano Safra 2020-2021, iniciam as movimentações para preparo da documentação necessária ao encaminhamento dos financiamentos de custeio.
Milho – Em período de entressafra, os produtores planejam o próximo ciclo atentos ao lançamento do Plano Safra 2020-2021, que trouxe novas taxas de juros para o custeio das lavouras. O preço da soja, principal cultura concorrente por área com o milho no RS, é um fator que impacta na decisão do agricultor no momento de optar por um dos cultivos, e o indicativo é que as áreas com o cereal deverão manter-se estáveis para a próxima safra. O Programa Troca-Troca de sementes, coordenado pela Seapdr, atendeu 45.692 agricultores que fizeram pedidos para a safra e 5.627 para a safrinha em todo o Estado.
Arroz – Com o período da entressafra e os preços estáveis, os produtores demonstram-se satisfeitos com os rendimentos obtidos. Na regional de Pelotas, a maioria dos produtores aproveitou as restevas para o forrageamento dos bovinos de corte. Nas áreas com melhor condição de drenagem, é realizado o preparo antecipado para a próxima safra. Na regional de Porto Alegre, os produtores dedicam-se à limpeza e revisão dos maquinários; alguns fazem a incorporação superficial da resteva com uso de rolo-faca e/ou grade. No período, também são realizadas as coletas de amostra de solo para análise.
PASTAGENS E CRIAÇÕES
A última semana foi excelente para o crescimento de pastos. As pastagens perenes de verão, como tífton e campo nativo, reduzem a capacidade de rebrote, mas como ocorreu apenas geada fraca e as temperaturas foram amenas, continua o rebrote, ainda proporcionando pastejo de bovinos. Apesar da época, as pastagens de verão de campos nativos continuam ofertando volumoso. O clima da semana foi favorável para essas espécies, e a resposta em rebrote foi razoável.
Já os campos nativos nos Campos de Cima da Serra apresentam péssimas condições e volumes; resta apenas macega de péssima qualidade para os bovinos se alimentarem. A geada agravou mais ainda a situação dos campos naturais.
As condições climáticas da semana, com temperaturas amenas, boa radiação solar e ótima umidade do solo, favoreceram as pastagens de inverno formadas por aveia, azevém e trigo duplo propósito, apresentando excelente desenvolvimento, melhorando a atividade fotossintética e por consequência aumentando a área foliar e o volume ofertado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, em locais nos quais ocorreram maiores volumes e melhor distribuição de chuvas em maio, as pastagens de aveia foram diferidas com a retirada dos animais. Essas pastagens se recuperam e apresentam ótimo rebrote. Porém, as pastagens no geral ainda estão atrasadas; houve atraso na semeadura devido ao longo período de escassez de chuvas. Produtores continuam tendo cuidado com o pastejo das áreas de aveia, controlando a lotação de animais para evitar perdas de pasto por pisoteio.
Piscicultura – Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Erechim, Ijuí e Santa Rosa, a boa quantidade de chuvas das últimas semanas melhorou e mesmo normalizou o nível das águas dos açudes. Na de Ijuí, o aumento do volume de água nos tanques possibilitou a despesca de espécies de carpas destinadas aos pesque-pague. É baixa a comercialização de pescado das espécies de carpas. Já na de Passo Fundo, as chuvas ainda não foram suficientes para reestabelecer o nível total de todos os reservatórios utilizados para a criação de peixes. Nesse período de entressafra, os produtores realizam adequações e manejo dos açudes para a próxima safra. Foi registrada a ocorrência de endoparasitas durante despesca em alguns tanques.
A elevação da temperatura em relação à semana anterior propiciou maior consumo de alimento. Os cuidados são redobrados no manejo de alevinos, devido às baixas temperaturas, ao fornecimento de ração para os peixes em horários determinados e suspensão nos períodos mais frios. Com a chegada do frio, as encomendas de alevinos estão suspensas, devendo ser retomadas somente na entrada da primavera-verão. Em Santa Rosa, foram elaborados projetos de microaçudes do convênio entre Prefeitura e Seapdr.
Agro
John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.
No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.
O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.
“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza.
A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.
Juros altos prejudicam a indústria
Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país
“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.
“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.
Brasil no centro da estratégia
Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.
“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.
Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.
A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.
Conectividade no campo
Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.
A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor acessá-los e tomar decisões em tempo real.
Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.
Fonte: Dinheiro Rural.
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Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.
O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.
Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.
A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.
Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.
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1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.
Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.
Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).
Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.
Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.
Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.
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