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Seguradoras já desembolsaram mais de R$ 6 bilhões no RS por causa das enchentes de maio

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Foto: Rafa Neddermeyer/ABr

De acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), as seguradoras já desembolsaram mais de R$ 6 bilhões em indenizações a moradores do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes de maio. O valor corresponde a cerca de 58 mil contratos ao longo dos sete meses que se seguiram à pior catástrofe ambiental da história do estado.

Sinistros por setor

A maioria dos casos está relacionada a seguros residenciais, com 29,8 mil contratos indenizados, totalizando mais de R$ 594 milhões. Apesar disso, o maior volume financeiro foi destinado a seguros de automóveis, que somaram R$ 1,2 bilhão em indenizações para 18,1 mil sinistros.

Por outro lado, os contratos do setor agrícola, mesmo diante das severas inundações na zona rural, foram responsáveis por menos de 1,4 mil pagamentos, com um total de aproximadamente R$ 167 milhões.

Valor abaixo do esperado

A CNSeg afirma que o montante pago até agora está abaixo do inicialmente projetado pelo setor, que era de R$ 7 bilhões. Segundo a entidade, a maioria dos segurados já encaminhou suas solicitações, e não se espera um aumento significativo nas indenizações nos próximos meses.

Apesar de o valor pago ser um dos mais altos já registrados pelo segmento em um único evento, ele representa menos de 10% das perdas totais estimadas, que somam R$ 100 bilhões.

Ressarcimentos a grandes estabelecimentos

Entre os setores indenizados, destacam-se os estabelecimentos de grande porte, como empresas que sofreram danos materiais ou prejuízos devido à interrupção de suas atividades. Esse grupo custou mais de R$ 3 bilhões às seguradoras, com 708 sinistros registrados. Entre os exemplos estão o Aeroporto Internacional Salgado Filho e os estádios Beira-Rio (Inter) e Arena do Grêmio.

Desaceleração no setor

Desde a tragédia de maio, o setor de seguros enfrenta uma redução na demanda por novos contratos no Rio Grande do Sul. A CNSeg atribui essa desaceleração à prioridade das famílias na reconstrução de suas casas.

A entidade projeta que o crescimento do setor como um todo, que inclui seguros, previdência aberta, capitalização e saúde, será menor em 2025. A expectativa de expansão é de 11,6% em 2024 e 10,1% no ano seguinte, refletindo o ritmo mais lento do Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, a arrecadação total do setor deve alcançar R$ 747,3 bilhões, um aumento de R$ 77,8 bilhões em relação ao ano passado.

Seguro social de catástrofe

Uma proposta de seguro social de catástrofe, defendida pelo setor para mitigar os impactos das mudanças climáticas, ainda está em negociação no Congresso Nacional e junto ao governo federal. A CNSeg considera essa iniciativa essencial para ampliar a cobertura em situações de tragédias naturais, mas seu lançamento segue indefinido.

Fonte: Jornal o Sul

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