Derivada do inglês, a expressão “pocketing” significa “colocar no bolso”. Isso não é uma característica normal das relações, mas sim um traço tóxico, como se a relação fosse um segredo, existindo apenas no ambiente privado das pessoas envolvidas.
O conceito está diretamente relacionado a um comportamento tóxico, pois a outra parte não concorda com essa situação. Quando há consenso entre ambos em manter a relação em segredo, não se configura como pocketing.
Para Andréa Alves, psicóloga especializada em atendimento a casais, diversos fatores podem levar alguém a praticar esse tipo de relação, desde experiências ruins em relacionamentos anteriores até uma preferência pessoal por manter o sigilo. No entanto, muitas vezes, a motivação vem de um sentimento de vergonha em relação ao parceiro, seja pela aparência, comportamento ou classe social. Também pode estar ligado à infidelidade, quando a pessoa esconde a relação porque já tem outro compromisso ou deseja continuar se relacionando com outras pessoas.
Dentro desse contexto abusivo, muitas vezes a pessoa que sofre o pocketing acredita que precisa aceitar essa condição, mesmo que não esteja feliz com ela, tentando encontrar justificativas para a postura do parceiro e nutrindo esperanças de que um dia será diferente, o que acaba gerando muito sofrimento psíquico, completa Andréa.
Sinais de alerta
O primeiro passo para identificar se está em um relacionamento pocketing é observar o comportamento do parceiro e avaliar se as condições da relação são transparentes e satisfatórias para ambos. Quando se constata um comportamento traiçoeiro, a melhor opção é buscar formas de sair da relação.
Fonte: GZH