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Saiba como identificar uma arritmia cardíaca

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Foto: Freepik

Quando falamos sobre arritmia, muitas pessoas acreditam que essa condição leva diretamente à morte súbita. No entanto, isso nem sempre é verdade. Embora o risco de morte súbita associado a arritmias cardíacas exista, como no caso recente do jogador de futebol Juan Izquierdo, é importante compreender que a arritmia é uma condição com diferentes cenários, associada a várias doenças, e que nem sempre coloca a vida em risco.

O cardiologista Ricardo Ferreira, especialista em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica, explica que a arritmia é basicamente uma alteração no ritmo cardíaco. Existem três tipos principais: bradicardia, quando os batimentos são muito lentos; taquicardia, quando são muito rápidos; e um ritmo irregular, que pode alterar os batimentos, mas os mantém dentro de uma faixa aceitável, entre 50 e 100 batimentos por minuto.

Muitas vezes, essas alterações podem ser benignas, relacionadas a fatores como desenvolvimento, respiração ou comportamento, e não exigem tratamento específico. No entanto, há casos malignos, geralmente associados a doenças cardíacas graves, como problemas nas artérias coronárias ou Doença de Chagas.

Aqui estão algumas orientações que podem ajudar a identificar a arritmia e buscar ajuda médica:

– Como saber se você tem arritmia e qual tipo? Ficar atento aos sintomas é o primeiro passo. Tontura, cansaço, falta de ar e indisposição para atividades normais podem ser sinais de alerta.

– A queixa mais comum está ligada à taquicardia, pois a alta frequência dos batimentos chama rapidamente a atenção. No entanto, diagnosticar uma arritmia pode ser desafiador, já que fora dos episódios de crise, os exames costumam ser normais. Nesse caso, exames como o estudo eletrofisiológico são fundamentais para identificar o problema antes que ele se manifeste.

– Quando o coração sai do ritmo, o fluxo sanguíneo pode ser comprometido, afetando órgãos do corpo. Se o cérebro não recebe sangue adequadamente, a pessoa pode ficar mais quieta e apática; se o problema afeta o fluxo para os músculos, pode haver cansaço excessivo.

– As arritmias malignas podem impactar significativamente a qualidade de vida e aumentar o risco de AVC ou até mesmo morte súbita, mas tudo depende do tipo de arritmia.

– Em alguns casos, a arritmia é assintomática, o que reforça a necessidade de uma avaliação médica abrangente, considerando hábitos de vida, histórico familiar de doenças cardíacas e uma análise detalhada do eletrocardiograma.

– Mesmo pequenas variações no ritmo cardíaco, consideradas normais, podem afetar a qualidade de vida ou evoluir para algo mais sério. Portanto, é essencial estar atento aos sinais e manter consultas de rotina em dia. Além disso, um estilo de vida saudável e o gerenciamento do estresse sempre beneficiam o coração.

Fonte: Jornal o Sul

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