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Saúde

Relatório mostra que nenhum gaúcho ficou sem leito durante a pandemia

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Foto: Divulgação/SES

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Acompanhada de diretores, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, apresentou à Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (7), em audiência pública por videoconferência, o relatório de ações e prestação de contas do 2º quadrimestre de 2020.

 

O foco da Secretaria da Saúde (SES) durante este período foi intensificar o enfrentamento à epidemia da Covid-19, a fim de proteger a saúde da população no que havia de mais urgente no momento.

Depois da apresentação do relatório pelo diretor da Assessoria Técnica de Planejamento (Assteplan), Cristian Guimarães, a secretária Arita descreveu o documento como uma síntese objetiva de material muito mais extenso e que marcava o período mais crítico da pandemia, de maio a agosto, quando, apesar da alta demanda, nenhum cidadão ficou sem leito por falta de vaga. A secretária informou que houve até uma folga de leitos vazios, pois o Estado ampliou as vagas de UTI de 933 para 1.882 leitos, um aumento de 102%.

Arita listou várias ações, com destaque para a abertura dos hospitais de Guaíba e de Santa Maria, além da UTI no Hospital de Charqueadas. Celebrou, ainda, a abertura de 40 leitos de UTI na Costa Doce, além da ampliação da testagem para Covid-19 e da compra de 230 respiradores. E projetou para o último quadrimestre do ano o desafio de “resgatar o pleno funcionamento das unidades prestadoras de serviço e hospitais, para que a população volte a ser atendida, já que parou de buscar atendimento durante a pandemia”.

A diretora do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial (Daha), Lisiane Fagundes, lamentou as mortes ocorridas no território gaúcho em decorrência da doença, mas frisou que nenhuma delas ocorreu por falta de assistência hospitalar adequada. “Conseguimos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) atender a toda população que necessitou de atenção especializada para o cuidado do coronavírus. Não perdemos vidas por falta de acesso”, falou Lisiane. “Conseguimos manter um dos menores índices de óbitos em relação ao resto do Brasil graças ao trabalho integrado entre todos os setores da Secretaria e do Governo do Estado, assim como o apoio da população, dos deputados, do Ministério da Saúde, e demais entidades que se envolveram com o enfrentamento à pandemia”, completou.

A discussão neste momento se volta ao estudo para que os novos leitos sejam permanentes e possam atender não mais apenas Covid-19, mas outras enfermidades. “Estamos identificando quais destes leitos que foram habilitados temporariamente são estratégicos para continuar em funcionamento, que preenchem vazios assistenciais e possuem interesse público, e, também, qual será o valor de custeio recebido pelo Ministério da Saúde”, falou a secretária Arita.

Em relação à testagem para Covid-19, a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Tani Ranieri, esclareceu que, durante o período, houve um aumento de 66% na capacidade diária de realização de exames RT-PCR (biologia molecular) por meio do programa Testar RS. No total, de 1° de maio a 31 de agosto foram realizados 39.361 testes RT-PCR.

O diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade, reforçou que a expectativa era de que o Rio Grande do Sul fosse um dos piores Estados em índices de óbitos, devido ao nosso inverno rigoroso, mas, graças a muito trabalho, não foi isso que aconteceu. “Teremos agora que voltar às atenções a outras áreas da saúde, que ficaram em segundo plano”, lembrou o diretor.

Neste sentido, outro assunto destacado foi o aumento de leitos especializados em saúde mental e a organização da regulação desta especialidade. “Antes, tínhamos regulação para agravos de saúde mental apenas na Região Metropolitana e estamos expandindo para todas as regiões, além da contratação de mais profissionais desta área”, completou Elsade.

A secretária Arita ainda colocou a importância da mudança de comportamento trazida pela pandemia: “A população deverá, daqui para a frente, manter hábitos de higiene e proteção, como uso de álcool em gel e máscaras, tanto como uma precaução individual quanto nas atividades econômicas”.

 

Regularidade dos pagamentos

Um dos destaques do trabalho da Secretaria da Saúde no 2º quadrimestre de 2020 foi a quitação de dívidas históricas com hospitais e municípios gaúchos, além de manter a regularidade de todas as obrigações mensais para a manutenção e custeio dos serviços ofertados pelo SUS. No mês de setembro, foi paga a 16ª e última parcela da dívida herdada de gestões anteriores, datada de 2014 a 2018.

O deputado Thiago Duarte saudou a equipe da SES pelo ótimo trabalho realizado com os recursos públicos destinados à saúde gaúcha e a transparência de informações da destinação de todos os valores recebidos pelo Ministério da Saúde. Também elogiou a compreensão da importância das emendas parlamentares e a agilidade com que os valores chegaram ao destino, beneficiando quem mais precisa.

A deputada Zilá Breitenbach, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, elogiou a maneira didática como o relatório foi apresentado. Agradeceu à equipe da SES pela condução dos trabalhos frente à pandemia e a disposição de Arita em sempre atender às demandas dos deputados.

 

 

Saude.rs.gov

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Vida & Saúde recebe Selo Ouro no Programa do Prestador da Unimed

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O Hospital Vida & Saúde obteve o Selo Ouro no Programa do Prestador 2024 da Unimed Fronteira Noroeste/RS. O programa avalia prestadores de serviços de saúde credenciados na Unimed, premiando de acordo com o desempenho de cada instituição.

“Manter a excelência dos nossos serviços, com qualidade e segurança no atendimento, é um dos principais objetivos do Hospital, por isso, este tipo de avaliação é tão relevante para a instituição”, destaca a diretora-geral Vanderli de Barros.

O programa avalia desde a documentação legal obrigatória, passando por indicadores de qualidade e segurança do paciente e a gestão de reclamações. Além de avaliar, o programa incentiva boas práticas de segurança do paciente, visando a garantia da entrega de serviços de qualidade para a população.

Com média acima dos demais hospitais avaliados, o Vida & Saúde foi uma das quatro instituições da região a receber o Selo Ouro.

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Mutirão de vacinação contra a gripe vai ser realizado nesta terça-feira

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A Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa (FUMSSAR) informa que irá realizar, nesta terça-feira (15/04), um mutirão especial de vacinação contra a gripe. A ação acontecerá em horário estendido, das 17h30min às 21h, em todas as Unidades Básicas de Saúde do município, com exceção da UBS Bela União. A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso da população, especialmente de quem não consegue comparecer durante o horário comercial.

Na última semana, a FUMSSAR recebeu uma nova remessa de vacinas contra o vírus influenza, que já foi distribuída entre as unidades. Na UBS Bela União, a vacinação será realizada em horário habitual, das 08h às 12h e das 13h30min às 17h.

Nos demais dias, a campanha de vacinação segue acontecendo conforme o cronograma de cada UBS. A imunização é destinada aos grupos prioritários, conforme listado abaixo.

Grupos prioritários para vacinação contra a gripe:

  • Pessoas acima de 60 anos
  • Crianças de 6 meses até menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes
  • Puérperas (até 45 dias após o parto)
  • Profissionais de saúde
  • Professores
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
  • Profissionais de transporte coletivo rodoviário
  • Caminhoneiros
  • Profissionais portuários
  • Profissionais das forças de segurança e salvamento
  • Profissionais das Forças Armadas
  • Profissionais dos Correios
  • Pessoas em situação de rua
  • Indígenas e Quilombolas

Documentação necessária:

Para receber a vacina, é preciso apresentar um documento com foto e a caderneta de vacinação. Profissionais da saúde e professores devem levar comprovante de vínculo com a instituição em que atuam (como crachá ou holerite). Gestantes devem apresentar a carteira de pré-natal, e puérperas, um comprovante de parto realizado há até 45 dias.

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16ª Conferência Municipal de Saúde reúne comunidade para debater melhorias no SUS em Santa Rosa

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A Prefeitura de Santa Rosa, em parceria com o Conselho Municipal de Saúde e a FUMSSAR, realizou nos dias 11 e 12 de abril, a 16ª Conferência Municipal de Saúde, no auditório da Unijuí. O evento reuniu 260 delegados, entre usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviços de saúde, além de autoridades e da comunidade. Pela primeira vez, foi realizada de forma simultânea a 1ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador(a) de Santa Rosa.

Com o tema “O SUS e você: Protagonistas da sua saúde”, as conferências foram marcadas por debates intensos, construção coletiva e participação efetiva dos segmentos representativos da saúde. Ao todo, foram apreciadas 329 propostas ao longo dos dois dias de programação. Durante a abertura, o presidente das conferências, Dr. Fábio Queruz, médico da Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa, destacou a importância do engajamento da população, “Este espaço é essencial para reafirmarmos o compromisso coletivo com a saúde pública, onde cada cidadão é protagonista na construção de um SUS mais forte, inclusivo e eficiente”.

A conferência também apresentou um retrato da diversidade e do engajamento dos participantes: a maioria era do gênero feminino (72,6%), com 48,4% representando o segmento de usuários e 46,6% participando pela primeira vez de uma conferência de saúde. As faixas etárias predominantes foram de 30 a 50 anos (37,2%) e de 20 a 30 anos (21,7%).

Além das propostas locais, foram eleitos os delegados que representarão Santa Rosa na 4ª Conferência Estadual da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, nos três segmentos: usuários, trabalhadores e gestores/prestadores.

Entre as propostas que serão encaminhadas ao Estado, destacam-se temas como:

– A promoção de ações intersetoriais para melhorar a saúde do trabalhador;

– A valorização dos profissionais da saúde, com incentivo à fixação no município;

– A criação de políticas de saúde mental no trabalho com enfoque multiprofissional;

– A inclusão da saúde do trabalhador na Rede de Atenção à Saúde do SUS;

– O incentivo à permanência do produtor no campo, com programas de diversificação e apoio à agroindústria familiar;

– A adequação da carga horária de trabalho, respeitando o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

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