O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela coordenação do exame, divulgou dados comparativos das inscrições de pessoas com 60 anos ou mais desde 2015:
- 2015: 10.685
- 2016: 13.021
- 2017: 9.619
- 2018: 9.704
- 2019: 8.259
- 2020: 11.768
- 2021: 6.004
- 2022: 5.900
- 2023: 8.531
- 2024: 9.950
O Ministério da Educação (MEC) destaca que o aumento de pessoas idosas entre os candidatos do Enem reflete a elevação da expectativa e da qualidade de vida dos brasileiros.
De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais é de 32,1 milhões, comparado a 20,5 milhões em 2010.
O Censo da Educação Superior 2023 também reflete esse crescimento, com quase 10 milhões de matrículas em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, sendo 60.735 de estudantes com 60 anos ou mais. Quase metade desses alunos (30.692) ingressou no ensino superior em 2023, segundo o MEC.
O MEC também informou que, entre os quase 10 mil candidatos com mais de 60 anos, 558 são estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), voltada para pessoas com mais de 18 anos que não tiveram acesso à educação ou não concluíram na idade certa. A maioria dos inscritos (1,8 milhão) já concluiu o ensino médio, e 1,6 milhão se formam em 2024.
Entre os inscritos, 841.546 (19,4%) são estudantes do primeiro e segundo ano do ensino médio, e 24.723 (0,6%) não cursaram nem completaram o ensino médio, sendo considerados “treineiros”, cujos resultados servem apenas para autoavaliação.
De acordo com a plataforma interativa do Inep, as mulheres representam 60,59% dos inscritos, enquanto os homens somam 39,41%. Em relação ao custo da inscrição, 63,6% são isentos da taxa, enquanto 36,4% pagaram o boleto de R$ 85.
Quanto à raça e/ou cor, a maioria dos candidatos se declara parda (1.860.766), seguida de branca (1.788.622), preta (533.861), amarela (62.288) e indígena (29.891). Mais de 50 mil participantes não declararam raça ou cor.