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Qual o custo de produção de um PlayStation 5?

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Para ter um PlayStation 5 debaixo da árvore de Natal neste ano um gamer terá que desembolsar, nos EUA, entre US$ 399 e US$ 499 dólares.

 

 

Mas esse é o preço do console para o consumidor final. Calcular o custo de produção de um PlayStation 5, ou seja, quanto a Sony gasta para fabricar uma unidade do console, é um exercício muito mais difícil do que parece.

Isso porque o preço final de venda de um console de videogame pode, surpreendentemente, ser bem menor que o custo real de produção. Sim, eu sei que à primeira vista isso não faz sentido. Mas vamos explicar.

 

Quer pagar quanto?

Basicamente, ao calcular o preço inicial de um console a fabricante não considera apenas quanto ele custa para ser produzido, mas sim o quanto o consumidor está disposto a pagar. E ao longo dos anos a empresa trabalha para reduzir o custo e aumentar a margem de lucro.

Isso acontece devido a vários fatores, entre eles um modelo de negócios conhecido como “barbeadores e lâminas”. Nele um produto, no exemplo os barbeadores, é vendido por um preço abaixo do custo para estimular as vendas de um item complementar, no caso as lâminas, onde a margem de lucro é maior. No mercado de videogames os “barbeadores” são os consoles, e as “lâminas” são os jogos, acessórios e serviços associados.

 

 

O raciocínio é simples: quanto mais consoles forem vendidos, mais pessoas comprarão jogos e assinaturas de serviços online, como a PSN e Xbox Live. Portanto, é de interesse das fabricantes “perder” um pouco de dinheiro no começo da vida de um console, para ganhar mais a longo prazo.

Além disso, no momento em que um novo console é lançado ele está recheado com tecnologia de ponta e seu volume de produção é baixo, ambos fatores que aumentam significativamente o custo.

Um console de US$ 600 provavelmente encalharia nas prateleiras, e nunca atingiria um volume de produção suficiente para que o custo seja reduzido. Mas um console de US$ 400 é muito mais atraente ao consumidor. O maior volume de vendas acaba ajudando a reduzir o custo até que o segundo fator, o preço dos componentes, também caia com a evolução da tecnologia.

 

 

 

É nesse momento, dois ou três anos após o lançamento, que as fabricantes costumam lançar “versões slim” dos consoles, que apesar do preço menor tem margem de lucro bem maior, já que os componentes custam menos.

 

Um bom exemplo: o PlayStation 3

A Microsoft foi a primeira empresa a colocar um console de videogame de sétima geração no mercado. O Xbox 360 foi lançado em novembro de 2005, custando a partir de US$ 299.

Já o PlayStation 3 mais básico (com HD de 20 GB), lançado um ano depois, custava US$ 499. À primeira vista pode parecer que a Sony foi “fominha” e decidiu não abrir mão do lucro, mas a verdade é que mesmo com esse preço ela tinha um imenso prejuízo.

Um levantamento da empresa de análise de mercado iSupply na época estimou que o custo de produção de um PlayStation 3 com HD de 20 GB (o modelo básico) era de US$ 805,85, ou US$ 840,35 no modelo de 60 GB. Isso significava que a Sony perdia de US$ 306 a US$ 241 dólares, respectivamente, a cada console vendido.

O resultado é que no ano fiscal que terminou em março de 2007 a divisão responsável pelo console, a Sony Computer Entertainment (SCEI), amargou um prejuízo de US$ 2 bilhões. Mas se a Sony não tivesse feito este sacrifício não conseguiria vender seu console, e a sétima geração de videogames teria sido dominada pela Microsoft e pelo Xbox 360.

 

Calculando o preço de custo

Só a Sony sabe exatamente o custo de produção de um PlayStation 5, mas analisando os componentes usados é possível ter uma estimativa. Em fevereiro deste ano, antes de o preço do videogame ser anunciado, a Bloomberg estimou este valor em cerca de US$ 450 a unidade.

Segundo o artigo, os maiores responsáveis por este valor eram os chips de DRAM (memória RAM) e NAND Flash (armazenamento). O console tem 16 GB de DRAM e 825 GB de armazenamento interno em um sistema feito sob medida, com chips soldados na placa-mãe.

 

 

Este valor teria feito a empresa a “esperar” um anúncio do preço do Xbox Series X para definir o preço do PlayStation 5, algo que normalmente é feito em fevereiro para que a produção possa ser iniciada no segundo trimestre do ano.

Um artigo da IGN menciona que o custo de produção de um PlayStation 4, quando o console foi lançado, era de U$ 381, e que o console chegou às lojas por US$ 399. Por essa lógica, com um custo de produção de US$ 450 um PlayStation 5 deveria custar pelo menos US$ 499.

É exatamente este o preço do modelo base do console, equipado com um drive de Blu-Ray. A versão “All Digital”, sem unidade ótica, é vendida a US$ 399, mas isso pode ser explicado pelo fato de que a distribuição digital de jogos tem custo menor do que a mídia física, portanto a margem de lucro da Sony em cada jogo comprado na PSN é maior.

 

Foto 1 de fotos práticas do PlayStation 5

 

A Sony, entretanto, nega que o preço tenha sido influenciado pela rival. Em declaração à revista Edge o diretor da Sony Interactive Entertainment, Jim Ryan, afirma: “nosso preço foi definido no início deste ano, antes do lockdown”, afirmou.

Quando pressionado se a Sony havia considerado mudar o preço do console em algum momento, Ryan reforçou: “Não, não. Conseguimos lançar o PlayStation 5 a US$ 399, com todo o poder de processamento e recursos que ele tem, o mesmo preço pelo qual lançamos o PS4 em 2013. Isso foi importante para nos, e estamos felizes em ter conseguido isso”.

Vale notar que Ryan tem o cuidado de mencionar o preço do console sem drive ótico, que como já dissemos tem margem de lucro maior para a Sony. Isso faz com que ele soe mais barato que o rival Xbox Series X, que custa US$ 499. Mas vale lembrar que a Microsoft vende uma versão de menor custo e menor poder de processamento, chamada, Series S por US$ 299.

No Brasil o PlayStation 5 custa R$ 4.199 e R$ 4.699, respectivamente. Já o Xbox Series X sai por R$ 4.599, e o Series S por R$ 2.799.

 

 

Olhar Digital

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Tecnologia

Justiça do Trabalho gaúcha registra aumento no número de ataques hackers

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O TRT4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região), com sede em Porto Alegre, registrou um aumento significativo no número de ataques cibernéticos efetivos – aqueles que geram algum impacto nos sistemas – entre 2022 e 2024.

Enquanto 12 incidentes foram contabilizados em 2022 e 13 em 2023, o número saltou para 19 em 2024. No entanto, o diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações da Corte, André Farias, ressaltou que o volume de tentativas de ataques virtuais registrado diariamente é muito maior.

“Centenas de milhares de tentativas de ações maliciosas são registradas todos os dias, 24 horas por dia, todas devidamente bloqueadas pelos sistemas de segurança da informação”, afirmou Farias.

“O número, a complexidade e o poder danoso dos ataques têm aumentado cada vez mais ao longo dos anos”, disse o diretor, destacando a importância de manter sistemas robustos e atualizados para conter essas ameaças.

Somente entre 11 e 21 de novembro de 2024, os sistemas do tribunal bloquearam um robô (programa automatizado) que disparou 183 milhões de requisições ao sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). Frente ao avanço dos ataques hackers, o TRT4 tem intensificado a sua defesa cibernética.

Os ataques hackers mais frequentes enfrentados pela Justiça do Trabalho gaúcha são varreduras de rede, phishing e negação de serviço distribuído (DDoS, na sigla em inglês).

As varreduras de rede tentam identificar vulnerabilidades nos sistemas para futuras explorações. O phishing busca capturar credenciais de usuários ou induzi-los a executar programas maliciosos (softwares prejudiciais). Já os ataques DDoS visam sobrecarregar os sistemas e indisponibilizar o acesso a serviços digitais, como o PJe e o site do TRT4.

A origem dos ataques, muitas vezes, é mascarada por meio de técnicas que dificultam a identificação dos agressores. Contudo, investigações apontaram ações de organizações criminosas internacionais altamente especializadas.

 

Fonte: O Sul.

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Destaque

Instagram abandona formato quadrado e divide reações entre os usuários

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Foto: Divulgação
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O Instagram deixou para trás sua icônica organização quadrada (1:1) e passou a exibir imagens na proporção 4:5, mais retangular e vertical. A mudança, implementada no último fim de semana, tem gerado intensos debates entre os usuários.

Impactos na experiência visual

  • A nova proporção foi aplicada retroativamente, alterando o layout de todas as postagens já existentes.
  • Perfis que mantinham uma estética baseada no antigo formato quadrado tiveram sua organização desconfigurada, gerando insatisfação.
  • Muitos usuários recorreram a outras plataformas, como Threads e X, para expressar frustração com o novo layout, alegando que ele “bagunçou” seus feeds planejados.
  • O diretor do Instagram, Adam Mosseri, reconheceu em publicação nos Stories que a mudança pode causar estranhamento inicial, mas defendeu o novo formato como uma evolução necessária.
  • Segundo Mosseri, a maioria das fotos e vídeos já eram capturados na orientação vertical, e a adaptação ao antigo formato quadrado comprometia a exibição do conteúdo.

Repercussão entre criadores e usuários

A alteração tem sido particularmente controversa entre criadores de conteúdo e artistas que planejavam suas grades de perfil como verdadeiras galerias visuais. Muitos relataram que suas composições harmônicas foram desfeitas sem aviso prévio.

“É frustrante ver um trabalho de meses ser desfeito por uma mudança inesperada. A estética era um dos diferenciais do Instagram”, lamentou um fotógrafo que utiliza a plataforma como portfólio.

Por outro lado, alguns usuários enxergam a novidade como uma oportunidade. “Agora, meus vídeos e fotos aparecem de forma mais completa. Isso pode melhorar a experiência de quem acompanha meu conteúdo”, avaliou um influenciador digital.

Fonte: Olhar digital

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Geral

WhatsApp lança recurso para transformar áudios em texto; aprenda a utilizar

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Foto: Reprodução
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O WhatsApp lançou um novo recurso que permite transformar mensagens de áudio em texto, oferecendo mais praticidade para os usuários, especialmente em situações em que ouvir o áudio não é conveniente, como em ambientes barulhentos ou ao lidar com mensagens longas.

Essa funcionalidade visa facilitar o acesso ao conteúdo das mensagens de voz de forma rápida e eficiente. Agora, será possível ler o que foi dito em uma gravação sem precisar ouvi-la. O recurso será liberado gradualmente nas próximas semanas, inicialmente em alguns idiomas, com a previsão de expansão para outras línguas nos meses seguintes.

Para ativar a transcrição de mensagens de voz, é necessário seguir alguns passos simples nas configurações do aplicativo:

  1. Acesse as Configurações do WhatsApp;
  2. Clique na opção “Conversas”;
  3. Selecione “Transcrição de mensagens de voz” e ative a funcionalidade;
  4. Escolha o idioma preferido para a transcrição;
  5. Depois de configurado, pressione o áudio que deseja transcrever e selecione a opção “Transcrever”. O texto correspondente aparecerá na tela, permitindo que o conteúdo seja lido rapidamente.

As transcrições são armazenadas apenas no celular do usuário e protegidas por criptografia de ponta a ponta, o que garante a segurança e privacidade das mensagens convertidas. Isso significa que nem o WhatsApp nem terceiros têm acesso ao conteúdo transcrito.

Este recurso traz várias vantagens, como economizar tempo ao ler mensagens longas, além de permitir que o conteúdo seja acessado em momentos em que não é possível ouvir o áudio. Também é uma solução prática para quem prefere ler informações ou para pessoas com dificuldades auditivas.

Embora o recurso de transcrição de áudios já tenha sido anunciado, a plataforma ainda não revelou uma data exata para sua liberação global. A empresa está trabalhando para expandir a funcionalidade aos poucos, com a promessa de garantir uma experiência otimizada para os usuários. Com a criptografia de ponta a ponta, a transcrição mantém o alto padrão de segurança do WhatsApp, garantindo que apenas o usuário tenha acesso ao conteúdo convertido.

Fonte: O Sul

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