A semeadura tardia ocorre em todo o Brasil. Em 55,9% da área projetada até 4 de novembro, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, a percentagem é quase 10% menor em relação à mesma época do ano passado, com 64,6%, mas está acima da média dos últimos 5 anos, de 54,1%. Segundo Dal Prá, o Rio Grande do Sul está com 10% de sua área semeada, mas isso é esperado, uma vez que no Estado se planta mais tarde, devido ao clima.
Também segundo o vice-presidente da Aprosoja, Décio Teixeira, a semeadura da soja está em andamento normal – apenas mais atrasada este ano em função da colheita do trigo – e as terras que estavam disponíveis já foram plantadas. Teixeira descarta a possibilidade de o atraso estar relacionado a protestos pelo resultado das eleições, como foi especulado por alguns agentes do setor.
Dal Prá também não considera essa possibilidade. “Talvez isso ocorra pontualmente, mas não de forma generalizada”, acredita. Ao mesmo tempo, ele diz que isso não deve afetar a produção. “Estamos dentro do período indicado, pequenos atrasos não implicam em grandes problemas, estamos dentro do zoneamento, então dentro do plantio”, afirma.