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Procurador-Geral da Venezuela acusa Lula de colaboração com a CIA: “Não é a mesma pessoa”

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Foto:Foto: Ricardo Stuckert/PR

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, acusou os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Chile, Gabriel Boric, de serem “agentes da CIA”, o serviço de inteligência dos Estados Unidos.

“Quem é o porta-voz que eles utilizam para dizer as coisas mais bárbaras contra nosso país através dessa chamada ‘esquerda’? O senhor Boric, que agora está acompanhado por Lula. Para mim, Lula foi cooptado na prisão. Essa é a minha teoria. Parte dessa chamada esquerda cooptada pela CIA e pelos Estados Unidos na América Latina agora tem dois porta-vozes: Lula, que não é o mesmo que saiu da prisão. Ele não é o mesmo em nada: nem no físico, nem na forma como se expressa,” afirmou Saab.

As acusações de Tarek Saab, chefe do Ministério Público venezuelano e aliado do presidente Nicolás Maduro, contra Lula são infundadas e não há evidências de que o presidente brasileiro tenha qualquer relação desse tipo com a CIA. Em entrevista à televisão estatal venezuelana, o procurador-geral reiterou críticas ao posicionamento de Lula sobre a eleição venezuelana de 28 de julho. Lula exige a publicação das atas eleitorais para reconhecer a vitória de Maduro.

Saab também argumentou que Lula só foi eleito porque um órgão da Justiça brasileira, no caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), validou o resultado das urnas, e que o mesmo deveria ocorrer na Venezuela. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, usou o mesmo argumento. No entanto, as situações não são comparáveis: ao contrário do que ocorre na Venezuela, o TSE é um órgão independente e a eleição no Brasil foi validada por observadores internacionais.

O presidente Maduro foi declarado vencedor da eleição na Venezuela pelo CNE, mas as atas eleitorais não foram publicadas, gerando protestos da oposição e da comunidade internacional, que alegaram falta de transparência. O resultado foi referendado pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano, que proibiu a divulgação das atas.

O Tribunal Supremo de Justiça e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela são alinhados ao regime chavista e foram apontados como não independentes do governo Maduro e parciais por uma missão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Fonte: O Sul

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