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Presença de mulheres nas câmaras municipais de vereadores cresce e vai a 18% dos eleitos no Brasil

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Foto: Roberto Jayme/TSE

O número de mulheres eleitas para as câmaras municipais no Brasil aumentou em 13% nas eleições de 2024 em comparação com as de 2020, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2020, de um total de 58.094 vagas para vereadores, 9.371 (16,13%) foram ocupadas por mulheres. Em 2024, esse número subiu para 10.603 (18,24%) de um total de 58.309 vagas.

Em termos absolutos, sem levar em conta o aumento de vagas devido ao crescimento populacional, o país ganhou 1.232 novas vereadoras.

Apesar desse crescimento, a proporção de mulheres eleitas ainda está distante de refletir seu percentual no eleitorado. Segundo dados da Justiça Eleitoral de julho de 2023, as mulheres compõem 52,4% dos eleitores, ou seja, 81,8 milhões de pessoas aptas a votar. Já os homens representam 47,5%, com 74 milhões de eleitores.

Em São Paulo, por exemplo, a Câmara Municipal elegeu 20 mulheres, sete a mais do que em 2020. Isso significa que, na capital paulista, as mulheres representam 36,3% dos 55 vereadores, quase o dobro da média nacional.

Enquanto o número de mulheres eleitas aumentou, o total de homens eleitos para as câmaras municipais caiu em 1.048. Nas eleições de 2020, os homens representavam 83,87% dos vereadores (48.723 eleitos), caindo para 81,76% (47.675) em 2024.

Tendência de aumento da representação feminina

O crescimento da presença feminina nas câmaras municipais segue uma tendência observada desde 2008, mas que ganhou força nas últimas duas eleições. Entre 2016 e 2020, o aumento foi de 19,4%, passando de 7.810 mulheres eleitas (13,50%) para 9.371 (16,13%).

Nas eleições anteriores, o crescimento foi mais modesto. Entre 2012 e 2016, o percentual de mulheres eleitas passou de 13,33% para 13,50%, e em números absolutos, subiu de 7.652 para 7.810. Já entre 2008 e 2012, o aumento foi de 12,53% para 13,33%, com o número de vereadoras eleitas passando de 6.489 para 7.652.

Nos últimos 20 anos, a única queda na representação feminina ocorreu entre 2004 e 2008, quando a proporção de mulheres eleitas caiu de 12,63% (6.548) para 12,53% (6.489).

Fonte: Jornal o Sul

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