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Prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é preso em operação da polícia e do MP

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Ofensiva é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto “QG da Propina” na prefeitura carioca

 

A nove dias de deixar o cargo, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (22) em ação da Polícia Civil e do Ministério Público (MP). A ofensiva é um desdobramento da Operação Hades, de março, que investiga um suposto “QG da Propina” no Executivo carioca.

Crivella foi detido em casa, na Barra da Tijuca. Ele atribuiu a prisão à “perseguição política” e disse esperar “justiça”.

Foi o governo que mais atuou contra a corrupção — declarou Crivella ao chegar à Cidade da Polícia, no bairro do Jacarezinho, na zona norte do Rio, em rápida coletiva, pouco após as 6h30min.

Também foram presos empresário Rafael Alves, o delegado aposentado Fernando Moraes (ex-vereador e que foi chefe da Divisão Antissequestro), o ex-tesoureiro de campanha de Crivella, Mauro Macedo, além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos. Há um mandado contra o ex-senador Eduardo Lopes, mas ele não foi encontrado em casa.

Em setembro, o MP e a Polícia Civil já haviam deflagrado operação contra Crivella. Na ocasião, buscas foram feitas na casa do prefeito, na sede da prefeitura e no Palácio da Cidade, onde ele despacha. Um celular do político foi apreendido na ação.

A investigação teve como ponto de partida a delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso no âmbito da operação Câmbio Desligo, um dos desdobramentos da Lava-Jato fluminense. Veio dele a expressão “QG da Propina” para se referir ao esquema, que teria como operador Rafael Alves, homem forte da prefeitura, apesar de não ter cargo oficial. Ele é irmão do ex-presidente da Riotur, Marcelo Alves — os dois foram os principais alvos dos mandados de março, e Marcelo foi exonerado logo depois.

O suposto QG funcionaria assim, de acordo com o delator: empresas interessadas em trabalhar para o Executivo carioca entregavam cheques a Rafael, que faria a ponte com a prefeitura para encaminhar os contratos. O esquema também funcionaria no caso de empresas com as quais o município tinha dívidas — aqui, o operador mediaria o pagamento.

Com o afastamento de Crivella da prefeitura, o primeiro na linha sucessória é o presidente da Câmara de Vereadores do Rio, Jorge Felippe (DEM), uma vez que o vice na chapa vencedora em 2016, Fernando Mac Dowell, faleceu em 2018, vítima de um enfarte.

 

 

FONTE: ClicRBS

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