Por que os serviços de streaming estão cada vez mais repletos de anúncios?
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Por que os serviços de streaming estão cada vez mais repletos de anúncios?

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Quando os serviços de streaming chegaram ao mercado, parte de sua atratividade era eliminar os anúncios.

 

Muitos consumidores trocaram a televisão para assistir a programas sem interrupções no streaming. A tendência chacoalhou a indústria do entretenimento e trouxe uma experiência nova e sob demanda aos consumidores.

Agora, porém, ansiosas por aumentar a receita, as empresas de streaming estão inserindo anúncios em seus produtos. No final de setembro, por exemplo, a Amazon anunciou que vai incluir anúncios no seu serviço Prime Video em pelo menos 10 mercados no mundo até 2024, juntando-se a outras empresas do ramo que já embarcaram na mudança.

Os consumidores de streaming voltarão a uma situação semelhante à anterior, com intervalos comerciais e um valor pago que pode chegar próximo aos pacotes da TV a cabo — em casos, por exemplo, em que um usuário assina várias plataformas em pacotes compartilhados.

Essa mudança ocorre no momento em que muitas empresas do setor enfrentam grandes dívidas, diz Anthony Palomba, professor da Escola de Negócios Darden da Universidade da Virgínia, nos EUA.

Isto deve-se ao custo dos investimentos em conteúdos, taxas de licenciamento e outras despesas que estas empresas fizeram para expandir o seu catálogo e competir com outras. Agora, as companhias buscam o retorno desses investimentos — e os assinantes pagarão a conta.

O Peacock, serviço da NBCUniversal, por exemplo, ganhou 4 milhões de assinantes no último trimestre, elevando a base total para 28 milhões de assinantes. O produto também teve aumento de 80% no número de assinantes na comparação com o ano anterior.

O crescimento de assinantes ocorreu mesmo quando a empresa começou a cobrar pelo plano com anúncios (anteriormente gratuito) e aumentou os preços das opções sem anúncios.

Hulu e Disney+ aumentaram os preços de suas opções sem anúncios, enquanto mantiveram o preço da lucrativa fatia de planos com anúncios.

A Netflix, pioneira no streaming, introduziu anúncios pela primeira vez em muitos países do mundo.

As empresas estão tomando medidas para mudar os seus modelos de negócio originais, explica Dave Simon, chefe de iniciativas de crescimento da Moloco, uma empresa de publicidade sediada nos EUA.

“A maioria das grandes empresas de conteúdo viu uma oportunidade de ir direto ao consumidor, em vez de passar pelos canais de distribuição típicos, os operadores de TV a cabo”, diz ele.

“Todas tentaram construir um negócio, sendo a assinatura a principal fonte da receita.”

“Agora que estamos vendo os padrões de consumo dos clientes se estabilizarem, é hora de reavaliar se essa foi ou não a aposta certa”.

Os consumidores passaram o último ano experimentando diferentes ofertas à medida que o mercado se expandia, de modo que o número de assinaturas tem aumentado em geral, diz ele.

No entanto, em setembro, cerca de 6% de todos os assinantes de streaming nos EUA cancelaram serviços, a maior taxa já registrada.

“À medida que os consumidores avaliam e reavaliam o que podem pagar mês a mês, as empresas de streaming precisam decidir se permanecerão com as ofertas de assinatura atuais ou se apostarão mais nas opções sustentadas por anúncios”, diz Simon.

As mudanças irritaram muitos assinantes, se não os surpreenderam. No entanto, a busca de rentabilidade das empresas de streaming supera as frustrações dos consumidores.

“Durante muito tempo, diversas empresas de streaming não conseguiram concretizar a capacidade de obter lucro, e os investidores buscam agora por esses retornos.”

Esse ano, a Netflix endureceu o controle do compartilhamento de senhas e do uso de contas em vários dispositivos. Como muitos consumidores perderam o acesso a contas que eram compartilhadas no esquema menos rígido anterior, eles tiveram que abrir as suas próprias.

No relatório mais recente da empresa, a Netflix informou que ganhou quase 9 milhões de novos assinantes e aumentou o preço de suas assinaturas premium e das sustentadas por anúncios — uma exceção gritante à taxa de cancelamento de seus concorrentes.

Junto com a receita básica de assinaturas, a Netflix tem milhões de novos olhos para os quais pode veicular anúncios, abrindo uma grande oportunidade de receita.

Para clientes que têm planos com anúncios, Simon diz que a experiência é diferente da TV.

Primeiro, os consumidores podem estar sujeitos a menos anúncios do que se estivessem assistindo à TV padrão — já se foram os dias de 22 minutos de conteúdo para oito minutos de anúncios.

“Muitos serviços de streaming estão reduzindo o tempo da publicidade, alguns significativamente”, diz ele, apontando para o Disney+, que tem como padrão quatro minutos de anúncios por hora de conteúdo.

A publicidade no streaming tambémtende a ser mais personalizada.

“Com uma abordagem baseada em dados, os espectadores do streaming verão anúncios muito mais relevantes para suas vidas”, diz Simon.

Liz Duff, chefe comercial e de operações da Total Media, uma agência de planejamento de mídia, diz que os consumidores preocupados com os custos estão procurando maneiras de reduzir despesas. Optar por uma experiência de streaming mais barata e com anúncios é mais acessível e, em última análise, pode prevalecer.

“A economia de custos dos planos com anúncios está inegavelmente atraindo espectadores”, diz ela.

Para a analista, os serviços de streaming estão tão enraizados que as mudanças no mercado não levarão necessariamente as pessoas de volta à televisão convencional.

“É improvável que aumentos graduais de preços afastem as pessoas do streaming”, diz ela. “É muito mais provável que os aumentos de preços encorajem os consumidores a comprar mais e a aproveitar as ofertas inaugurais [por exemplo, planos vantajosos de serviços que estão começando], em vez de voltarem à TV”.

Fonte: BBC

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Criança tem reação alérgica no rosto após beijo da mãe. Entenda

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O uso de cosméticos é algo comum no dia a dia. O que a inglesa Sarah Davies, 41 anos, não imaginava era que, após dar um beijo na bochecha da filha, o gloss labial que usava poderia causar uma reação alérgica na menina.

Sarah passou o produto que prometia aumentar o volume dos lábios pouco antes de levar Ava, de 8 anos, para uma festa de aniversário. Duas horas depois de aplicar o gloss de 26 euros (aproximadamente 157 reais), a mulher deu um beijo no rosto da filha e, em questão de minutos, notou uma marca vermelha e irritada surgindo na pele da criança.

“Em um minuto, estava quente ao toque, e parecia que ia formar bolhas”, lembra Sarah, que ficou em pânico. A inglesa, que é auxiliar de saúde, lavou imediatamente a área com água e procurou orientação com um farmacêutico.

O profissional recomendou o uso de anti-histamínicos e um creme antisséptico que trata e acalma a pele para aliviar a sensação de queimação causada pela erupção cutânea.

Felizmente, a marca desapareceu em poucos dias, mas Sarah ainda notou que a área da pele ficou um pouco avermelhada. “Se fosse um bebê recém-nascido, poderia ter sido horrível”, afirmou ela, em entrevista ao Daily Mail.

 

Conscientização sobre riscos de usar produtos cosméticos

Agora, ela tenta alertar outras pessoas sobre os riscos de usar produtos cosméticos sem conhecer os ingredientes da fórmula. Eles são muitas vezes promovidos como alternativas “naturais” aos preenchimentos labiais, principalmente nas redes sociais.

O gloss utilizado por Sarah continha capsicum, um derivado vegetal encontrado na pimenta, que causa a sensação de formigamento nos lábios e aumenta temporariamente o volume ao dilatar os vasos sanguíneos. Embora eficaz, a substância pode causar reações adversas, como queimaduras, ardência, vermelhidão e coceira, especialmente em peles mais sensíveis.

A marca por trás do gloss admitiu que a sensibilidade ao produto “varia de pessoa para pessoa”. “Sugerimos que você analise os ingredientes com seu médico para determinar se o produto é adequado para seu uso”, disse a empresa em nota enviada à imprensa britânica.

O rótulo do gloss alerta para não aplicar o produto em qualquer outra parte do corpo além dos lábios e recomenda mantê-lo fora do alcance de crianças. “Nunca vi esses avisos, porque joguei a embalagem fora”, explicou Sarah.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

 

Fonte: Metróples.

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Empresa oferece cerca de R$ 500 por escaneamento da íris; saiba como funciona

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Na última semana, circulou nas redes sociais uma série de relatos sobre pessoas indo a locais em São Paulo para “vender a íris” em troca de dinheiro.

A empresa responsável por essa ação é a Tools for Humanity (TfH), que, utilizando câmeras de alta tecnologia, escaneia a íris das pessoas para criar um que ela chama de World ID (“documento mundial”, em tradução livre).

A reportagem da CNN visitou um dos 53 pontos de coleta da empresa em São Paulo, localizado no bairro Bela Vista, na região central da cidade. Em uma pequena sala no final de um corredor, com uma televisão, o World ID é apresentado como uma forma de verificação de humanidade.

Ao ser questionada sobre o funcionamento do processo de “venda da íris”, uma atendente pediu para exibir um vídeo explicativo sobre a ferramenta. O ambiente tem uma atmosfera futurista, com atendentes de cabelos impecavelmente presos, roupas pretas padronizadas com o logotipo da empresa e falas que parecem ter sido ensaiadas.

No corredor, antes da sala de coleta, foram instaladas quatro máquinas do tamanho de uma pessoa. Uma haste conecta essas máquinas a uma esfera de metal no chão. Esses scanners são usados para mapear as íris dos voluntários.

O vídeo explicativo descreve o projeto World ID. Segundo a empresa, o objetivo é criar um código único que não possa ser reproduzido pela inteligência artificial, que também pode ser usada de forma maliciosa. “Nosso objetivo aqui é proporcionar mais segurança”, afirmou um dos atendentes.

Nas redes sociais, surgiram vídeos mostrando filas para “vender a íris”. De acordo com a empresa, quem realizar a verificação de humanidade recebe cerca de 48 criptoativos.

Em uma simulação feita pela reportagem, o valor dos criptoativos fornecidos pela empresa equivalia a aproximadamente R$ 500. “Você pode sacar quando quiser”, disse uma atendente.

Até o momento, cerca de 500 mil pessoas já venderam os dados de suas íris em São Paulo, cidade onde a empresa opera no Brasil. Para participar, é necessário baixar um aplicativo, aceitar os termos e condições e, opcionalmente, fornecer nome e telefone. Após isso, a pessoa pode agendar um horário para a coleta.

Recentemente, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão dos pagamentos pela coleta da íris dos cidadãos no Brasil. No entanto, o serviço continua sendo realizado em troca de criptomoedas.

A empresa declarou que enviou um pedido à ANPD para poder continuar suas operações. “Durante todo esse tempo, trabalhamos em estreita colaboração com a ANPD. Nosso objetivo é garantir que cumpramos com a LGPD. Queremos mais tempo para discutir isso e fornecer à ANPD uma compreensão mais completa sobre nosso trabalho”, afirmou Kieran, da TfH, ao CNN Money.

Fonte: CNN Brasil

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O que explica o aumento de nascimentos de gêmeos em meio à queda das taxas de natalidade?

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Enquanto as taxas de natalidade estão em declínio ao redor do mundo, o número de gestações múltiplas — como gêmeos e trigêmeos — atingiu um patamar histórico. Pesquisadores indicam que essa tendência deve continuar crescendo, marcando a primeira vez que a taxa de nascimentos múltiplos aumenta mesmo diante da redução geral de nascimentos.

Esse fenômeno pode ser atribuído a fatores como a maternidade tardia e o avanço dos tratamentos de fertilidade. Embora menos comuns que as gestações únicas, os nascimentos múltiplos fazem parte do processo natural da reprodução humana. Aproximadamente uma em cada 60 gestações resulta em múltiplos, podendo variar de gêmeos a sêxtuplos.

Os gêmeos surgem quando dois óvulos diferentes são fecundados simultaneamente ou quando um único óvulo fertilizado se divide em dois. Além disso, um fenômeno chamado “hiperovulação” — quando mais de um óvulo é liberado no mesmo ciclo — também pode levar a nascimentos múltiplos. Esse processo se torna mais frequente com o envelhecimento da mulher, devido às mudanças hormonais que ocorrem conforme a menopausa se aproxima. Embora raros, casos de trigêmeos ou até mesmo de nove bebês em uma única gestação já foram registrados.

O impacto da idade materna e dos tratamentos de fertilidade

Estudos indicam que países de baixa renda devem registrar um aumento nas taxas de nascimentos múltiplos entre 2050 e 2100, impulsionado pelo crescimento da idade média das mães. Essa tendência já foi observada em países como a Inglaterra e o País de Gales, onde, nas décadas de 1940 a 1960, a taxa de nascimentos múltiplos era de aproximadamente 12 a 13 a cada 1.000 gestações. Como as mães tinham, em média, 26 anos na época — idade em que partos múltiplos são menos comuns —, os índices eram relativamente estáveis.

Nas décadas de 1970 e 1980, com a ampliação do planejamento familiar e mudanças econômicas, o número de filhos por família diminuiu, reduzindo também os nascimentos múltiplos para cerca de 10 a cada 1.000 gestações. No entanto, nos anos 1990 e 2000, houve um aumento nesse índice, em grande parte devido à popularização dos tratamentos de fertilidade e à elevação da idade materna.

Custos e desafios dos nascimentos múltiplos

Atualmente, a busca por tratamentos de fertilidade continua crescendo. Em 1991, foram realizados cerca de 6.700 ciclos de FIV no Reino Unido, número que saltou para 76.000 em 2021. Como os custos podem ser altos e o acesso ao financiamento público é restrito, muitas pessoas buscam clínicas no exterior, onde as regras para a transferência de múltiplos embriões são menos rígidas, aumentando a chance de partos múltiplos.

Embora nascimentos de gêmeos ou trigêmeos sejam motivo de alegria para muitas famílias, eles também trazem desafios. Os primeiros anos costumam exigir um suporte extra, seja para alimentação e sono, seja para lidar com as pressões financeiras e emocionais.

Fonte: G1

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