O prefeito de Parobé, Diego Picucha (PDT), é alvo de uma operação policial com apoio do Ministério Público (MP) nesta quarta-feira (18), que investiga seu suposto envolvimento em um esquema de corrupção com a participação de uma organização criminosa. No total, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais para quebra de sigilos bancário, fiscal e financeiro, e apreensão de imóveis e veículos. A casa do prefeito e a prefeitura também são alvos da operação.
Investigação
De acordo com o delegado Filipe Bringhenti, o prefeito teria feito um acordo com a organização criminosa para conceder contratos de licitação em troca de “apoio para obtenção de votos em comunidades mais pobres, que, supostamente, a facção conseguiria entregar.”
“Ele honraria esse acordo retribuindo a criminosos que auxiliaram no pleito eleitoral com contratos públicos e nomeações a cargos públicos, o que nós confirmamos que ocorreu. Existem contratações suspeitas com pessoas vinculadas à organização somando R$ 40 milhões. São contratos variados, principalmente ligados à limpeza urbana, vigilância e portaria”, explicou o delegado Bringhenti.
Conforme a investigação, os contratos foram direcionados a grupos específicos, sem o devido processo licitatório, beneficiando empresas relacionadas a aliados políticos e familiares dos gestores públicos. Também foram identificadas conexões suspeitas entre núcleos familiares e políticos locais, além da participação de membros da organização criminosa na administração pública.
“Essas práticas teriam permitido não apenas o desvio de recursos públicos, mas também a infiltração de interesses escusos na gestão municipal”, afirmou o delegado Bringhenti.
Os crimes investigados são corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Além do prefeito, outros políticos e agentes públicos, bem como empresários e membros da organização criminosa, também estão sendo investigados.