Saúde
Planos de saúde coletivos podem sofrer reajuste de até 20%
Os planos de saúde coletivos, que abrangem 42,1 milhões de pessoas no Brasil, enfrentarão reajustes em 2024 devido ao aumento significativo dos custos médico-hospitalares, ao crescimento da utilização de serviços de saúde e à incorporação de tecnologias, afirmam representantes do setor.
Embora não haja uma estimativa precisa do aumento, a consultoria AON sugere que os preços dos insumos médicos no Brasil subiram 14,1%, enquanto os custos gerais aumentaram 4,8%. A consultoria Arquitetos da Saúde estima um aumento médio de 20% nos planos coletivos em 2024.
Os planos de saúde individuais têm reajustes limitados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), enquanto os planos coletivos, que representam a maioria do setor, carecem de um percentual máximo definido pela agência reguladora. O reajuste para esses planos é determinado por negociações entre as operadoras e as entidades contratantes, como empresas, associações e sindicatos, resultando em uma maior variabilidade nos valores.
A tendência de aumentos nos planos de saúde foi evidenciada por um estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que analisou dados entre 2018 e 2022. Os planos individuais tiveram um aumento médio de 35,4%, enquanto os planos coletivos empresariais com até 29 beneficiários registraram um aumento de 82,3% durante o mesmo período.
A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) atribui os reajustes ao aumento dos custos médico-hospitalares, destacando um prejuízo operacional de R$ 20 bilhões entre 2021 e 2023 no setor. A entidade aguarda a consolidação dos números do setor em 2023 para projeções mais precisas sobre os reajustes previstos para este ano.
Fonte:GZH