Tecnologia
Pix começa a funcionar nesta segunda-feira

Novo sistema de pagamentos já tem 69,6 milhões de cadastros no país
Um novo sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central começará a fazer parte do dia a dia dos brasileiros. Com a promessa de reduzir custos e trazer maior agilidade nas operações financeiras, o Pix entra oficialmente em vigor nesta segunda-feira (16).
Segundo a autoridade monetária, mais de 69,6 milhões de cadastros para uso da modalidade foram registrados no país até a última quinta-feira (12). Na fase restrita de funcionamento, iniciada no início deste mês, já ocorreram 826 mil transações, totalizando R$ 325 milhões.
Desde outubro, os brasileiros passaram a cadastrar as chamadas chaves de endereçamento no sistema de pagamentos instantâneos. Com isso, o usuário vincula sua conta bancária ou de pagamentos ao seu CPF ou CNPJ, número do celular ou e-mail, facilitando a realização de transferências pelo Pix. Cada pessoa física ou empresa pode vincular mais de uma chave à conta.
O cadastramento segue aberto e é feito diretamente com as instituições financeiras, podendo ser realizado por meio dos aplicativos oficiais dos bancos. Em sete tópicos, entenda como funciona o Pix.
O que é
O Pix é um novo sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. A tecnologia permitirá que as transações ocorram 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano. A ideia é que o Pix gradativamente substitua o DOC e a TED e vire uma alternativa também ao cartão de débito e aos boletos para a realização de compras e pagamento de contas.
Conta
O usuário não precisa criar uma conta bancária para utilizar o Pix. Basta cadastrar uma chave de endereçamento junto à empresa na qual você já tem conta, podendo ser o CPF ou CNPJ, e-mail ou telefone celular. Mais de 700 instituições financeiras estão aptas a operarem o Pix, segundo o Banco Central.
Pagamento
Ao realizar uma transferência, a pessoa física ou jurídica poderá escolher realizar um Pix ao invés de DOC ou TED. A movimentação do dinheiro ocorre em até 10 segundos. Além das chaves do Pix, também será possível realizar pagamentos por meio de QR Code. Esse código pode ser estático (o usuário pode usar ele para cobrar o mesmo valor de várias pessoas, por exemplo) ou dinâmico (que será exclusivo para cada transação).
Custos
De acordo com o Banco Central, o Pix não cobrará tarifas de pagadores e recebedores das transações. Já as instituições financeiras serão cobradas em R$ 0,01 a cada 10 operações realizadas.
Quem adotar o Pix para fins comerciais poderá ser tarifado no momento do recebimento. A finalidade comercial ocorre quando há o registro de mais de 30 transações de recebimento por mês, por conta, ou quando há recebimento com QR Code dinâmico (usado somente uma vez para receber um Pix). Nestes casos, o custo varia conforme cada banco, mas algumas instituições já anunciaram que isentarão as taxas das pessoas jurídicas.
Comprovantes
Toda transferência gerará comprovantes para pagador e recebedor. Cuide para não errar os dados ao realizar as operações. Valores enviados por engano não podem ser estornados automaticamente. O Pix contempla funcionalidade de devolução total ou parcial, mas a negociação só pode ser aberta por quem recebeu o dinheiro.
Conectividade
Inicialmente, para realizar os pagamentos pelo Pix é necessário estar conectado à internet. A partir de 2021, está prevista uma funcionalidade que permitirá o pagamento também offline.
Saques
Outra possibilidade que deverá entrar em vigor a partir de 2021 é o Saque Pix. Ou seja, o cliente poderá retirar dinheiro em espécie em redes varejistas, por exemplo. Neste caso, o atendente do estabelecimento irá gerar um QR Code e mostrará ao cliente, que fará a leitura utilizando o celular. Posteriormente, esse mesmo valor será liberado.
Fonte: GZH
Tecnologia
Justiça do Trabalho gaúcha registra aumento no número de ataques hackers

O TRT4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região), com sede em Porto Alegre, registrou um aumento significativo no número de ataques cibernéticos efetivos – aqueles que geram algum impacto nos sistemas – entre 2022 e 2024.
Enquanto 12 incidentes foram contabilizados em 2022 e 13 em 2023, o número saltou para 19 em 2024. No entanto, o diretor da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicações da Corte, André Farias, ressaltou que o volume de tentativas de ataques virtuais registrado diariamente é muito maior.
“Centenas de milhares de tentativas de ações maliciosas são registradas todos os dias, 24 horas por dia, todas devidamente bloqueadas pelos sistemas de segurança da informação”, afirmou Farias.
“O número, a complexidade e o poder danoso dos ataques têm aumentado cada vez mais ao longo dos anos”, disse o diretor, destacando a importância de manter sistemas robustos e atualizados para conter essas ameaças.
Somente entre 11 e 21 de novembro de 2024, os sistemas do tribunal bloquearam um robô (programa automatizado) que disparou 183 milhões de requisições ao sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico). Frente ao avanço dos ataques hackers, o TRT4 tem intensificado a sua defesa cibernética.
Os ataques hackers mais frequentes enfrentados pela Justiça do Trabalho gaúcha são varreduras de rede, phishing e negação de serviço distribuído (DDoS, na sigla em inglês).
As varreduras de rede tentam identificar vulnerabilidades nos sistemas para futuras explorações. O phishing busca capturar credenciais de usuários ou induzi-los a executar programas maliciosos (softwares prejudiciais). Já os ataques DDoS visam sobrecarregar os sistemas e indisponibilizar o acesso a serviços digitais, como o PJe e o site do TRT4.
A origem dos ataques, muitas vezes, é mascarada por meio de técnicas que dificultam a identificação dos agressores. Contudo, investigações apontaram ações de organizações criminosas internacionais altamente especializadas.
Fonte: O Sul.
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