Agentes cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 45 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.
Eurípedes Gomes Júnior, atual presidente nacional do Solidariedade, é um dos alvos da operação. Outros envolvidos incluem Cintia Lourenço da Silva, primeira tesoureira do Solidariedade, e Alessandro, conhecido como Sandro do PROS, que foi candidato a deputado federal. Berinaldo da Ponte, ex-deputado distrital, também está entre os alvos.
Eles são investigados por crimes que incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica eleitoral e apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral.
As investigações surgiram a partir da denúncia de desvio de aproximadamente R$ 36 milhões por parte de um ex-dirigente partidário. Na operação de hoje, os policiais buscam bloquear e indisponibilizar R$ 36 milhões e 33 imóveis pertencentes ao grupo.
Os mandados foram autorizados pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal.
Em nota, o partido Solidariedade declarou que os fatos ocorreram antes da fusão com o PROS e que estão avaliando a situação antes de emitir uma posição definitiva.
A investigação da Polícia Federal identificou indícios de que o grupo criminoso utilizou candidaturas laranjas em diversos estados para desviar e apropriar-se de recursos dos fundos partidário e eleitoral. Além disso, há suspeitas de superfaturamento em serviços contratados junto a consultorias jurídicas e desvio de verbas destinadas à Fundação de Ordem Social, ligada ao PROS. O grupo teria lavado o dinheiro desviado por meio da criação de empresas fictícias, compra de imóveis por intermediários e superfaturamento de serviços prestados aos candidatos laranjas e ao próprio partido.
Fonte: G1