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Pela 1ª vez nas olimpíadas, o Brasil terá delegação com maioria feminina

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Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Pela primeira vez na história das Olimpíadas, o Brasil terá uma delegação com maioria feminina. A competição internacional, que ocorrerá em Paris entre julho e agosto deste ano, contará com 110 mulheres ocupando das 187 vagas conquistadas em 32 modalidades, segundo informações do Comitê Olímpico do Brasil. Por outro lado, 61 vagas serão preenchidas por homens, enquanto 15 não possuem gênero definido, como no hipismo e revezamentos da natação.

Atletas como Rebeca Andrade na ginástica artística, Mayra Aguiar no judô, Rayssa Leal no skate, Ana Patrícia e Duda no vôlei de praia e Beatriz Ferreira no boxe destacam-se como nomes fortes que podem trazer medalhas para o Brasil e inspirar meninas em todo o país.

Durante décadas, a participação das mulheres nas Olimpíadas foi limitada e, por vezes, desencorajada, refletindo uma visão ultrapassada do próprio fundador dos Jogos Olímpicos modernos, Pierre de Coubertin, que as via apenas como espectadoras nos eventos esportivos.

Contudo, ao longo do tempo, o Comitê Olímpico Internacional tem trabalhado para superar essas barreiras de gênero. Em 1991, uma decisão histórica foi tomada, estipulando que todos os esportes incluídos nos Jogos Olímpicos deveriam ter participação feminina obrigatória. Esse esforço resultou em um marco em Londres-2012, quando todas as 204 federações nacionais levaram mulheres em suas comitivas.

Atualmente, o papel das mulheres no esporte tem passado por uma evolução gradual, mas significativa, refletida pelo aumento da representação feminina nos Jogos Olímpicos, que passou de 2,2% em 1900 para um recorde de 48% em 2020, em Tóquio.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, ressalta a importância desse momento para a história das mulheres nos Jogos Olímpicos e no esporte em geral, celebrando um avanço significativo rumo à equidade de gênero.

Fonte: Só notícia boa

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