Pela 1ª vez, espécies de árvore têm o nome mudado para evitar termo ofensivo a negros
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Pela 1ª vez, espécies de árvore têm o nome mudado para evitar termo ofensivo a negros

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Foto: Jacques Hugo/Adobe Stock

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Cerca de 200 espécies de plantas africanas tiveram seus nomes científicos alterados para remover uma nomenclatura considerada racista. A decisão foi tomada durante o Congresso Internacional de Botânica, realizado em Madri, em julho, marcando a primeira vez que uma mudança de nome é feita por razões culturais, e não científicas. As novas denominações passam a valer oficialmente a partir de 2026.

Os botânicos decidiram substituir o termo “caffra” por “affra”, justificando que o original era um erro de grafia. Por séculos, “caffra” foi utilizado no nome de diversas plantas para indicar sua origem africana. No entanto, essa palavra é uma adaptação ocidental do árabe “kaffir”, um termo extremamente ofensivo na África do Sul, utilizado para insultar pessoas negras. Devido ao peso histórico do termo, muitos botânicos sul-africanos se recusam a usá-lo. Inclusive, na África do Sul, chamar alguém de “caffra” ou “kaffir” é considerado crime, passível de multa ou prisão.

Além dessa mudança, os cientistas aprovaram uma nova regra que proíbe a criação de nomes de espécies com termos ofensivos a qualquer grupo social. Essa medida entrará em vigor a partir de 2025.

“Nós temos a responsabilidade de corrigir os erros das gerações passadas”, declarou o botânico Nigel Barker, da Universidade de Pretória, em entrevista ao The New York Times.

Em geral, os cientistas são cautelosos quanto à mudança de nomes científicos, já que esses são essenciais para a comunicação entre pesquisadores ao redor do mundo. Normalmente, as alterações só ocorrem quando há um erro científico comprovado. No entanto, Dirk Albach, editor da revista Taxon, destacou que essa foi a primeira vez que a comunidade botânica decidiu alterar um nome por motivos políticos e não científicos.

A proposta foi aprovada por 351 votos a favor e 205 contra. Críticos temem que a medida abra um precedente desestabilizador para a nomenclatura científica. O botânico Fred Barrie, do Field Museum, nos EUA, acredita que renomear centenas de espécies é um “pesadelo”, mas considera que a troca de “caffra” por “affra” será um caso isolado.

João Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, traz uma outra visão: “Seria mais adequado incluir uma anotação que registrasse essa preocupação, em vez de mudar os nomes”. Ele compara a situação ao debate sobre a revisão de obras literárias clássicas. Segundo ele, “reescrever textos é como apagar o passado; o correto é explicá-lo”. Ele acredita que o mesmo raciocínio se aplica à questão dos nomes científicos.

Por outro lado, o botânico Timothy Hammer, da Universidade de Adelaide, pretende levar ao próximo congresso uma proposta para alterar todos os nomes de plantas considerados ofensivos. Ele cita como exemplo o gênero Hibbertia, nomeado em homenagem ao britânico George Hibbert, um traficante de pessoas escravizadas.

Hammer minimiza as preocupações sobre confusões causadas pelas novas nomenclaturas, lembrando que nomes de espécies são alterados frequentemente por motivos científicos. Ele destaca que a remoção de termos culturalmente ofensivos seria um número bem menor em comparação.

Domingos Cardoso, botânico brasileiro e coordenador do projeto de catalogação da flora brasileira, reforça esse ponto: “Nos últimos dez anos, 624 novas espécies de leguminosas foram aceitas globalmente, enquanto 635 tiveram seus nomes alterados por razões científicas. Mudanças de nomes fazem parte do nosso trabalho, e agora estamos apenas adicionando uma nova camada.”

Para Cardoso, a ciência também tem um papel social importante: “Muitos nomes foram dados dentro de um contexto histórico, político e social. A ciência tem uma responsabilidade social e deve ser crítica em relação ao passado.”

Fonte: Estadão

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Pesquisa indica que, em média, uma pessoa faz sexo cerca de 52 vezes por ano

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As mulheres que fazem sexo menos de uma vez por semana podem ter mais probabilidade de morrer cedo do que aquelas que se envolvem em relações sexuais com maior frequência, é o que sugere um novo estudo feito nos Estados Unidos. Além disso, os pesquisadores também notaram que o sexo mais frequente reduz as chances de morte precoce em homens e mulheres com depressão.

No artigo, os autores comentaram que a atividade sexual é importante para a saúde cardiovascular geral dos humanos, possivelmente devido à redução da variabilidade da frequência cardíaca e ao aumento do fluxo sanguíneo. “Usando as descobertas do nosso estudo, podemos inferir que a atividade sexual pode melhorar a perda de função que pode ocorrer com a idade e a progressão da doença”, disseram os investigadores.

 

A importância da vida sexual

Para chegar a qualquer conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 14.542 indivíduos dos EUA registrados como parte de uma pesquisa nacional de saúde feita entre 2005 e 2010. No total, 2.267 participantes forneceram detalhes sobre suas vidas sexuais, com 94,4% deles afirmando terem relações pelo menos uma vez por mês. Além disso, 38,4% responderam fazer sexo mais de uma vez por semana.

Estudos anteriores já indicavam que os norte-americanos médios faziam sexo 54 vezes por ano — o que se aproxima de uma vez por semana. Então, os pesquisadores decidiram classificar as pessoas entre aquelas com alta e baixa frequência sexual, dependendo se tinham relações acima ou abaixo dessa média.

No geral, mulheres com baixa frequência sexual tinham 1,7 vezes mais probabilidade de morrer por qualquer causa até o final de 2015 do que aquelas com vidas sexuais mais agitadas. Apesar de não encontrar a mesma resposta em homens, os pesquisadores ficaram surpresos ao observar que a relação sexual parecia ter um efeito direto no impacto da depressão para a saúde de ambos os sexos.

 

Efeitos benéficos

Mesmo após ajustar fatores de risco, como obesidade, idade avançada e status socioeconômico, os autores chegaram a conclusão de que pessoas que sofriam de pressão tinham cerca de três vezes mais probabilidade de morrer durante um período de baixa frequência sexual.

 

Fonte: Mega Curioso.

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Donos da globo ficam 16 bilhões mais ricos em 2024 segundo a forbes

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O patrimônio dos donos do Grupo Globo disparou R$ 16 bilhðes, cerca de US$ 2,8 bilhões, no último ano, segundo divulgou a revista Forbes. A empresa pertence a João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho. Juntos, eles possuem uma fortuna de US$ 9 bilhões, cerca de R$ 51 bilhões.

No ranking de 2024, os três proprietários da Globo tinham um patrimônio total de US$ 6,2 bilhões (R$ 35,4 bilhões). Porém, mesmo com a alta do dólar em relação ao real, o patrimônio da família Marinho cresceu cerca de 45% em um ano.

A Forbes divulgou que cada filho de Roberto Marinho, fundador da emissora Rede Globo, possui uma fortuna de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 17 bilhões. A família, contudo, não é apenas dona do canal de televisão, eles são proprietários do portal g1, Globoplay, emissoras de rádio (como CBN e Rádio Globo), editora de livros, jornais e revistas impressas, além da produtora Globo Filmes.

O filho mais velho de Roberto Marinho, o Roberto Irineu Marinho também é proprietário da Fazenda Sertãozinho, que produz o café gourmet Orfeu.

 

Valor total do ativo de Globo cresce em 2024

A Forbes não detalhou qual calculo foi realizado para determinar o patrimônio da família Marinho. O último levantamento divulgado pelo Grupo Globo mostra que o total do ativo da companhia também cresceu.

Em 2023, a Globo possuia R$ 27 bilhões em ativos, valor que subiu para R$ 30,9 bilhões em 2024.

O lucro líquido do Grupo Globo mais que dobrou no último ano, de R$ 838 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão em 2024. A companhia registra o lucro depois de uma grande reestruturação, que contou com a venda de ativos e demissão de atores, diretores, autores, produtores. apresentadores e profissionais de outras funções.

Além disso, a Globo também pode ter sido beneficiada com a mudança do governo federal. A gestão Luiz Inácio Lula da Silva tem investido em publicidade nas empresas do grupo. Como mostrou Oeste, na soma de 2023 e 2024, o governo repassou mais de R$ 300 milhões para 0 conglomerado de mídia.

Segundo dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o valor destinado pelo governo Lula ao Grupo
Globo supera o montante de R$ 177 milhões que o Palácio do Planalto enviou à companhia durante a Presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

 

Fonte: Revista Oeste.

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Igreja Batista Filadélfia realiza bazar com preços acessíveis no dia 12 de abril

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A Igreja Batista Filadélfia de Santa Rosa promove no próximo sábado, dia 12 de abril, a 2ºedição do bazar solidário do projeto “Mãos Que Servem”, com uma proposta que une solidariedade, economia e cuidado com a comunidade.

O evento acontece das 9h às 14h, nas dependências da igreja, e contará com uma grande variedade de peças de roupas infantis, juvenis e adultas, todas em ótimo estado de conservação.

O destaque do bazar é o preço fixo de R$ 5,00 para a maioria dos itens. Além disso, haverá uma sessão especial com peças selecionadas com valores de R$ 10, R$ 20 e R$ 30, oferecendo opções acessíveis para todos os gostos e necessidades.

Essa é a segunda edição do bazar, que já se consolidou como uma importante ação social da Igreja Batista Filadélfia. A iniciativa faz parte do projeto “Mãos Que Servem”, que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade e promover a solidariedade por meio do voluntariado.

O evento também marca uma data especial para a comunidade: neste mês de abril, a Igreja Batista Filadélfia completa 72 anos de história em Santa Rosa, reforçando seu compromisso com o serviço cristão e o apoio à população local.

 

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