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PEC do fim do 6×1 atinge número mínimo de assinaturas
Até o momento, o texto da deputada federal Érika Hilton (PSOL) teve o endosso de 194 parlamentares.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretende acabar com o regime de seis dias de trabalho para um de folga atingiu, na manhã desta quarta-feira, o quórum mínimo de assinaturas para ser protocolada.
Até o momento, o texto da deputada federal Érika Hilton (PSOL) teve o endosso de 194 parlamentares. A expectativa é que a parlamentar protocole o texto ainda nesta quarta-feira.
Antes, no entanto, ela deve seguir para uma reunião com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para pedir o apoio do Palácio do Planalto à medida. Apesar das mobilizações nas redes sociais, o governo Lula ainda tem receios de que o apoio a essa PEC possa piorar o ânimo do mercado com o Poder Executivo.
O receio da ala mais pragmática do governo federal, conforme apurou este portal, é que o apoio explícito a essa PEC possa dar uma mensagem negativa ao mercado: de que Lula foi contrário às mudanças instituídas na reforma trabalhista de Michel Temer (MDB). Além disso, há o receio com o custo da medida já que, até o momento, nem o Palácio, nem a própria deputada federal, têm quaisquer estudos de impactos sobre a PEC.
PEC do fim do 6×1 é alvo de críticas
Como mostramos mais cedo, a medida é criticada por integrantes da oposição.
O líder da oposição ao governo Lula no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), classificou de ‘factoide’ e ‘falso dilema’ a discussão que está sendo proposta pela deputada federal Erika Hilton (PSOL) sobre o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de folga.
Para Marinho, qualquer discussão sobre redução da jornada de trabalho deveria ser um tema a ser tratado entre funcionários e empresários.
“Eu acho que isso é um falso dilema, um factoide”, disse Marinho sobre a proposta em entrevista à Globo News.
“Isso não significa que, para maior praticidade, determinado seguimento não possa funcionar em regime de 36 horas de trabalho. Essa é uma questão que devemos deixar de intervir”, disse Marinho.
“Precisamos deixar de intervir na relação de quem trabalha e quem produz”, concluiu
FONTE: O Antagonista (redação)