O paciente que recebeu o primeiro transplante de um rim geneticamente modificado de um porco para um ser humano foi liberado do hospital nos Estados Unidos na quarta-feira (3).
“Estamos felizes em compartilhar que hoje, Rick Slayman, nosso primeiro paciente a receber um transplante de rim de porco geneticamente modificado, recebeu alta do hospital. Ele está se recuperando bem e continuará se recuperando em casa com sua família”, anunciou o Massachusetts General Hospital (MGH) por meio das redes sociais.
O médico brasileiro Leonardo Riella, responsável pelo procedimento, comemorou a alta do paciente nas redes sociais, expressando esperança de que esse seja o primeiro passo para muitos pacientes que aguardam transplantes renais.
Slayman ainda não fez declarações públicas sobre a cirurgia, mas em um comunicado compartilhado pelo hospital, expressou sua gratidão aos médicos.
“Deixar o hospital hoje com um dos atestados mais saudáveis que já tive em muito tempo é algo que desejei por muitos anos. Agora é uma realidade e um dos momentos mais felizes da minha vida”, afirmou o paciente.
Ele também agradeceu a todos que o apoiaram e pediu privacidade durante sua recuperação.
Rick Slayman, de 62 anos, residente em Weymouth, Massachusetts, havia sido diagnosticado com doença renal terminal. Antes deste transplante, ele já havia recebido um rim humano em 2018, mas começou a enfrentar problemas de insuficiência renal em 2023. Quando a opção de um rim de porco foi sugerida, ele a viu como uma oportunidade não só para si mesmo, mas também para oferecer esperança a outros pacientes em situação semelhante.
O transplante, realizado em 16 de março, foi descrito pelo médico brasileiro Leonardo Riella como um “marco histórico” para a medicina. Ele explicou que o sucesso desse procedimento é resultado de décadas de pesquisa e desenvolvimento para tornar os órgãos de porcos compatíveis com os humanos.
Durante uma entrevista à CNN, Riella ressaltou o processo meticuloso de edição genética realizado para tornar os órgãos de porcos mais compatíveis e menos propensos a infecções. Ele também elogiou a coragem do paciente em aceitar o procedimento, reconhecendo as incertezas envolvidas.
Esse avanço na medicina oferece uma nova esperança para pacientes que aguardam transplantes de órgãos.
Fonte: CNN Brasil