Segundo o delegado Estevão Castro, responsável pelas operações, a droga é misturada com compostos químicos que potencializam seus efeitos e conferem um aroma diferente do da maconha comum.
“A droga é vendida em uma espécie de pasta, a granel ou em um formato mais rígido. Eles (os traficantes) misturam compostos químicos, que aumentam o efeito da droga”, explica Castro.
A comercialização dessa maconha, segundo o delegado, é restrita a grupos de trocas de mensagens, com a entrega ocorrendo diretamente na casa do usuário. A “maconha gourmet” dificilmente é encontrada em pontos de venda do tráfico convencional, as chamadas “biqueiras”. “Esse tipo de maconha é vendido a um público específico, com maior poder aquisitivo e acesso aos grupos de comércio ilegal. Geralmente, a entrega é feita pelo traficante, diferente do tráfico convencional, onde o usuário vai até o ponto de venda”, diz o delegado.
Laboratório do Tráfico
A última ação dos policiais da Dise de Carapicuíba contra o tráfico da “maconha gourmet” ocorreu em 4 de junho, resultando na prisão de um suspeito da quadrilha investigada. Com um mandado de prisão autorizado pela Justiça, os policiais conseguiram entrar em um imóvel que funcionava como um laboratório do tráfico.
O alvo do mandado de prisão estava armado, mas não resistiu à abordagem dos policiais, conforme registrado no boletim de ocorrência. No local, foram apreendidos papelotes de derivados de haxixe (com alta concentração de THC), conhecidos como “dry” e “ice”, utilizados como base para a “maconha gourmet”. Além da droga, foram encontrados e apreendidos diversos equipamentos para a fabricação da droga, uma pistola calibre .380 e munições.
Fonte: CNN Brasil