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Operação Leite Compen$ado é retomada no RS após sete anos

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Foto: Divulgação/ MPRS

Pouco mais de sete anos após a última fase, a operação Leite Compen$ado, do Ministério Público, voltou a ser realizada no Rio Grande do Sul. Desta vez, um velho conhecido é alvo da ofensiva que investiga adulteração de leite. Trata-se de um homem conhecido como “alquimista” ou “mago do leite”. O químico é suspeito de adicionar soda cáustica e água oxigenada ao leite, e o crime estaria ocorrendo em uma indústria de Taquara, no Vale do Paranhana.

De acordo com o Ministério Público, a indústria suspeita estaria produzindo derivados lácteos – leite UHT, compostos, leite em pó, soro, entre outros – com adição de produtos nocivos à saúde. Além disso, foram encontrados pontos de sujeira dentro de embalagens.

O “alquimista” já havia sido alvo da quinta fase da operação, em 2014, quando foi descoberta sua participação na adição de soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada nos produtos de uma indústria em Imigrante, no Vale do Taquari.

Absolvição e retorno às atividades

Após ser absolvido de uma condenação em 2005 por um fato semelhante, o “mago do leite” enfrentou uma medida cautelar imposta pela Justiça em Teutônia. Ele aguardava há dois anos para colocar uma tornozeleira eletrônica e há ainda mais tempo pelo desfecho do processo judicial da Leite Compen$ado 5. Agora, foi novamente encontrado por agentes do MP.

Distribuição nacional e internacional

Os promotores Mauro Rockenbach e Alcindo Bastos relataram que os produtos da indústria de Taquara seriam distribuídos não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em todo o Brasil e até na Venezuela. Além disso, a fábrica participou e venceu várias licitações em diversas partes do país para o fornecimento de laticínios. Recentemente, a empresa teria vencido um certame para distribuir produtos derivados do leite para escolas de uma cidade paulista.

A Justiça ainda não autorizou a divulgação das marcas envolvidas. Em relação aos lotes, o MPRS informou que, apesar de análises iniciais terem detectado substâncias nocivas à saúde humana e outras impurezas, com o aprimoramento da fórmula, exames mais detalhados são aguardados para determinar exatamente quais lotes estão contaminados.

Fonte: Grupo Sepé

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