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Onda de Ômicron entra em queda no RS

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A onda de covid-19 gerada pela Ômicron finalmente começa a entrar em queda no Rio Grande do Sul, segundo estatísticas da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS) e especialistas entrevistados por GZH. Todavia, o nível de transmissão segue alto – e há receio de que Carnaval e volta às aulas presenciais provoquem repique, o que adiaria em algumas semanas a chegada a um cenário mais seguro.

O primeiro indicador a apresentar queda foi o de casos: em 28 de janeiro, o Rio Grande do Sul chegou à média de 17,3 mil infecções diárias, recorde da pandemia. A partir dali, perdeu força, a despeito de um leve repique – atualmente, a média é de 12,5 mil casos diários, queda de 28,5% desde 28 de janeiro.

A média de hospitalizações por caso grave de coronavírus em leitos clínicos atingiu um pico de 1.350 pacientes em 6 de fevereiro – momento a partir do qual há uma queda contínua. Nesta terça-feira (15), a média é de 1.166 internados, redução de 13,6% desde então.

A ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), cuja tendência demora a ser alterada em função do tempo transcorrido entre infecção e agravamento, caminha para estabilidade, apesar do pouco tempo de platô. Após um pico de 576 pacientes em média com caso gravíssimo de coronavírus em 10 de fevereiro, nesta terça-feira, cinco dias depois, são 572.

Por fim, a média de vítimas da covid-19 chegou a um pico de 48,7 mortes diárias há menos de uma semana, a partir de quando há queda suave, chegando a 37,6 mortes por dia – ainda é cedo para cravar tendência de diminuição, segundo analistas.

Se, por ventura, este de fato tiver sido o pico de mortes causadas pela Ômicron, terá sido 84% abaixo do momento mais letal da pandemia de covid-19 no Rio Grande do Sul, quando, no fim de março de 2021, o Estado chegou a uma média de 304 vítimas diárias. Hoje, 74% dos gaúchos estão vacinados e 28,5% receberam a dose de reforço.

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