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O que significa ser romântico hoje? Uma pesquisa britânica dá pistas

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Foto: gstockstudio/ Adobe Stock

Vamos separar o romantismo artístico do comportamental para essa conversa. Primeiro, o artístico. Na música, tivemos grandes nomes como Chopin, Liszt, Beethoven e o clássico Roberto Carlos. Mas na literatura romântica… Misericórdia! “A Moreninha”, “Iracema”, “Amor de Perdição” – lembram disso? Aqueles diálogos rococós, estudantes de direito conversando de maneira rebuscada e as mulheres sendo tratadas como frágeis porcelanas. Leitura sofrida que enfrentamos na escola, principalmente para quem estava de olho na quadra de futebol.

Agora, quanto ao romantismo comportamental, é sobre ele que estou falando. Esse ritual cheio de formalidades nas relações amorosas, uma coreografia onde o homem é o provedor e a mulher, a figura delicada. Esse romantismo antiquado, vamos combinar, já passou da validade.

É difícil encontrar mulheres frágeis hoje em dia, e muitos dos códigos desse velho romantismo já ficaram para trás. Mandar flores, por exemplo. Tem gente que não curte. Flores exigem vaso, água, cuidados – e convenhamos, a vida moderna já está cheia de demandas, com calls, discussões de mindset e a vigilância constante das redes sociais. As flores acabam morrendo, abandonadas.

Abrir a porta do carro era um gesto cheio de charme. O cavalheiro se inclinava próximo à dama, perfumes se misturavam, aquele toque de proximidade. Hoje, isso virou um botão na chave do carro. Não importa o quão sofisticado seja o Porsche, nenhum botão tem o mesmo encanto.

E pagar a conta no jantar? Isso virou polêmica. Parece uma atitude paternalista, sugerindo que o homem tem mais dinheiro. O mundo mudou, e o matriarcado está aí, firme e forte.

Mas, segundo um estudo do British Journal of Social Psychology, há uma nova chance para o romantismo. Pesquisadores mostraram várias fotos de homens para um grupo e descreveram as características de cada um: este é educado, aquele é corajoso, e assim por diante. E sabe qual qualidade foi mais valorizada? A gentileza. Isso mesmo, os gentis foram considerados mais atraentes até do que os engraçados ou inteligentes.

Então, encontramos o novo romantismo. Se antes abrir a porta do carro tinha seu charme, hoje o que conta é saber escutar. Em vez de bancar o jantar, o importante é ser cortês com todos no restaurante. E as flores? Continue enviando, mesmo que nem todos apreciem.

Fonte: Estadão

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