O que o governo precisa anunciar no pacote de corte de gastos para acalmar o mercado?
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O que o governo precisa anunciar no pacote de corte de gastos para acalmar o mercado?

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Foto: Wilton Junior

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Nas últimas semanas, o mercado e os analistas têm acompanhado de perto as ações do governo em busca de sinais sobre o pacote de corte de gastos que será anunciado para as contas públicas. A expectativa é que a equipe econômica implemente medidas que resultem em uma economia superior a R$ 30 bilhões, visando reduzir o risco fiscal enfrentado pela economia brasileira.

Esse valor de cerca de R$ 30 bilhões, somado aos R$ 25,9 bilhões já previstos no corte de gastos do Orçamento de 2025, será crucial para garantir o funcionamento do arcabouço fiscal até 2026, pelo menos, período que marca o fim da atual administração.

“O governo precisa apresentar um pacote que gere uma economia superior a R$ 30 bilhões entre 2025 e 2026”, afirma João Pedro Leme, analista da Tendências Consultoria. “O foco desse pacote parece ser garantir a continuidade do arcabouço fiscal até 2026.”

Criado no ano passado para substituir o teto de gastos, o arcabouço fiscal viu sua sustentabilidade comprometida devido ao crescimento acelerado das despesas obrigatórias, que estão limitando o espaço para os gastos discricionários (aqueles que o governo pode ajustar) e podem prejudicar a capacidade do governo de manter e custear suas operações.

“O arcabouço não possui mecanismos suficientes para conter uma expansão maior das despesas”, aponta Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter. “Esperamos que esse pacote traga uma maior previsibilidade sobre os gastos, garantindo que eles se mantenham dentro dos limites do arcabouço.”

Medidas em análise

De acordo com o Estadão, o governo está avaliando diversas medidas, como mudanças no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), nas regras para o abono salarial (que garante o pagamento de até um salário mínimo por ano para trabalhadores que ganham até dois mínimos), no seguro-desemprego e no Benefício de Prestação Continuada (BPC, que assegura um salário mínimo a idosos e pessoas com deficiência que não podem se aposentar).

Outra possibilidade em estudo é limitar o aumento das despesas obrigatórias, como o salário mínimo, a 2,5% do teto do arcabouço fiscal.

Em um relatório divulgado na semana passada, o banco Itaú estimou que o pacote fiscal precisaria gerar um ajuste de R$ 35 bilhões, além dos cortes já planejados para 2025.

“Para 2026, é necessário um ajuste adicional de pelo menos R$ 35 bilhões, que consideramos o valor mínimo necessário para o pacote de revisão de gastos reduzir a percepção de risco fiscal”, afirma o Itaú no relatório.

Nos cenários analisados pelo banco, uma redução de 50% no abono salarial poderia gerar uma economia de R$ 15 bilhões. O Itaú também mostrou que o governo poderia liberar R$ 17 bilhões caso aumentasse de 30% para 60% os recursos destinados ao Fundeb considerados para o limite mínimo de educação.

Negociações prolongadas

Na terceira semana de negociações, as idas e vindas do governo em relação ao pacote de gastos têm afetado o humor dos investidores. Com um cenário externo mais desafiador após a eleição de Donald Trump à presidência dos EUA, as incertezas sobre as contas públicas elevaram o dólar para além de R$ 5,85.

Atualmente, os investidores estão inseguros quanto ao rumo das finanças públicas do Brasil, um país com uma dívida elevada para uma economia emergente, que precisa retomar os superávits primários — ou seja, fazer com que as receitas superem as despesas, sem contar o pagamento de juros.

Desde o início do governo, a equipe econômica tem buscado ajustar as contas públicas por meio do aumento da receita. No entanto, analistas afirmam que essa estratégia se esgotou e agora será necessário cortar gastos.

Em 2024 e 2025, o governo prometeu alcançar uma meta de resultado primário zero. Em 2026, último ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a promessa é de um superávit primário de 0,25% do PIB.

“Eu acredito que, independentemente do que o governo venha a anunciar, haverá um certo desânimo”, diz Leme. “Os analistas fiscais sempre sugerem que é necessário cortar despesas, reformar a Previdência, ajustar o BPC à nova realidade demográfica. Esses são bons pontos, e eu não discordo dessa análise. Mas não necessariamente isso será politicamente viável, seja por restrições internas do governo ou externas.”

Resistência interna e limitações políticas

Dentro do próprio PT, a ala econômica do governo tem enfrentado resistência para avançar com o plano de cortes, enquanto o Congresso tem patrocinado medidas que aumentam os gastos, como a autorização para o uso de fundos públicos para contornar as limitações do arcabouço fiscal.

Economistas também alertam que as medidas em discussão não resolvem o impasse fiscal do Brasil e que reformas estruturais só devem ser abordadas no próximo governo, quando houver maior capital político. No cenário atual, o Brasil só conseguirá reduzir o endividamento crescente se alcançar um superávit primário de 1,5% do PIB.

“Previsivelmente, o superávit só voltará a ser alcançado a partir de 2028, com a dívida bruta chegando a 89% do PIB em 2030 e se estabilizando a partir daí”, afirma Rafaela.

“Para alcançar o superávit, precisamos retomar regras como as que vigoraram durante o teto de gastos. Uma delas é desvincular o crescimento das despesas relacionadas à receita em áreas como saúde e educação. Outro ponto é o reajuste real do salário mínimo, que hoje indexa os benefícios sociais. É possível manter uma política de valorização do salário mínimo, mas apenas para os trabalhadores ativos, não para pensionistas ou benefícios sociais. Hoje, claramente, esse aumento real de programas sociais não é viável dentro do nosso orçamento”, conclui a economista.

Fonte: Estadão

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Pesquisa indica que, em média, uma pessoa faz sexo cerca de 52 vezes por ano

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As mulheres que fazem sexo menos de uma vez por semana podem ter mais probabilidade de morrer cedo do que aquelas que se envolvem em relações sexuais com maior frequência, é o que sugere um novo estudo feito nos Estados Unidos. Além disso, os pesquisadores também notaram que o sexo mais frequente reduz as chances de morte precoce em homens e mulheres com depressão.

No artigo, os autores comentaram que a atividade sexual é importante para a saúde cardiovascular geral dos humanos, possivelmente devido à redução da variabilidade da frequência cardíaca e ao aumento do fluxo sanguíneo. “Usando as descobertas do nosso estudo, podemos inferir que a atividade sexual pode melhorar a perda de função que pode ocorrer com a idade e a progressão da doença”, disseram os investigadores.

 

A importância da vida sexual

Para chegar a qualquer conclusão, os pesquisadores analisaram dados de 14.542 indivíduos dos EUA registrados como parte de uma pesquisa nacional de saúde feita entre 2005 e 2010. No total, 2.267 participantes forneceram detalhes sobre suas vidas sexuais, com 94,4% deles afirmando terem relações pelo menos uma vez por mês. Além disso, 38,4% responderam fazer sexo mais de uma vez por semana.

Estudos anteriores já indicavam que os norte-americanos médios faziam sexo 54 vezes por ano — o que se aproxima de uma vez por semana. Então, os pesquisadores decidiram classificar as pessoas entre aquelas com alta e baixa frequência sexual, dependendo se tinham relações acima ou abaixo dessa média.

No geral, mulheres com baixa frequência sexual tinham 1,7 vezes mais probabilidade de morrer por qualquer causa até o final de 2015 do que aquelas com vidas sexuais mais agitadas. Apesar de não encontrar a mesma resposta em homens, os pesquisadores ficaram surpresos ao observar que a relação sexual parecia ter um efeito direto no impacto da depressão para a saúde de ambos os sexos.

 

Efeitos benéficos

Mesmo após ajustar fatores de risco, como obesidade, idade avançada e status socioeconômico, os autores chegaram a conclusão de que pessoas que sofriam de pressão tinham cerca de três vezes mais probabilidade de morrer durante um período de baixa frequência sexual.

 

Fonte: Mega Curioso.

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Donos da globo ficam 16 bilhões mais ricos em 2024 segundo a forbes

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O patrimônio dos donos do Grupo Globo disparou R$ 16 bilhðes, cerca de US$ 2,8 bilhões, no último ano, segundo divulgou a revista Forbes. A empresa pertence a João Roberto Marinho, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho. Juntos, eles possuem uma fortuna de US$ 9 bilhões, cerca de R$ 51 bilhões.

No ranking de 2024, os três proprietários da Globo tinham um patrimônio total de US$ 6,2 bilhões (R$ 35,4 bilhões). Porém, mesmo com a alta do dólar em relação ao real, o patrimônio da família Marinho cresceu cerca de 45% em um ano.

A Forbes divulgou que cada filho de Roberto Marinho, fundador da emissora Rede Globo, possui uma fortuna de US$ 3 bilhões, cerca de R$ 17 bilhões. A família, contudo, não é apenas dona do canal de televisão, eles são proprietários do portal g1, Globoplay, emissoras de rádio (como CBN e Rádio Globo), editora de livros, jornais e revistas impressas, além da produtora Globo Filmes.

O filho mais velho de Roberto Marinho, o Roberto Irineu Marinho também é proprietário da Fazenda Sertãozinho, que produz o café gourmet Orfeu.

 

Valor total do ativo de Globo cresce em 2024

A Forbes não detalhou qual calculo foi realizado para determinar o patrimônio da família Marinho. O último levantamento divulgado pelo Grupo Globo mostra que o total do ativo da companhia também cresceu.

Em 2023, a Globo possuia R$ 27 bilhões em ativos, valor que subiu para R$ 30,9 bilhões em 2024.

O lucro líquido do Grupo Globo mais que dobrou no último ano, de R$ 838 milhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão em 2024. A companhia registra o lucro depois de uma grande reestruturação, que contou com a venda de ativos e demissão de atores, diretores, autores, produtores. apresentadores e profissionais de outras funções.

Além disso, a Globo também pode ter sido beneficiada com a mudança do governo federal. A gestão Luiz Inácio Lula da Silva tem investido em publicidade nas empresas do grupo. Como mostrou Oeste, na soma de 2023 e 2024, o governo repassou mais de R$ 300 milhões para 0 conglomerado de mídia.

Segundo dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o valor destinado pelo governo Lula ao Grupo
Globo supera o montante de R$ 177 milhões que o Palácio do Planalto enviou à companhia durante a Presidência de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

 

Fonte: Revista Oeste.

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Igreja Batista Filadélfia realiza bazar com preços acessíveis no dia 12 de abril

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A Igreja Batista Filadélfia de Santa Rosa promove no próximo sábado, dia 12 de abril, a 2ºedição do bazar solidário do projeto “Mãos Que Servem”, com uma proposta que une solidariedade, economia e cuidado com a comunidade.

O evento acontece das 9h às 14h, nas dependências da igreja, e contará com uma grande variedade de peças de roupas infantis, juvenis e adultas, todas em ótimo estado de conservação.

O destaque do bazar é o preço fixo de R$ 5,00 para a maioria dos itens. Além disso, haverá uma sessão especial com peças selecionadas com valores de R$ 10, R$ 20 e R$ 30, oferecendo opções acessíveis para todos os gostos e necessidades.

Essa é a segunda edição do bazar, que já se consolidou como uma importante ação social da Igreja Batista Filadélfia. A iniciativa faz parte do projeto “Mãos Que Servem”, que visa atender pessoas em situação de vulnerabilidade e promover a solidariedade por meio do voluntariado.

O evento também marca uma data especial para a comunidade: neste mês de abril, a Igreja Batista Filadélfia completa 72 anos de história em Santa Rosa, reforçando seu compromisso com o serviço cristão e o apoio à população local.

 

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