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O Impacto do luto no corpo e na mente

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Foto: Divulgação

O luto é uma experiência emocional intensa que pode provocar alterações em regiões específicas do cérebro, resultando em efeitos em todo o corpo. É importante esclarecer que o luto não envolve apenas a perda de uma pessoa; pode ser também a perda de um animal de estimação, de um emprego, de uma situação financeira, entre outros. É um processo complexo e subjetivo.

Alterações Neurobiológicas

Estudos científicos mostram que o processo de luto está associado a mudanças neurobiológicas que podem afetar diferentes regiões do cérebro e o organismo, incluindo o sistema límbico (parte emocional do cérebro), o circuito de recompensa cerebral, o córtex pré-frontal e o sistema imunológico.

Algumas das mudanças observadas após o luto incluem:

  • Ativação do sistema nervoso simpático, resultando em aumento do estresse e da ansiedade.
  • Alterações na atividade cerebral, especialmente em áreas relacionadas ao processamento emocional e memória.
  • Mudanças nos níveis de neurotransmissores, como a diminuição de serotonina, associada a sintomas de depressão.
  • Impacto no sistema imunológico, levando a uma maior suscetibilidade a doenças.

Essas mudanças podem ser prejudiciais, especialmente se persistirem por longos períodos, deixando o corpo mais propenso a adoecer, tanto com doenças físicas quanto psíquicas.

Envelhecimento Mais Rápido

A perda de uma pessoa amada pode causar mudanças no cérebro que aceleram o envelhecimento. Um estudo recente da Columbia University School of Public Health e do Butler Columbia Aging Center analisou dados do National Longitudinal Study of Adolescent to Adult Health, iniciado em 1994 e 1995, acompanhando participantes desde a adolescência até a idade adulta.

Os pesquisadores observaram as perdas sofridas durante a infância e adolescência (até os 18 anos) e na vida adulta (entre 19 e 43 anos). Eles analisaram o número de perdas e os dados de envelhecimento biológico a partir da metilação do DNA do sangue. Segundo a pesquisa, quase 40% dos participantes experimentaram, pelo menos, uma perda de ente querido na vida adulta, entre 33 e 43 anos. A perda parental foi mais comum na vida adulta (27%) do que na infância e adolescência (6%).

A pesquisa revelou que as pessoas que viveram duas ou mais perdas tinham idades biológicas mais avançadas. Vivenciar duas ou mais perdas na vida adulta mostrou ter uma relação mais forte com o envelhecimento biológico do que uma única perda ou nenhuma perda.

Como Minimizar os Efeitos do Luto

Para minimizar os efeitos negativos do luto, os especialistas recomendam algumas estratégias:

  • Apoio emocional: buscar apoio emocional e psicológico de amigos, familiares ou profissionais de saúde. Participar de grupos de apoio ou terapia para compartilhar experiências e emoções.
  • Autorregulação emocional: praticar técnicas de autorregulação emocional, como meditação, mindfulness ou exercícios de relaxamento.
  • Cuidar da saúde: manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares e sono adequado.

Fonte: CNN Brasil

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