Política

Novo atentado contra Trump levanta mais dúvidas sobre o trabalho de proteção do Serviço Secreto

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Foto: Alex Brandon/AP

Um suposto atentado contra o ex-presidente Donald Trump foi evitado neste domingo, 15, quando um homem armado tentou se aproximar enquanto o candidato republicano jogava golfe em seu clube, Mar-a-Lago, na Flórida. A rápida ação dos agentes do Serviço Secreto impediu o ataque, levantando novas preocupações sobre a capacidade da agência de proteger adequadamente os candidatos sob sua responsabilidade.

Após intensas críticas por uma tentativa de assassinato em Butler, Pensilvânia, no dia 13 de julho, o Serviço Secreto reforçou a proteção de Trump, adicionando mais agentes e aprimorando a inteligência no local. Autoridades acreditam que esse aumento na segurança foi crucial para o desfecho positivo do incidente no fim de semana.

Contudo, o fato de o atirador ter conseguido se aproximar a menos de 400 metros de Trump, portando um rifle semiautomático com mira telescópica, expôs falhas ainda não resolvidas no esquema de proteção. A situação destaca a dificuldade do Serviço Secreto em lidar com um cenário político cada vez mais imprevisível e violento.

Assim como no caso da Pensilvânia, os maiores problemas de segurança envolvem a proteção do perímetro de propriedades associadas ao ex-presidente. O atirador, Ryan Wesley Routh, se escondeu nos arbustos no limite do clube de golfe em West Palm Beach. Um agente, posicionado um buraco à frente de Trump, avistou o cano da arma e, rapidamente, os agentes abriram fogo contra o suspeito, de acordo com o xerife Ric Bradshaw, do Condado de Palm Beach, em coletiva no domingo.

O xerife Bradshaw observou que, como Trump é um ex-presidente e não está mais no cargo, o nível de proteção oferecido a ele é inferior ao de um presidente em exercício, limitando o alcance das medidas de segurança. “Se ele fosse o presidente em exercício, teríamos cercado todo o campo de golfe”, disse Bradshaw, elogiando a rápida resposta dos agentes e sugerindo que medidas adicionais serão adotadas em futuras aparições de Trump.

Michael Matranga, ex-agente do Serviço Secreto que trabalhou na proteção de Barack Obama, defendeu que Trump receba um pacote de segurança equivalente ao do atual presidente, considerando os dois incidentes “sem precedentes”.

Políticos de ambos os partidos aplaudiram a atuação dos agentes, mas prometeram investigar a liderança do Serviço Secreto em relação às falhas de segurança. O senador Richard Blumenthal, democrata de Connecticut e presidente da subcomissão que investiga a segurança em Butler, afirmou que “um segundo incidente desse tipo merece uma análise cuidadosa”. Já o senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul e aliado de Trump, criticou a gestão do Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o Serviço Secreto, citando problemas orçamentários e de moral na agência: “Eles precisam de mais recursos. Esses agentes estão sobrecarregados e sem tempo para suas vidas pessoais.”

Fonte: Estadão

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