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No Brasil, dois celulares são roubados ou furtados por minuto
Os dados indicam que os furtos, que envolvem a subtração dos aparelhos sem violência, superaram pela primeira vez os roubos, com 494.295 e 442.999 casos, respectivamente, totalizando 937.294 ocorrências. Em comparação a 2022, houve uma redução global de 4,7% nos números de roubos e furtos de celulares.
Os celulares se tornaram uma entrada frequente para outros tipos de crimes, como estelionato e golpes virtuais, refletindo uma nova dinâmica nos crimes patrimoniais. Marcas como Samsung (37,4%), Apple (25%) e Motorola (23,1%) são as mais visadas, sendo os iPhones responsáveis por uma em cada quatro subtrações, apesar de representarem apenas 10% do mercado nacional.
A maioria dos crimes ocorre em vias públicas (78%), principalmente durante os dias úteis, especialmente entre 5h e 7h da manhã e entre 18h e 22h, períodos de movimento nas grandes cidades. Os furtos, por sua vez, ocorrem predominantemente nos finais de semana (35%), com preferência por horários de menor movimento, como entre 10h e 11h e das 15h às 20h.
As cidades com as maiores taxas de roubo e furto de celulares incluem Manaus, Teresina, São Paulo, Salvador e Lauro de Freitas (BA), com taxas variando de 1.695,8 a 2.096,3 casos por 100 mil habitantes. Além disso, o anuário destaca um aumento significativo nos estelionatos, com um registro a cada 16 segundos em 2023, representando uma mudança de paradigma na criminalidade patrimonial no país.
Fonte: Agência Brasil