Agro
Mudanças no Plano Safra 2020/2021 são tema de live nesta semana

Após o lançamento do Plano Safra 2020/2021, na semana passada (18/06), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizou uma live com a participação de mais de 350 pessoas, nesta quarta-feira (24/06), para apresentar as principais mudanças em relação ao plano da safra passada, de forma específica ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Ambos, de crédito rural, visam à promoção do desenvolvimento das atividades dos pequenos e médios produtores rurais, proporcionando o aumento da renda e da geração de empregos no campo, onde o público assistido pela Instituição está concentrado. O encontro virtual contou com a participação do diretor técnico, Alencar Rugeri, na abertura, e apresentação do conteúdo pelos extensionistas Célio Colle, Roblein Filho e Alano Tonin.
De acordo com o anúncio feito pelo Mapa para a próxima safra de verão serão disponibilizados R$ 33 bilhões para o Pronaf e R$ 33,2 bilhões para o Pronamp, e R$ 170,1 bilhões para demais agricultores e cooperativas, totalizando R$ 263,30 bilhões, um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior, que foi de R$ 222,74 bilhões. Na última safra, a Emater/RS-Ascar elaborou cerca de 40 mil projetos de crédito para custeio e investimentos, totalizando R$ 1,49 bilhão.
Colle explica que enquanto o valor disponibilizado aumentou, as taxas de juros caíram. “Para o Pronaf, de 3% (custeio) e 4,6% (investimento) para 2,75% e 4%, respectivamente; para o Pronamp, de 6% para 5% (custeio) e de 7% para 6% (investimento); e para os demais, de 8% para 6%”.
No caso do Pronaf, foram viabilizadas outras linhas de financiamento voltadas à promoção da sustentabilidade e à geração de renda dos empreendimentos, como o Pronaf Mulher, o Pronaf Jovem, o Pronaf Agroindústria, Pronaf Bioeconomia (Pronaf Eco), Pronaf Floresta, o Pronaf Agroecologia, entre outras. Do total de recursos aplicados no Pronaf em todo o país, o Rio Grande do Sul é responsável por 20% dos recursos e 15% dos contratos, o que demonstra a importância do crédito rural para a agricultura gaúcha.
Além da apresentação dessas mudanças, o evento teve como objetivo mostrar a importância da realização de um projeto para o agricultor com os laudos de acompanhamento das lavouras. Porque o crédito rural, acompanhado de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), resulta em menores riscos para o produtor, inclusive de necessitar recorrer ao Proagro, que, infelizmente, entre dezembro de 2019 e junho deste ano, foram realizadas mais de 18,7 mil perícias pela Instituição, sendo mais de dez mil somente para a soja e mais de seis mil para o milho.
Muito além de elaborar projetos de crédito, é importante sempre ressaltar que a Instituição atende às demandas diárias de seu público, formado por agricultores familiares, quilombolas, pescadores artesanais, indígenas e assentados da reforma agrária, que somam um contingente superior a 200 mil famílias de assistidos em 100% dos municípios gaúchos.
E que é no coração de 9.550 comunidades rurais que pulsa a atuação transversal do serviço de Aters, revigorada pelo convênio com as prefeituras e parceria com agentes financeiros para o crédito rural, que se fertiliza o desenvolvimento socioeconômico e cultural do Rio Grande do Sul.
Agro
John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.
No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.
O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.
“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza.
A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.
Juros altos prejudicam a indústria
Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país
“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.
“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.
Brasil no centro da estratégia
Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.
“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.
Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.
A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.
Conectividade no campo
Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.
A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor acessá-los e tomar decisões em tempo real.
Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.
Fonte: Dinheiro Rural.
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Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.
O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.
Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.
A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.
Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.
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1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.
Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.
Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).
Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.
Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.
Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.
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